Sobre as melhores coisas da vida: FOTOGRAFAR.

É tornar imortal algo que [com toda certeza] vai passar. É diversão, é prazer, é magia. Fotografar, pra mim, é isso.

Não há lugar que eu vá sem a câmera à tiracolo. Minha amiga, visto que é com ela que eu compartilho as melhores vistas.

Nós duas vemos o que ninguém mais vê. Fato.

Você pode ter passado um trilhão de vezes por aquela rua, mas não notou a cerejeira florida. Nós notamos.

Era tão bela a joaninha que pousou em meu dedo ontem… Continuação de alguém que ama fotografar: QUER VER? E já tá lá, com a câmera ligadinha, trazendo pro presente o que quase virou passado.

Eu gosto de lembranças. E fotografia é isso, é relembrar constantemente daquilo que te fez bem e ter vontade de reviver. É olhar pro ‘antes’ e comparar com o ‘depois’. É ter autonomia pra dizer “o tempo te fez bem, amiga!”, quando nem ela lembrava mais do que tinha sido.

Boas fotografia requerem paciência. – Antes que me questione, não! Não entendo nada disso! – mas não discuta comigo quando digo que fotos espontâneas são O MÁXIMO! Se você passar o dia na janela, esperando que aquele belo pássaro dê o mais belo pouso e sua câmera seja capaz de memorizar esse momento esplêndido, esquece. Isso é ser profissional. Fotografar por hobby, pelo simples prazer de guardar contigo aquilo que te encantou, não necessita requinte.

Quem sabe, um dia, não penso em me aperfeiçoar?

Por enquanto, poder guardar o mundo em uma gaveta é o que me satisfaz.

A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são. Peter Urmenyi

P.S.- As fotos que ‘enfeitam’ o texto foram todas feitas por mim – não são perfeitas, mas todas foram feitas da forma mais divertida e levam consigo uma pequena história.

Abraços,

Anna Motzko

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Funcionário público – Ser ou não ser, eis a questão.

A pedido da assídua leitora e amiga Camila Marques, hoje comentarei um pouco sobre como chegar lá e o que é viver a vida de funcionário público.

Me tornei uma em 2009, com 19 anos. Estudei para a tão-temida prova do concurso no decorrer de dois empregos. Português, matemática, informática, legislações mil! Me lembro de cada detalhe daquele dia, como se fosse hoje. 80 questões objetivas, mais 20 dissertativas… Uma manhã e uma tarde inteirinha em cima do caderno de questões. E mais um ano até a nomeação no Diário Oficial. Valeu a pena o esforço? Sim. É impagável a sensação de ser aprovada depois de horas de dedicação.

Não somos meros ‘batedores de carimbo’.

E se dá pra chegar lá sem essa dedicação? Eu não aconselho. Na minha opinião, é jogar dinheiro fora, visto que as inscrições têm custado o olho da cara! Você só precisa gastar um tempinho pra passar na prova e pronto! Meio caminho andado. Se você se sentir preparado, a chance de dar o famoso ‘branco’ na hora H é bem menor e a chance de se sair bem, indiscutível.

Agora, como é ESTAR LÁ. É bem diferente do que as más línguas dizem. O funcionário público trabalha que é uma beleza, dá até gosto de ver. Temos os momentos tranquilos e também aqueles em que não respiramos. No quesito ‘quantidade de serviço’, não temos diferenças em relação à empresa privada, não.

Mas temos estabilidade, ponto positivo (dependendo de como se vê) que a maioria dos concurseiros busca. Após três anos no cargo, o dito período de estágio probatório, adquire-se a tão sonhada estabilidade. É um período em que você ainda é avaliado. Passando por ele, você só será mandado embora com uma justa causa, garantida sua ampla defesa. A estabilidade te garante um salário ao fim de cada mês, sempre igualzinho, a não ser que você falte ao serviço. Nesse ponto, há dois lados: se é o emprego dos seus sonhos, deite e role. Se não é, você corre o risco de se acomodar numa função que não é exatamente o que queria, simplesmente porque é seguro e não dói nada.

O funcionário público nem sempre tem chance de ‘fazer uma carreira’. Alguns cargos oferecem promoções, mas não são muitos. Na Educação, por exemplo, um professor pode vir a ser coordenador pedagógico, vice-diretor ou até diretor de escola. Já os cargos administrativos não têm a mesma oportunidade. Só mudam de função prestando novos concursos.

Férias garantidas todos os anos. Não tem aquela coisa de acumular períodos, vender férias.. Não. Além disso, a cada cinco anos trabalhados, temos direito à chamada licença-prêmio, noventa dias ‘de folga’, adquiridos por assiduidade ao serviço. Após cada período de cinco anos completamos um quinquênio, o que nos garante um aumento de 5% no salário base.

Emendamos todos os feriados e parece que temos férias várias vezes ao ano, né? Ba-le-la! Temos direito a trinta dias, como em qualquer outro emprego. E somos obrigados a repor cada feriado emendado. Não é casa-da-mãe-Joana, não.

