Vamos palitar sobre Gina Indelicada, o suposto plágio…

PERFIL NO FACEBOOK ACUSA “GINA INDELICADA” DE COPIAR PIADAS; AUTOR CULPA FUNCIONÁRIO

De Guilherme Tagiaroli, do UOL, em 30/08/2012

A Indelicada.

Na última semana, o perfil fictício do Facebook “Gina Indelicada” ganhou grande notoriedade. Foi alvo de diversas reportagens (inclusive do site da revista “Forbes”) e até deu entrevistas. No entanto, na noite desta quarta-feira (29) um perfil no Facebook de nome parecido (“Gina, Kibadora Indelicada”) se dedicou a mostrar que a “Gina Indelicada” copiava piadas (algumas antigas) de usuários do Twitter.

A Kibadora.

O dono do perfil, o estudante de publicidade Ricck Lopes,19, reagiu no Twitter aos comentários causados pela “Gina, Kibadora Indelicada”.  Segundo Lopes, ele estava pagando uma pessoa para postar e ele não sabia que as piadas eram cópias de outras.

O perfil “Gina, Kibadora Indelicada” se define como uma “homenagem especial à rainha do plágio”. Na página, há basicamente capturas de tela de piadas originais postadas no Twitter com as postagens copiadas pela “Gina Indelicada”.  Há pelo menos dez exemplos de piadas inspiradas em tuítes. Veja o exemplo abaixo:

O nome “kibadora”, do perfil que “denuncia” a Gina, vem do termo “kibar”.  Na internet, a palavra designa plágio, quando alguém copia um conteúdo e não dá a fonte.

Para entender a “Gina”

A página do Facebook “Gina Indelicada” ganhou notoriedade (tem mais de 1,5 milhão de curtidas) por postar piadas com perguntas (supostamente) enviadas por internautas.

Como o  próprio nome sugere, a “Gina Indelicada”, que faz alusão e usa o logotipo da marca de palitos de mesmo nome, sempre tinha respostas engraçadas e atravessadas. Por exemplo: “Gina, você não sente vontade de ter alguém que possa chamar de ‘mor’?”. Ela respondeu : “Com certeza, adoraria ter alguém para chamar de mor….domo.”  Esta piada, inclusive, é apontada como uma cópia de uma postada no Twitter.

Em entrevista ao programa do Danilo Gentili, exibido na  Band, Lopes disse que antes de lançar a página pensou em uma série de estratégias para fazer a página ter sucesso. E que o formato chat (como são as postagens do perfil) veio com a experiência dele em uma outra página do Facebook, chamada Muito Tédio. “Essa fan-page era como meu laboratório. Eu fazia uma série de testes de formato de conteúdo para verificar quais funcionavam e como as pessoas reagiam. E eu percebi que o formato chat rendia muito bem em todos os tipos de interações [da rede social]”, disse.

No que diz respeito a postar conteúdo não original, o estudante de publicidade não vê problema em adaptar conteúdos já existentes. “Acho que tudo hoje em dia se reinventa. Deve ter umas 15 piadas postadas que foram reinventadas. Eu não acho nada demais tomar um molde diferente do que ela tinha para bombar nas redes sociais. Não acho pejorativo nem errado”, comentou durante o programa. Com o sucesso, o estudante informou que até conseguiu emprego.

Após toda a repercussão midiática, a Gina, fabricante de palitos, informou que considerava até fazer uma parceria com o perfil para divulgar melhor a marca. “A nossa vontade, como representantes e gestores da marca, é promover um encontro com o jovem criador desta página para falarmos, inclusive, de projetos futuros”, disse Alfredo Rela Neto, presidente do conselho de administração da empresa, em entrevista ao UOL.

Fonte: http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2012/08/30/perfil-no-facebok-aponta-copias-de-piadas-de-gina-indelicada.htm

Só rindo mesmo!

P.S.: Adoro a Gina Indelicada. Sério! São as risadas mais sinceras da minha vida! E acabo de adicionar sua colega ‘kibadora’. 😀

Abraços,

Anna Motzko

 

Anúncios

Sobre um presente e a realização de um sonho: Maroon 5 em São Paulo

Sim. Meu aniversário é só daqui um mês.

Mas ontem recebi o presente adiantado mais lindo de todos: a mega apresentação da Banda MAROON 5 em São Paulo, na Arena Anhembi. Sem palavras para agradecer todo o seu amor e carinho por mim, namorado 🙂 E nem preciso dizer o quanto fiquei feliz e o quanto curti cada momento – já que viveu tudinho ao meu lado!

Meu namorado e eu, após 1h40 de muitas emoções.

Foi um total de seis horas em pé – da chegada na fila até o fim do show!

