DIA NACIONAL DA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS – o que trava o processo

Ontem, 27 de setembro, foi comemorado o DIA NACIONAL DA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS. Esse é um tema que causa muita polêmica aqui no Brasil. Acredito que seja porque os cidadãos ainda são poucos orientados a respeito. Fala-se muito sobre a doação de sangue, de medula óssea… Mas poderia se falar bem mais sobre a de órgãos.

Já parou pra pensar que a vida de MUITAS, mas MUITAS pessoas seria outra se conseguissem sair da fila de transplantes com um órgão útil a elas e totalmente inútil àquele que já se foi? Acho um gesto lindo alguém se propor a dar de si para salvar uma vida. Órgãos não são doados só após a morte, não. Você vive – e vive bem – com um único rim, por exemplo, enquanto outra pessoa, sem ele, não tem chance alguma.

Andei lendo algumas notícias sobre o assunto hoje. Acreditam que, além de toda a burocracia normalmente envolvida em um transplante de órgãos, um dos maiores entraves É A FAMÍLIA? Às vezes, pelo fato do familiar não ter deixado registrado em vida que tinha vontade de doar seus órgãos, a família barra o processo por não querer ir contra a possível vontade do falecido de manter seu corpo intacto. Pensem nisso! Alguém perde a chance de viver por isso!

Eu sei que é um assunto complicado de se discutir. Muita gente tem crenças e tal, e nem pensa nisso. Mas vale a pena refletir a respeito dos benefícios e da solidariedade. E, se você tem o desejo de salvar vidas, deixe isso registrado. Converse com seus parentes!

O texto que compartilho com vocês fala sobre a burocracia nos transplantes aqui no Brasil, considerado o país com um dos maiores sistemas de transplante de órgãos DO MUNDO!

Da Agência Brasil, 27/09/2012

Apesar de contar com o maior sistema público de transplantes do mundo, “dificuldades burocráticas” comprometem a melhoria dos índices no Brasil, disse o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Heder Murari. Segundo ele, a pasta deve apresentar em 2013 um novo sistema de informação dentro da rede de transplantes, capaz de gerenciar uma lista única de receptores de órgãos, utilizando uma plataforma tecnológica mais moderna. A atualização dos dados dos pacientes, por exemplo, poderá ser feita pelo profissional de saúde por meio de um smartphone.

Durante evento para marcar o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos – lembrado nesta quinta-feira (27) – Murari destacou que a legislação brasileira atual exige o laudo de dois neurologistas para atestar casos de morte encefálica (quadro caracterizado pela perda definitiva e irreversível das funções cerebrais e que abre caminho para a doação de órgãos do paciente). De acordo com o coordenador, há uma proposta de autoria do Conselho Federal de Medicina (CFM) para que a exigência, em caso de morte encefálica, passe a ser o laudo de dois médicos com qualificação em terapia intensiva, e não mais em neurologia. “Vamos aproveitar para adequar o decreto à proposta do CFM, que é quem determina o critério de morte encefálica pela lei brasileira e, ao mesmo tempo, modernizar uma série de itens”, explicou.

A previsão é que as alterações sejam encaminhadas à Casa Civil até o fim deste ano. Segundo Murari, o ministério deve anunciar hoje uma portaria que trata da capacitação em transplantes. O texto, segundo ele, vai instituir a atividade de tutoria em transplantes e prevê o repasse de recursos para instituições definidas como tutoras. “Vamos institucionalizar o ensino do processo de doação de órgãos e de transplantes”, disse. “Vai acabar a necessidade de pessoas jurídicas se organizarem para dar cursos em estados menos desenvolvidos”, completou.

Dados do governo federal indicam que alguns estados, como o Rio Grande do Norte, já conseguiram zerar a fila de transplantes. O termo é utilizado quando o tempo médio de espera por um órgão não ultrapassa 30 dias. A expectativa da pasta é que, até 2015, todos os estados brasileiros tenham zerado suas filas.

Outra meta definida pelo governo é contabilizar 15 doadores de órgãos para cada 1 milhão de habitantes – o melhor índice na América Latina. Nos primeiros quatro meses de 2012, o número registrado no país foi 13 doadores para cada 1 milhão de habitantes.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/09/27/brasil-tem-maior-sistema-publico-de-transplantes-do-mundo-mas-burocracia-ainda-atrapalha.htm

Abraços,

Anna Motzko

Sobre como PEDALAR com segurança

Presenciar acidentes nunca é legal. Principalmente quando envolvem CICLISTAS. Parece que o homem em uma bicicleta se torna um ser tão vulnerável quanto um simples pedestre, não é verdade?

Enquanto eu andava pela calçada, com todo o cuidado do mundo [rs], um ciclista decidiu cruzar a rua, mão única, de duas pistas, passando pela frente de um caminhão que estava parado. Não sei se não olhou muito bem antes de fazer essa “super” manobra, mas não viu que um carro vinha em alta velocidade exatamente em sua direção. Sim, o carro pegou o ciclista, mas nada de muito grave aconteceu. O pneu do carro estourou, a bicicleta também ficou estourada e o homem da bicicleta sofreu alguns arranhões.

Isso me fez pensar a respeito da minha decisão de colocar minha bike pra pedalar novamente. Faz muito tempo que ando de bicicleta e já nem sei mais onde posso fazê-lo. Acho que parques e locais apropriados são os mais indicados. Tenho um medo enorme de pensar em usar a bicicleta como meio de transporte e ter que enfrentar automóveis, caminhões e motociclistas, porque a verdade é que ninguém tem respeito por ninguém, salvo algumas exceções.