Estamos nas mãos do Estado. Ou do Governo. Não gostou? Faça greve, pois é seu direito.

Experiência? Isso, sim, você vai ganhar e vai até sobrar. No funcionalismo público, a rotatividade de pessoas é bem menor do que em uma empresa privada, o que te proporciona ter contato com pessoas que viveram a vida inteira naquele departamento, naquela repartição… Isso é bom demais.

Se existem mais contras do que prós, eu não sei. Há exatos dez dias celebrei três anos na área da Educação estadual, fim do estágio probatório, muita história pra contar e muitas coisas a ensinar. Sou o bebê do pedaço, como dizem. Estar sempre disposto a aprender é o segredo para o sucesso em qualquer emprego que você escolha. Eu já tive os meus altos e baixos na profissão, mas não me arrependo. Não trabalho na área que estudo, mas me considero muito nova pra me afligir com isso. Deus e eu estamos traçando juntos os próximos capítulos.

Aos que têm vontade, recomendo. Estudem muito, se dediquem, e não pensem que é mais difícil passar em um concurso a ganhar na loteria. Não é mesmo. Conselho que dei a uma amiga: participe de vários processos seletivos, mesmo que não seja o cargo que almeja. Isso traz mais segurança, faz você já ter uma super noção de como é, e isso lhe ajudará muito no momento de concorrer pelo cargo dos seus sonhos.

É basicamente isso que eu tenho para dividir com vocês. Espero que as dicas sejam úteis e que nada faça com que desistam.

Abraços,

Anna Motzko

Animais: será esse um pequeno passo ao fim da distinção entre nós e vocês?

De todo o meu coração, peço a Deus e ao mundo para que SIM. Não tenho provas de que todos os animais possuem consciência de si mesmo, ou sentimentos, ou o que seja. Mas de uma coisa eu estou certa: tudo é VIDA. Por que tirar vidas? Por que você é preso, acusado, condenado e tudo o mais por roubar um pacote de bolachas, mas não te acontece absolutamente nada por brincar com um ser que tem um coração que bate, que se comunica à maneira dele com seus semelhantes, que não te faz mal algum?

Eu divulgo campanhas. É a maneira que eu encontro de ajudar na maioria das vezes. Não me importo em divulgar nas redes sociais imagens horrorosas das desgraças cometidas por seres “humanos” aos animais. O ser humano é, sim, uma coisa ruim. Ele age por ignorância, e por uma ignorância consciente. Somente sendo chocado pelas imagens é que, muitas vezes, um pingo de consciência é arrancado.

Fico emocionada com notícias como a que eu li hoje, na Veja Online. Me parece um pequeno passo diante desse mundo que insiste em não girar quando se trata de discutir os direitos dos animais. Divido-a com vocês.

QUASE HUMANOS – Neurocientistas publicam manifesto afirmando que mamíferos, aves e até polvos têm consciência e esquentam debate sobre direitos dos animais.

Por Marco Túlio Pires, em Veja Online, de 16/07/2012

Os seres humanos não são os únicos animais que têm consciência. A afirmação não é de ativistas radicais defensores dos direitos dos animais. Pelo contrário. Um grupo de neurocientistas — doutores de instituições de renome como Caltech, MIT e Instituto Max Planck — publicou um manifesto asseverando que o estudo da neurociência evoluiu de modo tal que não é mais possível excluir mamíferos, aves e até polvos do grupo de seres vivos que possuem consciência. O documento divulgado no último sábado (7), em Cambridge, esquenta uma discussão que divide cientistas, filósofos e legisladores há séculos sobre a natureza da consciência e sua implicação na vida dos humanos e de outros animais.

Parece que não há sentimento?

Apresentado à Nasa nesta quinta-feira, o manifesto não traz novas descobertas da neurociência — é uma compilação das pesquisas da área. Representa, no entanto, um posicionamento inédito sobre a capacidade de outros seres perceberem sua própria existência e o mundo ao seu redor. Em entrevista ao site de VEJA, Philip Low, criador do iBrain, o aparelho que recentemente permitiu a leitura das ondas cerebrais do físico Stephen Hawking, e um dos articuladores do movimento, explica que nos últimos 16 anos a neurociência descobriu que as áreas do cérebro que distinguem seres humanos de outros animais não são as que produzem a consciência. “As estruturas cerebrais responsáveis pelos processos que geram a consciência nos humanos e outros animais são equivalentes”, diz. “Concluímos então que esses animais também possuem consciência.”

Será que a nossa raça é a HUMANA?

Estudos recentes, como os da pesquisadora Diana Reiss (uma das cientistas que assinaram o manifesto), da Hunter College, nos Estados Unidos, mostram que golfinhos e elefantes também são capazes de se reconhecer no espelho. Essa capacidade é importante para definir se um ser está consciente. O mesmo vale para chimpanzés e pássaros. Outros tipos de comportamento foram analisados pelos neurocientistas. “Quando seu cachorro está sentindo dor ou feliz em vê-lo, há evidências de que no cérebro deles há estruturas semelhantes às que são ativadas quando exibimos medo e dor e prazer”, diz Low.