30.000 pessoas!

Resumindo, nunca fiquei tão morta, acabada, querendo um banho e minha cama acima de tudo. Mas a sensação é indescritível! Eu vi, com meus próprios olhos, a banda que eu ouço há DEZ ANOS!

E que show!

Na abertura, Javier Colon (ganhador do programa de talentos The Voice) e a banda britânica Keane.

Javier Colon e sua voz deslumbrante.

Tom Chaplin, vocalista da banda Keane.

Belas vozes, belas apresentações.. Shows deliciosos de se assistir. Mas a galera queria mesmo ver os caras da noite, né?Indescritível a sensação de vê-los no palco. O que eu queria mesmo era ter mais uns dois metros de altura, para não precisar ficar na ponta dos pés para enxergá-los! Hahahaha! Mas, com uma levantadinha e outra do namorado, meus problemas foram resolvidos. Eu precisava ver que aquele Adam Levine do telão estava REALMENTE lá!

Começaram o showzaço com o hit Payphone, do novo álbum, Overexposed. E muuuitas músicas do álbum novo fizeram parte do set list – Daylight (que Adam disse ser sua música favorita do álbum novo!), Lucky Strike, One More Night… E não podia deixar de tocar aquelas que os levaram ao sucesso: This Love, Sunday Morning, She Will Be Loved, I Won’t Go Home Without You.

A galera vai super à loucura com Moves Like Jagger e Makes Me Wonder. Vamos todos à loucura também quando o belo vocal decide trocar de camiseta. Oh, céus! Nos ajude! Hahahaha! Um coro gritava ‘take it oooout’, mas o bonito apenas colocou a camiseta por cima da que já vestia. Aaaaah 😦 Inclusive, a camiseta que vestiu, presente de uma fã da platéia, dizia “Adam, be the father of my kids!”. Oooooh :O Logo em seguida, a retira, fica com a camisa 11 da Seleção Brasileira e ainda joga nas costas uma bandeira nossa…

Ops!

Passei calor, aperto, fui empurrada e fumei muito por tabela. Tivemos que pagar 8 reais por uma garrafa de água que se acabava em um gole. Mas foi lindo, foi incrível, inesquecível. Realizei um sonho! Foi o primeiro show internacional e de grande porte que eu assisti.. Não esquecerei jamais!

Companhia perfeita, show perfeito, noite perfeita!

Fiquem com as fotos e os vídeos. E eu fico com o melhor: a memória.

Créditos da 2ª, 3ª e 4ª foto: http://www.terra.com.br

Beijos e abraços,

Anna Motzko

1.000 acessos e o motivo de tudo isso.

Já tive vários blogs desde que a moda começou. Hoje, nem moda é mais. Mas sabem de uma coisa? Nenhum deles foi pra frente. Sério! Já escrevi sobre a minha vida, fiz diários, falei de bandas musicais e artistas famosos. Mas nunca me engajei o suficiente pra escrever com frequência e por mais que um ou dois meses.

Não sei porquê.

Só sei que hoje escrevo com gosto. Dou a minha opinião sem pensar no que o fulano ou o ciclano vão pensar de mim e da minha vida.

Quando criei ‘O mundo girando’, não pensava em acessos. Não pensava em escrever para que meu textos bombassem e fossem indicados, coisas assim. Mas não há como ficar orgulhosa de mim – um orgulho bom, claro! – quando vejo que vocês me presentearam como mais de 1000 ACESSOS! Pode ser pouco comparado a ‘n’ outros blogs famosos que estão por aí (e eu mesma gosto muito mais de outros blogs do que do meu!), mas isso prova que eu consigo, sim, levar em frente um projeto; que se realmente quero, é só batalhar por isso e eu alcanço.

Agradeço pelos comentários carinhosos, pelas sugestões, pelos fiéis leitores e pelos que deram pelo menos uma olhadinha. Obrigada mesmo! E um agradecimento especial ao cara que realmente foi meu incentivo, Roberto Sousa. O modo como descreveu a escrita, seu próprio blog e as polêmicas todas causadas foi que me abriu a mente e fez com que eu me metesse de novo nessa coisa louca que é ‘escrever-online’, nesse mundão virtual, onde você acaba de escrever e já tem gente comentando, criticando, compartilhando. Valeu, Roberto! E obrigada pelo apoio!

Fico por aqui – bem feliz!

Grande abraço,

Anna Motzko

Botulismo: tá na mídia, tá no blog.

A doença não é de hoje. Olha a microbiologia aí, biomédicos! E, aproveitando a deixa da mídia nessa semana, pesquisei um pouco mais a respeito.

Achei uma matéria bacana, que quero dividir com vocês.

SAIBA MAIS SOBRE O BOTULISMO E COMO SE PREVENIR

Portal R7, de 23/08/2012

O botulismo é uma doença rara causada por uma bactéria chamada Clostridium botulinum, que produz toxinas potencialmente fatais.

Clostridium botulinum, a bactéria causadora do botulismo.

A toxina botulínica contamina principalmente alimentos enlatados ou em vidro, como palmito, ervilha, milho e picles, além de conservas caseiras e pastas. O dr. Anthony Wong, toxicologista e chefe do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas de São Paulo, explicou:

— As pessoas precisam tomar muito cuidado ao consumir alimentos produzidos de forma artesanal, como mel, geleias, compotas, palmito etc. Isso porque não sabemos em quais condições de higiene eles foram feitos e a toxina botulínica é anaeróbia, ou seja, vive em ambiente com pouco ou sem oxigênio.

A doença pode se manifestar pelos seguintes sintomas: dores de cabeça, vertigem, tontura, sonolência, visão turva ou dupla, diarreia, náuseas, vômitos, dificuldade para respirar, comprometimento de nervos cranianos, prisão de ventre e infecções respiratórias.

— Como os sintomas são muito parecidos com os de pneumonia, as pessoas podem demorar para buscar ajuda médica ou o próprio profissional erra o diagnóstico.

Por ser uma doença com alto índice de morte, é importante procurar o médico no ínicio dos sintomas para antecipar o diagnóstico da doença. O tratamento, basicamente, é a aplicação de soro antibotulínico.

— A toxina botulínica é a mais potente da face da Terra, não à toa o botulismo é uma doença muito grave que leva à morte em pouco tempo. E as crianças são as principais vítimas da doença porque têm massa corpórea pequena e são mais suscetíveis.

Quer saber mais?

Assista ao vídeo:

Abraços,

Anna Motzko

Sobre coisas boas dessa e de outras vidas: AMIZADE

Porque eles estão quando ninguém mais está. Fato consumado. Você pode querer a sua mãe, seu pai, sua cama, seus lenços de papel. Mas sabe que um bom e verdadeiro amigo cumpre com todas as funções anteriormente citadas. Porque ter amigos nos faz sentir seguros. E é bom saber que, no caso da burrada maior da sua vida, tem sempre um abraço que vai te esperar. E o que será que dói mais: bronca de mãe ou bronca de amigo? Quem será que vai dizer sem papas na língua o que você realmente precisa ouvir?

Fala sério..! Existem tantos amigos-anjos por aí… Digo pelos meus. Que bem me fazem!

Se saberia viver sem?

Prefiro não tentar.

Acredito que amizades podem ser pra sempre, mas também temporárias. Existem amizades fortes, e outras nem tanto assim. Até pode ser que as temporárias se transformem em eternas, sei lá. Mas parece que tem amigo que aparece no momento que mais precisava aparecer, faz seu papel e se vai. Deixa aquela marca bonita no nosso caminho, mas não acha necessário ficar. Esses, por menos tempo que fiquem, não merecem ser chamados simplesmente de ‘colegas’. Porque amigo te ajuda, te escuta, fala-fala-fala, te abraça, te beija, te escreve cartas. E já tive ‘amigos passageiros’ que fizeram tudo isso aí.

Têm também aqueles que estavam sempre ali, tropeçando à sua frente, e você nunca tinha se dado conta. Que raiva! Por que não te conheci antes, criatura? Que vontade de ter aproveitado aquele e aquele outro momento contigo, e você tava aí o tempo todo!

Amigos se chamam por nomes estranhos, e isso é engraçado demais. Coisas que não fazem sentido pro mundo – só no NOSSO mundo. Amigos fazem brincadeiras que não têm graça alguma, mas que serão lembradas e recontadas toda-santa-vez que se encontrarem. Vai entender…

Como é que pode? Faz um tempão que você não troca uma palavra sequer com aquela amiga. De repente, você passa por um mau bocado e, quando vê, chegou um sms, um e-mail, um sinalzinho de fumaça. Que delícia! Como vocês conseguem, amigos? É telepatia? Estão me vigiando?

Vocês foram colocados em nossas vidas com um ou mil propósitos, e talvez nem mesmo saibam disso. Merecem palmas e faixas de congratulações por exercer tão bem a tarefa que lhes foi dada! Um obrigadão a Deus, que tem emprestado seus anjos para que façam parte de nossa história.

Histórias vividas ao lado de um amigo de verdade… Não têm preço.

A todos os meus, que eu tanto amo e considero. Que sejam eternos – esse é o meu pedido.

Anna Motzko

Bienal de todos os livros, para todos os gostos e bolsos.