Personalidade animal – Dizer que os animais têm consciência pode trazer várias implicações para a sociedade e o modo como os animais são tratados. Steven Wise, advogado e especialista americano em direito dos animais, diz que o manifesto chega em boa hora. “O papel dos advogados e legisladores é transformar conclusões científicas como essa em legislação que ajudará a organizar a sociedade”, diz em entrevista ao site de VEJA. Wise é líder do Projeto dos Direitos de Animais não Humanos. O advogado coordena um grupo de 70 profissionais que organizam informações, casos e jurisprudência para entrar com o primeiro processo em favor de que alguns animais — como grandes primatas, papagaios africanos e golfinhos — tenham seu status equiparado ao dos humanos.

O manifesto de Cambridge dá mais munição ao grupo de Wise para vencer o caso. “Queremos que esses animais recebam direitos fundamentais, que a justiça as enxergue como pessoas, no sentido legal.” Isso, de acordo com o advogado, quer dizer que esses animais teriam direito à integridade física e à liberdade, por exemplo. “Temos que parar de pensar que esses animais existem para servir aos seres humanos”, defende Wise. “Eles têm um valor intrínseco, independente de como os avaliamos.”

Questão moral – O manifesto não decreta o fim dos zoológicos ou das churrascarias, muito menos das pesquisas médicas com animais. Contudo, já foi suficiente para provocar reflexão e mudança de comportamento em cientistas, como o próprio Low. “Estou considerando me tornar vegetariano”, diz. “Temos agora que apelar para nossa engenhosidade, para desenvolver tecnologias que nos permitam criar uma sociedade cada vez menos dependente dos animais.” Low se refere principalmente à pesquisa médica. Para estudar a vida, a ciência ainda precisa tirar muitas. De acordo com o neurocientista, o mundo gasta 20 bilhões por ano para matar 100 milhões de vertebrados. Das moléculas medicinais produzidas por esse amontoado de dinheiro e mortes, apenas 6% chega a ser testada em seres humanos. “É uma péssima contabilidade”, diz Low.

Contudo, a pesquisa com animais ainda é necessária. O endocrinologista americano Michael Conn, autor do livro The Animal Research War, sem edição no Brasil, argumenta que se trata de uma escolha priorizar a espécie humana. “Conceitos como os de consentimento e autonomia só fazem sentido dentro de um código moral que diz respeito aos homens, e não aos animais”, disse em entrevista ao site de VEJA. “Nossa obrigação com os animais é fazer com que eles sejam devidamente cuidados, não sofram nem sintam dor — e não tratá-los como se fossem humanos, o que seria uma ficção”, argumenta. “Se pudéssemos utilizar apenas um computador para fazer pesquisas médicas seria ótimo. Mas a verdade é que não é possível ainda.”

Abraços,

Anna Motzko

A belíssima Londres e a abertura dos Jogos Olímpicos 2012

Magnífica! Esse é o adjetivo que, na minha opinião, melhor descreve esse tão grandioso evento, que contou a história da Inglaterra de forma um tanto invejável. Sem querer falar – mas já falando! – fico pensando no que fará o nosso querido Brasil pra surpreender o mundo, já que a nossa vez tá chegando…

O Estádio Olímpico de Londres recebeu a cerimônia de abertura das Olimpíadas 2012. O diretor Danny Boyle organizou uma super produção, que chamou a atenção em todos os sentidos.

A cerimônia se inicia contando a história da Inglaterra rural.

A Inglaterra, após a chegada dos engenheiros.

Teve o ator Britânico Daniel Craig, que interpreta o agente James, Bond do filme 007, em um vídeo com salto de paraquedas trazendo a “Rainha” interpretada pela atriz Helen Mirren – personagem do filme A Rainha. Outro momento que encantou o público foi quando o mago Voldemort, o mocinho mal da saga Harry Potter, surgiu em meio ao espetáculo.

Lord Voldemort, representando a literatura atual inglesa.

Mas quem roubou a cena mesmo foi o velho e divertido Mr. Bean, personagem imortalizado pelo ator Rowan Atkison. Ele apareceu fazendo graça frente de um piano e em um vídeo que trouxe boas risadas a todos.

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, auxiliado por Danny Boyle, inovou no acendimento da pira olímpica. A honraria de levar a Tocha Olímpica ao local foi dividida entre sete jovens atletas, excluindo celebridades e grandes campeões. Além disso, a própria pira olímpica foi criada ao vivo, com auxílio de tecnologia.

O ritual de acendimento da Tocha Olímpica é historicamente cercado de grande simbologia e, normalmente, conta com execução extremamente chamativa. Na última edição, por exemplo, Li Ning correu pelas paredes do “Ninho do Pássaro” para acender uma espécie de pavio que levou o fogo à estrutura colocada na armação de ferro. Em Londres, nada disso ocorreu.

Steve Redgrave, ex-remador pentacampeão olímpico, foi o último “notável” a carregar a Tocha Olímpica, levando-a das margens do Rio Tâmisa ao Estádio Olímpico. A partir dali, sete jovens promessas do esporte britânico se dividiram no revezamento da Tocha até o centro do Estádio. Com uma Tocha acesa cada um, se encaminharam até uma estrutura metálica em formato arredondado formada por longas hastes.