Hoje eu não poderia comentar sobre outro assunto que não fosse esse: a 22ª Bienal do Livro de São Paulo, que se encerrou ontem. Há três anos bato cartão lá, e nunca me arrependo. Sinceramente, é um evento apaixonante, deslumbrante, cheio de magia. Magia por quê? Porque até quem não curte muito essa coisa da leitura sai de lá de boca aberta e com pelo menos uma sacolinha na mão.

Essa minha terceira edição não foi diferente. Eu já a esperava desde que a última se acabou, sendo o mais sincera possível. Eu tenho uma paixonite aguda por livros que não tá escrita! Bastou eu pisar no Anhembi pra pirar e querer levar meia Bienal pra casa.

Fui acompanhada de meu fiel escudeiro, Vanderson, e de minha irmã, que visitou o evento pela primeira vez e amou logo de cara também.

Nós na Bienal.

No quesito visual, as editoras merecem os meus parabéns. Tudo muito bem feito, de deixar a gente cheio de vontade de entrar no stand e folhear livros e mais livros.

Já no quesito preço, me surpreendi. Diversos conhecidos que foram antes de mim tinham dito que os preços estavam próximos de absurdos nesse ano, mas não. Basta dar uma boa olhada em tudo pra sair ganhando. Eu fui com dois títulos em mente e os adquiri por valores bem abaixo do que pagaria numa compra online. Hitler V. 1 e Cinquenta tons de cinza… E, de quebra, ainda levei um YouCat.

Livros que adquiri, depois de muita caminhada pelo Anhembi.

O evento recebeu, nessas duas semanas, bastante gente famosa e de boas idéias, dentre eles os que pude admirar ontem, Ziraldo e Maurício de Souza. Nos dias anteriores, contou com Ruth Rocha (bela!), Fernando Henrique Cardoso, Cao Hamburguer, Paulo Caruso, dentro muuuitos outros.

O querido e sempre presente Ziraldo.

Minha opinião geral? Vamos lá.

A Bienal deveria, sim, deixar de ser BI-E-NAL. Esse Brasil precisa de incentivo à leitura, meu povo! Por que só a cada dois anos? Será que os organizadores, patrocinadores e idealizadores têm noção de que, ao entrar num local onde só há livros por todos os lados, até os mais duros-na-queda quando se trata de leitura podem se transformar? É um ambiente contagiante, no qual você tá rodeado de gente que foi até lá com o mesmo objetivo… As editoras lucram, o povo lucra. Só que.. Numa boa? O lucro do leitor é miiiil vezes maior! É ele quem ganha em sabedoria e conhecimento de mundo. E minhas palmas àqueles que comercializam boas obras por preços acessíveis a todos os bolsos, pois é esse o caminho.

Pra deixar você que não foi com mais vontade, morrendo de arrependimento por ter deixado uma oportunidade dessas passar, confira a opinião de quem foi pela primeira vez e de um veterano no assunto:

“Foi a primeira vez que visitei a Bienal. Para não dizer que foi a primeira, já havia visitado há alguns longos anos na época do ensino fundamental, em excursão com a escola. Sinto vergonha em dizer que não visitei mais vezes, porém, desta vez foi muito especial. Fui convidada a ir pelo meu pai, que é professor de história e geografia da rede pública de ensino. Ele, por sua vez, sentiu ainda mais motivação para ir porque a minha sobrinha Giovanna Marques de 12 anos, (sua neta), que está cursando a 6ª série, pediu que a levasse. Existe pedido melhor do que esse para um avô professor? Totalmente INEGÁVEL! Sem chances de recusa.
Fui com essa missão, a de ajudar meu pai a incentivar esse hábito tão importante para a formação do caráter. Ficamos tão felizes com esse pedido inusitado, afinal, no país em que vivemos, onde é comum um/uma pré-adolescente pedir um tênis de marca, um DVD do High School Musical ou um ingresso para o show do Justin Bieber, nossa pequena (que já não é mais tão pequena assim), apenas pediu que a levasse numa feira de livros! Foi o dia de mais emoção e orgulho da minha vida. Acredito que para o meu pai, então, nem se fala! Alguma coisa em nosso exemplo havia dado certo.
Pois bem, ao chegar lá, me deparei com uma feira ainda vazia. Logo de cara, me chamou a atenção o stand da Cia dos Livros. Notei logo alguns livros coloridos, na categoria Infanto-Juvenil. Pensei: “É aqui que vou entrar, pois tenho certeza que a Giovanna vai gostar”. Entramos todos. Mostrei os livros para a minha sobrinha, com títulos típicos de “teenager”. Ao que ela responde: “Tia, já li TODOS os livros dessa coleção. Agora, eu quero ler suspense!”.
Fiquei maravilhada com a sua assiduidade no hábito de ler, então logo passei a recomendar livros de suspense. Mas claro que peguei aqueles bem fininhos. Como fui boba! Subestimei a capacidade da minha sobrinha. Ao que, mais uma vez, ela responde: “Tia, não gosto de livros finos. Leio livros DESSA grossura!”. Quase caí pra trás, de tanto orgulho! E como o gosto pelo conhecimento é algo que precisa ser estimulado, mas porque não dizer – um tantinho genético, lá do outro lado do stand estava meu pai, já com o livro de sua escolha em mãos. Perguntei: “Já escolheu pai?”, e ele: “Já filha, esse chamou a minha atenção”. Foi então que pedi aos dois para que não comprassem naquele momento, pois ainda havia um longo caminho a percorrer, afinal, estávamos ainda no 1º stand!
Eles acataram a minha idéia e, fomos então, visitando aqueles que despertavam a nossa curiosidade. O que sem dúvida mais gostamos, foi o intitulado: “Os menores livros do mundo”, do Peru. Livros minúsculos, alguns com dizeres bíblicos. Todos em tamanho micro, cabendo numa micro estante artesanal. Que graça! Não levamos nenhum, infelizmente, pois era caríssimo. Mas valia a pena pagar pela arte.
Logo em seguida, visitamos aquele com mais títulos em oferta, cujas promoções eram: “Livros por R$10,00”, “3 por R$10,00” e afins. Sinceramente? Não gostamos de nenhum. Livros esses facilmente localizados em sebos, então, procuramos ir à caça daqueles títulos mais interessantes para aproveitar o desconto, típico da Bienal. Entre uma visita e outra, fomos parados por uma escritora chamada Concita Weber, brasileira naturalizada alemã, que estava num stand minúsculo divulgando alguns de seus livros publicados. Um deles era: “Caçada em Berlim”, que fala sobre o ponto de vista do povo alemão sobre os recentes acontecidos da atualidade, como a crise na Europa. Meu pai, claro, como um bom sociólogo, interessou-se e muito. Pegou, inclusive, o contato da escritora. Essa vivência trocada com o próprio escritor é fascinante, segundo ele.
Após idas e vindas, entre folheadas e outras, pude sentir certo saudosismo ao visualizar uma revista da Turma da Mônica. Preciso dizer que fez parte da minha infância? Que atuou como principal incentivadora às minhas leituras? Não, né. Desnecessário e óbvio. Ali, naquele momento, tive um lampejo: o livro é algo atemporal, que te transporta para momentos antes vividos e, portanto, atua como um resgate da memória afetiva. Que saudade daqueles tempos! E ainda querem substituir os livros por e-books, não que eu seja contra qualquer tecnologia que venha acrescentar e facilitar nossa sede por conhecimento, porém, sentir a textura da capa e o cheiro das páginas, é mágico. Não à toa, este foi meu tema para o Trabalho de Conclusão de Curso, com indicação para tornar-se um artigo. Mas esse é papo pra mais de hora! Sem dúvida, estava cada vez mais certa de que fiz um bom trabalho, juntamente com Pedro Zaine e Marcelo Bononi.
Foi então, que percebemos que as horas já haviam se passado, e a feira foi ficando cada vez mais cheia, a ponto de ficar impossível dar um passo. Não perdemos tempo, corremos para aquele primeiro stand, da Cia dos Livros, compramos os livros de interesse do meu pai, sendo estes “Muito além do nosso eu”, de Miguel Nicolélis e “Vaidade, Vitalidade e Virilidade” de John Emsley e os livros de suspense da Giovanna. Fomos embora felizes, certos de que nossa missão foi cumprida, não sem antes tirar fotos da Giovanna no painel dos “Rebeldes”, ou seria “High School Musical”? Não sei bem, só sei que ela ainda é uma garotinha no auge de sua pré-adolescência.”

Camila Marques, 23 anos.

“Bom, nesse final de semana houve o término de mais uma Bienal do Livro, no centro de exposições do Anhembi, e pela terceira vez seguida fui ao evento e estou aqui para dar o meu parecer geral.
Antes de mais nada é preciso deixar claro uma coisa: se você vai a bienal, você, no minimo, PRECISA gostar razoavelmente de leitura, e não falo apenas da sessão de fofoca ou do caderno de esportes, falo de ler regularmente e gostar disso. No meu caso não sou um viciado em leitura, mas sempre estou com um livro na bolsa pronto para lê-lo em momentos oportunos, como no trabalho, ônibus, intervalos da faculdade, etc.
Dito isso, vamos ao que interessa. Nenhuma Bienal é igual à outra, em termos de novidades, estandes e tudo mais. Algumas editoras preparam coisas novas, como a Leya, que colocou um trono digno de um rei dos Sete Reinos, para quem não leu esse é do livro “As crônicas de Gelo e Fogo”, o qual recomendo demais, havia também uma outra editora que projetava a imagem da sua fachada projetando diversos “pensamentos” das pessoas que passavam por ela, e por ai vai. Assim como existem as editoras que fazem sempre o “mais do mesmo”, como a Panini e a clássica Turma da Mônica e alguns heróis e tal, mas enfim, sempre dá certo, não tem porque mexer né?! Assim como as presenças garantidas de Mauricio de Souza e Ziraldo, referências na literatura infanto-juvenil e infantil, respectivamente. Por conta de tudo isso falo que essa parte é a mais “cansativa” da Bienal, porque para frequentador assíduo do evento, se é que posso me considerar um, não há muito o que esperar nesse sentido, sabe, basta você ir uma vez e ter a certeza de que daqui a dois anos será a mesma coisa. Sim, vale ressaltar que há as palestras e, essas mudam de evento para evento, mas tenho a sensação de que tudo é meio pobre nesse sentido, pois os autores que vão nem sempre são conhecidos e, ao meu ver, parece que a Bienal carece de autores de peso. Poderia ter convidados internacionais, como acontece na FLIP, por exemplo, assim a impressão que fica é que, cada vez mais, o enfoque da Bienal é dado ao único e exclusivo fato de vender livros, além de agradar as crianças, o que acho SUPER válido.
Falando sobre a venda de livros, ao contrário do que ouvi os meus amigos dizerem, haviam preços bons nas prateleiras, um dos grandes motivos talvez seja por ser o último dia da Bienal e as distribuidoras não quererem sair no prejuízo, mas nessa hora era preciso muita paciência e perseverança pois os melhores preços, como nas edições anteriores, estavam naquelas distribuidoras com estandes bagunçados e muito lotadas e perseverança de buscar um preço que, talvez, valha a pena. Minha namorada por exemplo, interessada na biografia de Hitler, comprou o livro por R$30,00, sendo que o preço dele na maioria dos lugares era R$50/R$55, ou eu que comprei 1808, um livro velhinho já, por R$19,00, sendo que no Submarino está por R$24,00, um desconto um pouco menor nesse caso, mas enfim, acho válido o que muita gente disse “”Em uma promoção na Internet eu acho por menos”, mas convenhamos que nem sempre temos saco de ficar esperando a bendita promoção e, em uma Bienal, você pode dar aquela folheada no livro e ter uma idéia se a história pode agradar ou não.
Então é isso, no geral, gosto da Bienal, acho que poderia ter maiores novidades de entretenimento e mais diversidade, por parte de editoras e autores, mas, enfim, quem gosta dos mesmos sempre se diverte, não que eu não goste mas me interesso em saber o que outros autores pensam sobre outros assuntos. No caso de compras de livros, concordo com a opinião de quem diz que os preços na internet são mais atrativos, as promoções sempre são fantásticas, mas creio que ontem era possível, sim, achar preços comparáveis às gigantes, como Submarino e Americanas.com, ainda que precisasse procurar bastante. Sendo assim, para você, caro leitor, boa leitura, ou melhor, boa viagem!!! Até mais.”

Vanderson Balieiro, 24 anos.

Espero que tenham gostado e que logo possam compartilhar conosco suas impressões também.

Seja capaz de se abrir a um bom livro e verá como o mundo se abrirá aos seus olhos.

Abraços,

Anna Motzko

Acho digno, e você? – Sobre o anticoncepcional masculino

A Ciência é mesmo fantástica, e eu não me canso de repetir. Olha só a inovação que vem vindo por aí: o anticoncepcional masculino. E não tá certo? Por que só nós, mulheres, temos que esquentar a cabeça pra lembrar de tomar os comprimidinhos na hora certa?

Já tive a oportunidade de ler algumas opiniões por aí,  e percebi que muitos estão com a mente bem fechadinha pra novidade. Ê, machismo besta!

Abre a mente, mundão masculino!

CIENTISTAS PERTO DE DESENVOLVER ANTICONCEPCIONAL MASCULINO

Um composto inicialmente concebido para deter o câncer demonstrou ser capaz de interromper a produção de esperma nos ratos, segundo os cientistas

Em Exame Online, 16/08/2012.

Uma pesquisa inovadora com ratos de laboratório aumentou as esperanças de se desenvolver uma pílula anticoncepcional para homens, segundo estudo de cientistas americanos.

Um composto inicialmente concebido para deter o câncer demonstrou ser capaz de interromper a produção de esperma nos ratos, segundo os cientistas.

Uma vez suspensa a administração do medicamento, os roedores recuperaram a fertilidade, demonstrando-se capazes de ter descendentes saudáveis.