Ao mesmo tempo, os sete colocaram fogo na ponta das hastes. A chama se espalhou pela estrutura em 204 focos, mesmo número de países participantes dos Jogos. Sozinhas, as hastes foram se levantando até que as pontas se unissem, criando, ao vivo, a pira olímpica. Em vez de locais altos e de grande destaque, Londres colocou sua estrutura no centro do Estádio Olímpico, excluindo uma das maiores honrarias possíveis em uma edição de Jogos Olímpicos.

Tocha Olímpica.

Com idades entre 16 e 19 anos, os sete jovens foram escolhidos por sete grandes campeões, simbolizando o futuro do esporte britânico. Participaram do momento final da Cerimônia de Abertura: Callum Airlie, Jordan Duckitt, Desiree Henry, Katie Kirk, Cameron MacRitchie, Aidan Reynolds e Adelle Tracey.

Para encerrar, um mega show deu início definitivo aos Jogos Olímpicos de Londres que terminou com o emocionante momento em que Paul McCartney cantou “Hey Jude”.

Fonte: http://www.jb.com.br/londres-olimpiada-2012/noticias/2012/07/27/londres-inova-exclui-honraria-e-cria-pira-olimpica-ao-vivo/

Aos que não tiveram a oportunidade de acompanhar o evento na íntegra, fica o link da transmissora oficial dos Jogos aqui no Brasil, a Rede Record de Televisão.

http://rederecord.r7.com/londres-2012/fotos/cerimonia-de-abertura-e-marcada-por-belas-imagens-confira/?pid=2936#ngg-img

Abraços,

Anna Motzko

Sobre as melhores coisas da vida: VIAJAR.

Para mim, não há nada melhor. Me faz bem, me faz sentir que estou vivendo uma outra vida. Não é para fugir dos problemas, não. E muito menos da vida real. Mas renova qualquer ser… Ah, se renova!

Estrada para Campos do Jordão, SP

Admiro todos os destinos. Não há uma cidade que eu conheça que seja parecida com outra. Todas têm suas particularidades, e é justamente isso que eu procuro sempre. Coisas novas. Não há nada melhor do que pegar o carro, sair pela estrada e não saber, ao certo, o que irá encontrar naquele determinado lugar. Melhor ainda? Sair sem saber pra onde ir. É mágico viver momentos que não imaginava viver!

Viajaria todos os dias. Viveria cada dia da vida em uma cidade diferente. Por duas vezes já saí do Estado, mas.. Sinceramente? As viagens mais incríveis eu fiz por aqui mesmo. São Paulo é realmente um Estadão. Têm infinitas coisas pra se conhecer e se deslumbrar – programas para todos os gostos e bolsos, de verdade. Então, se a sua alegria é a mesma que a minha [viajar!], não arrume impecilhos como a falta de grana. A natureza, por exemplo, não cobra para ser admirada!

Vista do Ski Mountain Park, em São Roque, SP.

Pode fazer chuva, pode fazer sol. A estrada pode ser asfaltada ou de terra. Não importa! Faça o teste. Decida horas antes que quer sair por aí e realmente VÁ! Comece pelas cidades próximas e avance a cada vez um pouco mais. É dica de quem já fez e de quem se deu muito bem fazendo assim.

Pare em estradas belas e olhe a paisagem. Faz super bem pra mente.

Cachoeira dos Pretos, em Joanópolis, SP.

Visite lojas de artesanato locais. Verá coisas que, com certeza, nunca viu na sua cidade.

Coloque os pés pra relaxar numa cachoeira bem gelada. Manda o stress pro be-le-léu!

Conheça uma cidade serrana. E depois uma praiana. E depois chegue ao limite entre os Estados. A sensação é maravilhosa!

Como sempre, eu não consigo escrever sem deixar uma bela dica no final. E a dica de hoje, sexta-feira, é justamente essa. Saia de casa, meu filho! Deixe o celular, a internet, a TV e tudo o mais pra lá por alguns momentos, pois isso tudo você tem todos-os-dias. Boas viagens são terapia e nos renovam. A segunda-feira definitivamente não é o seu dia preferido, tô certa? Viva um intenso fim de semana e depois me conte como foi sua ‘volta à vida real’.

Um homem precisa viajar, por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros e tevês, precisa viajar, por si, com os olhos e pés, para entender o que é seu.” Amyr Klink

Espero que tenha gostado das fotos (ao longo do texto) de viagens NADA PLANEJADAS e INCRIVELMENTE INCRÍVEIS que eu fiz.

Abraços e boa viagem,

Anna Motzko.

 

“Um pouco mais de paciência…”

Olha, vou dizer com toda a sinceridade que há em mim que nunca fui chegada em livros de auto-ajuda. Acho-os um tanto patéticos. E ponto final. Já li vários e posso dizer! Acontece que hoje li um texto que, por mais que tenha traços de auto-ajuda, achei interessante e bastante útil.