“Se o medicamento deixar de ser dado, há uma reversibilidade completa”, disse Martin Matzuk, do Baylor College of Medicine de Houston, Texas.

O composto é conhecido pelo nome laboratorial JQ1, em homenagem ao químico que o concebeu, Jun Qi, com a ideia inicial de bloquear um gene denominado BRD4, causador de câncer.

No entanto, o mesmo composto é capaz de inibir proteínas chamadas bromodomínios. Uma delas, a BRDT, desempenha um papel importante na produção de esperma.

Ao inibir esta proteína, o composto JQ1 diminui substancialmente a quantidade e a qualidade do esperma, tornando o rato estéril.

No entanto, é pouco provável que o JQ1 seja a descoberta definitiva para este tipo de contracepção masculina, já que segundo Matzuk, o composto “afeta outros membros da família dos bromodomínios”.

O especialista acrescenta que “no entanto, os dados provam o princípio de que a BRDT é um excelente objetivo frente à contracepção masculina e nos dá uma informação valiosa para o desenvolvimento de um futuro produto”.

O estudo foi publicado na revista americana Cell.

Fonte: http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/cientistas-perto-de-desenvolver-anticoncepcional-masculino

Anna Motzko

A ciências dos milagres – sobre doenças degenerativas

Quando vejo cientistas se descabelando em busca de coisas boas pra humanidade, meu coração se alegra de tal forma que a minha caminhada rumo à ‘ciência dos milagres’ passa a fazer ainda mais sentido. Por que ‘ciência dos milagres’? Porque nos traz auxílio e respostas que, sinceramente, não esperávamos. Porque é composta de homens e mulheres que dedicam anos de vida buscando soluções para problemas que nós imaginávamos ser o fim.

Desejo muito um dia ser uma cientista reconhecida pelas benfeitorias feitas à uma sociedade que tanto precisa de gente dedicada a ela.

Divido essa notícia com vocês. Da mesma forma que foi importante pra mim, pode ser para mais alguém.

COM COMPUTADORES, CIENTISTAS ARGENTINOS DECIFRAM MECANISMOS PARA NÃO ESQUECER

Por Maricel Seeger, do Universo Online

Com a ajuda de computadores, cientistas argentinos decifraram mecanismos associados ao esquecimento que podem servir para desenvolver tratamentos contra a depressão e doenças degenerativas como o mal de Alzheimer, explicou para a Agência Efe um dos responsáveis pelo estudo.

Esquecimento – consequência das doenças degenerativas mentais.

Os pesquisadores do Instituto Universitário do Hospital Italiano de Buenos Aires desenvolveram um simulador do hipocampo, região do cérebro capaz de lembrar situações, através de um modelo matemático feito no computador.

O objetivo é desenvolver uma tecnologia que ajude a criar um “chip” que possa ser implantado em pessoas com doenças como o mal de Alzheimer e que ative os processos da memória, declarou o médico Pablo Argibay, a cargo do estudo iniciado há seis anos junto com a bioengenheira Victoria Weisz.

“Seria um chip que com o potencial de fazer as funções do hipocampo. É uma tecnologia que ainda não está disponível, mas que poderia ajudar as pessoas com doenças degenerativas”, disse o pesquisador, que também pertence ao Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina.

Os cientistas detectaram que quando o hipocampo gera novos neurônios, as memórias adquiridas mais recentemente são melhor retidas e relembradas, enquanto as memórias mais antigas começam a ser difíceis de lembrar, devido a “interferências” produzidas pelos novos neurônios.

Para isso, os especialistas desenvolveram “um monte de fórmulas” que explicam o funcionamento do cérebro e simulam o acionamento do hipocampo, disse Argibay, do Laboratório de Aprendizagem Biológica e Artificial do hospital.

“Há poucas áreas do cérebro que geram novos neurônios. Os neurônios criados no hipocampo ajudam a aceitar a novidade, ou seja, uma lembrança nova fica muito gravada. As pessoas que têm esse processo deteriorado têm lembranças muito antigas, mas se perdem com o novo”, assinalou.

Esta descoberta, explicou o cientista, pode servir também para as pessoas com depressão, a quem se costuma administrar remédios que “ajudam a criar novos neurônios, os quais permitem reter novas memórias e, desse modo, deslocar as velhas que são traumáticas”.

Sinapse – ponto de encontro e comunicação entre os neurônios.

“O fato de conhecer o funcionamento do hipocampo mediante o simulador estimula o desenvolvimento de teorias sobre como poderia acontecer o esquecimento e como poderíamos intervir sobre o fenômeno”, especificou.