Se a vida faz com que você se questione a respeito da palavra ‘paciência’, como acontece comigo, e se você sente que não leva muito jeito pra colocar essa linda virtude em prática [rs], dá uma lida. É meio longo, mas… Tenha um pouquinho de paciência e verá, no final, que aprender alguma coisa com ele.

TER PACIÊNCIA NÃO SIGNIFICA ENGOLIR SAPOS, por Bel Cesar.

Estamos vivendo um crescente paradoxo: a vida moderna, com seus meios de comunicação cada vez mais velozes, vem nos requisitando ter mais e mais paciência. Se pensamos estar ganhando tempo ao aplicar a tecnologia moderna ao nosso cotidiano, é melhor reconhecermos que desta forma temos perdido a habilidade de lidar com nosso tempo interno: estamos cada vez mais impacientes.

Queremos que nosso mundo interno, nossas emoções, sentimentos e percepções, fluam com a mesma velocidade máxima da internet… Como não toleramos esperar o tempo natural do amadurecimento de nossas emoções, sofremos a dor da impaciência: semelhante a uma queimadura interna, ardemos de ansiedade!

Intuitivamente, sabemos que algo não vai bem, mas como temos a urgência de nos livrarmos da pressa interna cada vez mais estimulada pela aceleração dos acontecimentos, não temos mais tempo para sentir, compreender e transformar nossas emoções.

Sofremos um grande paradoxo: cada vez que produzimos mais no mundo externo, criamos menos no mundo interno. Podemos estar ganhando mais tempo e espaço à nossa volta, mas temos de admitir que estamos perdendo a habilidade de lidar com nosso tempo e espaço internos.

Paradoxo é uma contradição, algo que ocorre ao contrário do esperado. Todos nós, com a inocente esperança de viver melhor, assumimos mais compromissos do que podemos e depois nos surpreendemos com problemas mais sérios e inesperados do que imaginávamos enfrentar. Quando as coisas não funcionam de acordo com as nossas expectativas, temos cada vez menos paciência, nos tornamos mais rígidos e cansados.

Por que continuamos nesta roda viva se já temos consciência de suas conseqüências? Acredito que parte de nossa confusão interna está no fato de que compreendemos erroneamente a virtude da paciência. Por ignorância, insistimos num esforço insensato. Por exemplo, quem já não confundiu a experiência de achar que estava tendo paciência quando na realidade estava engolindo sapos? 

Enquanto confundirmos autocontrole com a capacidade de reprimir nossos sentimentos, no lugar de conhecê-los, estaremos correndo o risco de tolerar o que não é para ser tolerado! Em certas situações adversas, podemos pensar que estamos tendo paciência, quando, na verdade, estamos apenas nos sobrecarregando. Suportamos o sofrimento externo às custas de muito sofrimento interno.

Ser paciente não significa sobrecarregar-se de sofrimento interno, nem estar vulnerável ou ser permissivo com relação às condições externas. Ter paciência não é ser uma vítima passiva da desorganização alheia. Não é útil, por exemplo, ter paciência em uma situação em que se esteja sendo explorado.

Segundo a psicologia do budismo tibetano, ter paciência é a força interior de não se deixar levar pela negatividade. Ter paciência é escolher manter a clareza emocional quando o outro já a perdeu. Neste sentido, ter paciência é decidir manter sua mente limpa, livre da contaminação da raiva e do apego.

No entanto, não basta termos uma intenção clara quanto a nossas escolhas, é preciso desenvolver a força interior para sustentá-las. Neste sentido, não basta compreender racionalmente o que é ter paciência, é preciso cultivá-la interiormente. Temos de admitir que o tempo de que precisamos para amadurecer uma compreensão emocional é muito maior do que aquele de que necessitamos para sua compreensão racional.

Segundo o budismo tibetano, há três tipos de paciência:
1. Não se aborrecer com os prejuízos infligidos pelas outras pessoas, isto é, não nos abalarmos quando somos intencionalmente provocados e feridos.
2. Aceitar voluntariamente o sofrimento para si: se alguém demonstra ter raiva de você, você não deve responder com raiva; ou, se alguém o machuca ou insulta, você não deve revidar, mas sim compreender que a outra pessoa não teve controle sobre suas emoções.
3. Ser capaz de suportar os sofrimentos próprios do desenvolvimento espiritual.

Inicialmente, poderíamos avaliar estes tipos de paciência como um estado de covardia ou de submissão aparentemente masoquista. Se, ao não reagirmos diante de uma provocação, estivermos apenas tentando conter nossa raiva e não buscando transformá-la, acabaremos por implodir e nos tornaremos rancorosos. Enquanto o autocontrole excessivo nega nossas necessidades internas, o autocontrole saudável não reprime os sentimentos: lida diretamente com eles.

Lama Gangchen notou que para nós, ocidentais, a palavra paciência está contaminada por um sentimento de suportar uma dificuldade, ao invés de estar associada à intenção de nos libertarmos dela. Então, ele sugere que troquemos a palavrapaciência por espaço. Na próxima vez que você pensar: Preciso de paciência com fulano, diga para si mesmo: Preciso criar espaço entre mim e fulano. Não se trata de se distanciar de alguém, como numa fuga, mas sim de recuperar sua autonomia emocional.

Autocontrole advém do autoconhecimento. Uma vez que soubermos reconhecer nossos limites, seremos capazes de não perder o controle simplesmente por respeitá-los. Saberemos o momento certo de parar quando não temermos mais nos sentir impotentes diante dos fatos, pois, ao reconhecer nossos limites, aprendemos que dar murro em ponta de faca irá nos ferir ainda mais. Isto não quer dizer que iremos nos tornar covardes. Ao contrário, por meio da paciência, conseguimos desenvolver uma auto-imagem capaz de confiar na capacidade de seguir em frente de forma segura e contínua, sem precisar lutar contra o mundo. A possibilidade de cultivar a paciência advém da força de ir além da negatividade, ao invés de interagir com ela.

Para saber se estamos praticando verdadeiramente a paciência, podemos observar o quanto nossas palavras e comportamentos têm ferido os outros. Do mesmo modo, estaremos nos machucando menos se respeitarmos a necessidade natural de ter tempo e espaço para estar com nossas emoções, sejam elas positivas ou negativas.

Anna Motzko

Sobre sentimentos: Felicidade.

Felicidade é sentir-se à vontade para falar sobre a própria felicidade (e tá cheio de gente por aí falando de algo que nem sabe o que é, viu?). Felicidade é acordar cheio de planos para o novo dia. Mas felicidade também é um outro alguém mandar todos os seus planos pro ar e vir com planos ainda melhores. Felicidade é olhar pro sol – e não me venha com essa história de que prejudica a visão e blá blá blás. Eu amo o sol e ele me faz feliz. Felicidade é deitar a cabeça no travesseiro e pensar em soluções, não em problemas. Felicidade é olhar um cachorro dormir e imaginar o que ele está sonhando. Felicidade é uma imagem que nenhum fotógrafo conseguiria, mas você conseguiu. Felicidade é terminar um livro e sentir saudades dele. Felicidade é um sorriso que você causou em alguém. Felicidade é uma panela de brigadeiro e uma colher. Felicidade é ter amigos mantidos por carinho, e não por necessidade. Felicidade é conhecer pessoas novas e sentir que elas têm tudo a ver com você. Felicidade é encontrar alguém que ame a mesma música que você não pára de ouvir. Felicidade é encarte de cd. Felicidade é e-mail ‘sem assunto’ cheio de palavras belas. Felicidade é um beijo que te faz lembrar o primeiro beijo. Felicidade é aprender algo que sempre quis aprender. Felicidade é escrever sobre o que significa tudo pra você e nada para os outros. Felicidade é ter assunto pra dar e vender numa conversa pelo telefone. Felicidade é ter mais de uma família – uma em casa, outra no trabalho, e outra na igreja, e outra na faculdade… Felicidade mesmo é água de côco na praia. Felicidade também é sair sem rumo e voltar pra casa sentindo que fez a melhor viagem da sua vida. Felicidade é ter amigas que lembram de coisas que nem você lembra mais. Felicidade é ter pessoas que não querem perder contato com você. Felicidade é vestir um jaleco branco. Felicidade é entrar numa biblioteca e admirar as capas dos livros. Felicidade é conhecer cidades novas. Felicidade é apresentar uma cachoeira a alguém que nunca tinha visto uma. Felicidade é ver o Cristo Redentor de pertinho. Felicidade é dominar algo que, primeiramente, quase te tirou os cabelos. Felicidade é saber entender as pessoas, por mais diferentes que elas sejam. Felicidade é deitar na grama e olhar pro céu. Mais felicidade ainda é enxergar um bichinho que ninguém mais enxergou naquela nuvem. Felicidade é o sol depois da neblina. Felicidade é papel e caneta, juntos. Felicidade é suspiro. Felicidade são mãos dadas. Felicidade é perceber que ainda gosta de coisas que gostava quando era mais jovem. Felicidade é reler as cartas que recebia das amigas. Amigos por correspondência –  isso sim é felicidade. Felicidade é cheiro de livro novo, com um marcador de páginas deslumbrante. Felicidade é andar descalço nos dias quentes. Felicidade é um chuveiro super quentes nos dias frios. Felicidade é lembrar de alguém por um perfume. Felicidade é ter uma oração ouvida. Felicidade é Banco Imobiliário. Felicidade é biscoito de polvilho que faz muita sujeira. Ser feliz não é difícil. Mas pra nós, seres mortais, é difícil transformar em algo fácil. A verdade é que a felicidade não está na coisas, nas ruas, nos muros. A felicidade está em você. Você a tem e você a joga naquilo que quer. O segredo é não deixar um sentimento tão poderoso enclausurado. Até mesmo quem não sabe o que é a tem em seu poder. Felicidade mesmo mesmo? É não complicar.