O hipocampo, chamado assim por causa de sua forma similar a um cavalo marinho, é associado à denominada memória episódica, que permite lembrar um evento a partir de algum de seus componentes, ou seja, quando a partir de uma imagem é possível lembrar de uma situação vivida.

A pesquisa se baseou na neurogênese, descoberta nos anos 80 pelo cientista argentino Fernando Nottebohm, que contradisse a hipótese aceita durante décadas de que não novos neurônios não podiam ser criados no cérebro adulto.

“Se algumas demências acontecessem como consequência da perda de geração de neurônios, poderíamos recuperar essa capacidade com um tratamento baseado em células-tronco ou substâncias para que o fenômeno aconteça”, disse o responsável pela pesquisa, que será publicada na revista “Cognition”.

Por ora, no laboratório do instituto universitário está sendo construído um robô com a capacidade de simular a função do hipocampo, o que pode abrir caminho para novas descobertas para se evitar o esquecimento.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/efe/2012/08/08/com-computadores-cientistas-argentinos-decifram-mecanismos-para-nao-esquecer.htm

Abraços,

Anna Motzko

Sobre virtudes: ESPERANÇA.

Ter a certeza de que nada está perdido. Confiar.

Sentir que as trevas são passageiras e que a luz no fim do túnel há de surgir. Surge. Claro que surge. É a fé.

Sentir a calma no coração. Não ter pressa. Não se abater. Buscar refúgio nas coisas simples e não nas coisas más. Ver o dia se apagar e estar certo de que amanhã será novamente claro e vistoso.

Não temer. Não desesperar.

Aceitar que tem Alguém no comando e que alcança aquele que é paciente.

Não cruzar os braços.

Mas saber que o que é seu está reservado.

Anna Motzko

Da série ‘minha opinião a respeito’: FALAR OUTRO IDIOMA

Hoje resolvi falar um pouquinho sobre isso, aproveitando a deixa da felicidade demonstrada por meu querido namorado, ao receber seu certificado de língua inglesa em nível avançado 😀 Aproveito para parabenizá-lo mais uma vez, visto que sei o quanto isso era importante pra ele e o quanto queria atingir esse objetivo.

Pra quê saber falar uma segunda, terceira, quarta língua? A sua já não basta?

Na minha opinião, não. A não ser que você queira passar a sua vida toda sem fazer um viagem maravilhosa ao exterior. Ou que você não curta bandas estrangeiras. Ou que queira fazer cara de ‘ué’ até para etiquetas de roupas.

É sério! Só depois que você domina ou tem conhecimentos avançados de uma outra língua  – principalmente do inglês – é que você repara nos apuros que algumas pessoas são obrigadas a passar por desconhecer. Hoje nós somos mais que rodeados de coisas estrangeiras, sejam elas roupas, como já citei, mas também eletrônicos, programas de computador, a própria internet, a música, a culinária. Você acaba falando inglês e nem sabe. Você tá em contato com ele o dia todo e nem repara.

E é por isso que aprender inglês – falo mais desse idioma porque é o essencial – não é nada parecido com um bicho de sete cabeças. Juro mesmo! Eu estudei por oito anos. Mas fazia questão de ter um contato diário com materiais que iam além daquilo que me era ensinado na sala de aula. Escrevia diários (coisa de menininha!) em inglês. Ouvia música e procurava traduzir sozinha. Assistia filmes com legendas em inglês e ainda tentava pensar em tudo naquele idioma. Vai que é uma beleza! Quando você vê, já tá entendendo um montão de coisas e conseguindo se comunicar basicamente.

O inglês já não é mais um diferencial, isso é fato. Sendo assim, passa a ser uma obrigação, assim como saber bem a língua portuguesa. Se quer saber mais, a língua portuguesa é bem mais difícil de se entender e de se apreender. Pergunta pra um estrangeiro, qualquer um. Pensa em um povo que fala mais palavras estranhas e inventadas que nós, brasileiros.. Fala sério! Ainda bem que eu nasci aqui.

Enfim, não pretendo me prolongar muito. Fato é que ter o domínio de pelo menos uma segunda língua abre muitas e muitas portas nessa nossa vida. Poderá ter um emprego melhor, chances aumentadas, promoções. Poderá fazer novos amigos pela internet, por exemplo, e até pensar na idéia de um intercâmbio para aprimorar o idioma que está aprendendo aqui.

E é demais!

Não contente, depois do inglês, me arrisco no alemão. Já são dois anos e não me arrependo de querer aprender uma língua que quase ninguém fala. É super mega divertido e, pra melhorar, conhecendo línguas assim, tão diferentes, VOCÊ passa a ser um diferencial.

Não tenha medo, arrisque, vá em frente.

Vale MUITO a pena.

Kisses and hugs,

Anna Motzko