Anna Motzko

115 anos de Amelia Earhart, a primeira mulher a cruzar o Oceano Atlântico num avião

Amelia Earhart, a primeira mulher a cruzar o oceano Atlântico sozinha em um avião, estaria hoje fazendo 115 anos. Pelo seu aniversário ela recebeu uma homenagem do Google com uma ilustração na página inicial do buscador.

Amelia estabeleceu muitos recordes além deste, escreveu seu best-seller sobre suas experiências e foi uma figura crucial para a formação do The Ninety-Nines, uma organização para mulheres pilotas. Amelia Earhart também foi interpretada no filme Amelia, por Hilary Swank, em 2009.

Seu interesse pela aviação surgiu aos 20 anos de idade quando, juntamente com uma amiga, assistia a um piloto que realizava acrobacias com seu avião em um local isolado. Quando o piloto as viu, ele fez um vôo rasante sobre elas. “Tenho certeza que ele disse para si mesmo ‘Veja como as faço correr’”, ela disse. Mas ela se manteve firme no lugar quando a aeronave passava rente por cima de sua cabeça e algo despertou nela. Ela, então, fez um passeio com o piloto em seu avião e, logo que alcançou as alturas, “Eu sabia que teria que voar”.

Muitos obstáculos como preconceito e dificuldades financeiras a aguardavam, o que não era muito novo para ela, que guardava para si um caderno com recortes de jornais sobre mulheres de sucesso em papéis predominantemente masculinos.

Trabalhou como enfermeira voluntária no Canadá durante a Primeira Guerra Mundial e tornou-se assistente social. Começou suas aulas de piloto em 1921 e, em seis meses, havia economizado o suficiente para comprar seu primeiro avião, um biplano Kinner Airster de segunda mão. Como era amarelo vivo, ela o chamou de Canário e com ele alcançou seu primeiro recorde, alcançando os 14 mil pés de altitude (cerca de 4,2 km).

Em 1928 ela quase desligou o telefone na cara de um homem que em seguida lhe disse “O que você acha de tornar-se a primeira mulher de voar pelo Atlântico?”. Ela completou o voo juntamente com outro piloto e um mecânico em 21 horas chegando em Wales, na Inglaterra. Ela fez história e apareceu nos jornais já que três mulheres haviam morrido ao tentar a façanha no último ano. Ao retornar ela e sua equipe foram recebidos pelo presidente dos EUA.

Ela casou-se com seu editor George P. Putnam em 1931 e se referia ao relacionamento como uma “parceria” com “controle duplo”, para manter sua independência.

Junto com seu marido traçou planos secretos para tornar-se a segunda pessoa e a primeira mulher a atravessar o Atlântico a vôo sozinha. Em 1932 ela decolou e, depois de muitas dificuldades como ventos fortes e problemas mecânicos, ela pousou “no quintal de um lavrador (…) assustando a maioria das vacas das redondezas”. De volta em casa, o presidente dos EUA a agraciou com a medalha de ouro da National Geographic Society. Para Amelia, ela havia provado que as mulheres eram iguais em “trabalhos que requerem inteligência, coordenação, velocidade, frieza e força de vontade”.

Ela continuou quebrando recordes nos anos que se seguiram, até que, em 1937, próxima de seus 40 anos, estava pronta para o maior dos desafios: ser a primeira mulher ao voar ao redor do globo. Em março daquele ano fez uma tentativa frustrada, que danificou sua aeronave em um pouso forçado e necessitou que o motor fosse refeito.

Ela disse “Eu sinto que só consigo realizar mais um bom voo e espero que seja esta viagem”. No dia primeiro de junho do mesmo ano ela e seu navegador decolaram para o voo de 47 mil km de distância. Os mapas imprecisos freqüentemente tornavam a navegação complicada para Fred Noonan, que a acompanhava. O maior desafio estava por vir, quando decolaram de Nova Guiné em direção à pequena ilha Howland, que tem apenas cerca de 3km de comprimento e 800m de largura. Um navio da Guarda Costeira dos EUA seria seu contato de rádio e outros dois navios acenderam todas as suas luzes para funcionarem como marcadores de rota. “[A ilha de] Howland é um ponto tão pequeno no Pacífico que toda ajuda em localizá-la deve estar disponível”, Amelia disse.

Eles partiram em 2 de julho, mas as chuvas os surpreenderam e dificultaram o método principal de navegação de Noonan que usava o céu. Amelia pediu apoio por rádio e o navio lhe enviou constantemente uma seqüência de transmissões, mas ela não conseguia ouví-las. O navio, então, recebeu o áudio de Amelia: “Devemos estar próximos de vocês, mas não conseguimos vê-los. O combustível está acabando. Não estou conseguindo contato por rádio”. O navio tentou responder, mas Amelia não ouvia.

Depois de as comunicações cessarem uma imediata tentativa de resgate foi efetuada e permanece até os dias de hoje a busca naval mais ampla já realizada. Em 19 de julho as buscas cessaram. Hoje há diversas escolas, ruas aeroportos e monumentos com o seu nome.

O mundo sempre recordará Amelia Earhart por suas visão, coragem e conquistas para as mulheres e para no campo da aviação. Em uma carta que deixou para seu marido, caso algo acontecesse, ela escreveu “Saiba que estou certa dos riscos. (…) Eu quero fazer porque quero fazer. As mulheres devem tentar fazer as coisas que os homens tentaram. Quando falhamos o erro deve ser um desafio para outras.”

Fonte: http://hypescience.com/amelia-earhart/

Anna Motzko

Luto online – Blogueira perde bebê e divide experiência com seguidores

A blogueira Debbie Chalmers, de 31 anos, compartilhou com milhares de internautas os detalhes da gravidez dela. Mas depois de nove meses de uma gestação normal e sem sustos, a britânica deu uma notícia trágica aos leitores do blog: a filha, Daisy, morreu 24 horas depois do nascimento.

Segundo o site “Mail Online”, Debbie começou no ano passado a publicar no blog dicas para as donas de casa. Logo que engravidou, começou também a compartilhar as experiências da gravidez.

Ela se viu obrigada a dar a trágica notícia aos leitores depois ao ser inundada por mensagens, perguntando como estava o bebê e como havia sido o parto. “Eu não quero desaparecer da face da terra, então eu compartilhei a notícia triste na comunidade online, que a minha linda menininha, Daisy, morreu com um dia de vida”, escreveu a britânica da cidade de Rosyth, na Escócia.

Como resposta, Debbie recebeu o apoio de diversos leitores. “Essas pessoas são completamente estranhas para mim, a não ser em redes sociais e blogs. Mas têm dedicado tempo a me enviar mensagens de conforto e condolências em um momento tão traumático”, disse ela.

O blog de Debbie, “Family Life in Five”, tem mais de 35 mil seguidores. Apesar da perda trágica, ela não pretende dar fim ao projeto na internet. “Escrever agora é uma saída para eu me comunicar de maneira escrita e dizer como estou me sentindo. É uma forma de tentar dar sentido à mistura de sentimentos e pensamentos que correm na minha cabeça”, disse.

Fonte: http://extra.globo.com/noticias/mundo/blogueira-perde-bebe-com-um-dia-de-vida-divide-experiencia-com-seguidores-5519542.html

Vale muito a pena dar uma olhada no blog de Debbie. http://familylifeinfife.blogspot.co.uk/

Ele ensina mil e uma coisas e mostra muitos momentos bonitos vividos durante sua gravidez. Apesar da atual situação, eu considero uma recordação fascinante e uma iniciativa super interessante que, com certeza, ajudou e ainda pode ajudar muitas que estam vivendo o mesmo momento. Meus parabéns e meus sentimentos.

Abraços,

Anna Motzko

 

 

A lenda do Tsuru

Passei meu domingo no bairro da Liberdade, em São Paulo. É um belo ponto da cidade, diga-se de passagem.

A cultura japonesa sempre me encanta! E se tem uma coisa que eu gosto desde sempre é da arte do Origami. Acho fantástica a habilidade dos japoneses para dobrar aqueles papéis ma-ra-vi-lho-sos e transformá-los em formas tão belas! Me empolguei, é claro! Comprei váaarios papéis coloridos por lá e já até botei a mão na massa. Dobradura da vez: Tsuru. Conhece?

A ave tsuru simboliza saúde, fortuna, boa sorte e felicidade. Sua lenda diz que quem fizer mil dobraduras desse pássaro, com o pensamento voltado para aquilo que deseja alcançar, terá bons resultados.

A figura do pássaro é uma das mais populares do origami e é também considerada a dobradura mais perfeita, pois sua forma básica serve para confeccionar várias outras figuras de papel.

Antigamente costumava-se pendurar essas dobraduras no teto, para distrair as crianças. Os grous de papel também eram oferecidos em templos e altares, junto a orações, para pedir proteção.

Atualmente, no Japão, nas festas de ano novo, casamentos, nascimentos e comemorações em geral, a figura do tsuru está presente na decoração ou nas embalagens de presentes, simbolizando saúde e fortuna.

Quando uma pessoa não está bem de saúde, acredita-se que se deve oferecer MIL TSURUS para que essa pessoa possa melhorar logo. O intuito é que, na dobra de cada uma delas, as pessoas depositem nelas toda a sua fé e esperança na recuperação daquele que está enfermo.

Em Hiroshima, existe um belo local, nomeado Monumento da Paz – onde a bomba atômica caiu. Nesse local, pessoas depositam vários conjuntos de mil tsurus, pedindo SOMENTE a paz mundial. Para a confecção de mil tsurus é preciso que as pessoas que os fazem estejam num sentimento mútuo de união, fé, esperança. Sendo assim, forma-se uma imensa corrente de bons pensamentos.

Bacana, não? Não prometo confeccionar mil deles, mas… Fiquei tão interessada pela história desse origami que estou louca pra fazer mais alguns. Dão belos enfeites e belos presentes. Você só precisa de um quadrado perfeitinho para iniciar a dobradura.

Deixo um modelo, igual ao que recebi junto com meus papéis. Espero que seja pra você, como é pra mim, uma ótima terapia!

Abraços,

Anna Motzko