Decidi partilhar o dilema usando um texto muito bacana que achei aqui na internet. Além de falar sobre alguns tabus nos quais a bike está envolvida, dá dicas de como ser um ciclista nesse mundão de Deus 🙂

Espero que aproveitem!

PEDALAR NO TRÂNSITO

Trânsito: carros e mais carros, ônibus, motociclistas apressados, pedestres.
E nós, ciclistas. Como é que a gente faz?

Pedalar no trânsito parece impossível para muitos, principalmente para quem mora em cidade grande. Será mesmo? Se isto é verdade, por que tem aumentado o número de ciclistas nas ruas?

O ciclista enfrentando o trânsito.

O que é verdade ou imaginação sobre segurança no trânsito?

Segurança no trânsito é estabelecida a partir de números, estatísticas, encontrados através de pesquisas realizadas com base científica, que dizem de fato o que é seguro, perigoso ou inseguro para o condutor de um veículo, pedestre ou qualquer outro que esteja participando do trânsito. O resto é imaginação (ou ficção) popular, e esta sim, costuma ser perigosa.

Normalmente, quando acontece um acidente a história corre de boca em boca, e em pouco tempo parecerá que houve um acidente em cada esquina e a cada minuto. Há um certo prazer em contar e ouvir histórias deste tipo. Mesmo depois de muito tempo, um acidente sempre é uma conversa interessante. O que foi um tombo causado por um susto acaba se transformando num coitado sob as rodas de um ônibus.
É como no caso dos aviões: há em média 2 (sim, dois!) acidentes para cada milhão de decolagens, o que transforma o avião no meio de transporte mais seguro existente. Mesmo assim só se fala nos que se esborracharam. Detalhe: nestes dois raríssimos acidentes não necessariamente houve morte, nem um arranhão sequer (o avião apenas pousou de barriga).

A imensa maioria dos ciclistas pedala sem sofrer acidentes de trânsito! Mas, bom mesmo é quando há sangue na conversa.
O fato é que as pessoas se apegam a certas verdades muito mais para evitar a possibilidade de mudanças em suas vidas do que para qualquer outra coisa. “Vai que pedalar é muito mais seguro que imagino, eu vou ter que assumir que estava errado todo este tempo”.

O que é novo é estranho e traz receios. Para quem pedala pela primeira vez no trânsito a situação pode parecer assustadora. Só nos conscientizamos que a maioria dos perigos são imaginários com a convivência, a prática.

Trânsito é previsível, tem lógica, responde à física. Há uma parte psicológica? Sim, mas esta também é previsível.
Todo acidente é causado por um erro, uma falha. Se não houver erro ou falhas, não haverá acidente. É óbvio, parece uma afirmação besta, idiota, mas não é, muito pelo contrário. Quem compreende esta verdade, entende o que é segurança no trânsito e praticamente zera a possibilidade de um acidente.

Antes de culpar o outro, descubra qual é seu erro e você descobrirá a solução para o conflito.

Para o ciclista em qualquer lugar:

1. seja educado

2. obedeça as leis de trânsito

3. sempre sinalize suas intenções

4. use roupas claras ou chamativas

5. mantenha os refletores limpos

6. evite ruas e avenidas movimentadas

7. mantenha-se à direita e na mão de direção

8. não faça zig-zag: procure pedalar mantendo uma linha reta

9. aprenda a ouvir o trânsito
Se o ciclista seguir umas poucas regras básicas o risco de acidente cai praticamente a zero. Sempre haverá possibilidade de alguma tensão ou conflito, mas será bem mais difícil a ocorrência de um acidente.

O importante é você entender que, enquanto pedala e conduz a bicicleta, você é um ciclista, e não um motorista ou motociclista. Bicicleta acelera, mantém a velocidade e desacelera de uma maneira completamente diferente de qualquer veículo motorizado. Por causa disto a relação do ciclista com o trânsito tem suas particularidades que tem ser respeitadas.

Mais da metade dos acidentes de trânsito envolvendo ciclistas são responsabilidade do próprio ciclista.

Acredite no que a prática de mais de 100 anos diz. Segurança no trânsito, de verdade, é construída a partir da experiência, que vira estatísticas, o que permite construir uma ciência, que acaba mostrando o que é de fato seguro ou não. Isto vale para os condutores de todos veículos, incluindo o ciclista. Lendo documentos oficiais e de especialistas, do mundo inteiro, é possível afirmar sobre a segurança no trânsito do ciclista que:

1. A maioria dos acidentes é causada pelo próprio ciclista. Quase todos acidentes tem responsabilidade direta ou indireta do próprio condutor; por distração, desrespeito a sinalização, falha mecânica, erro de cálculo, falta de bom senso…

2. Praticamente todos acidentes envolvendo ciclistas acontecem em cruzamentos e esquinas. Colisão lateral é uma das principais causas de mortes de ciclistas.

3. Colisão por trás é fato raro. Aumenta quando o ciclista pedala em avenidas, vias expressas e estradas.

4. Pedalar na contra-mão é a situação mais perigosa para o ciclista e em caso de acidente normalmente acaba em sequelas graves, irreversíveis, ou morte.

5. Ciclista que veste roupas claras ou chamativas e sinaliza suas intenções, diminui sensivelmente a possibilidade de acidente.

6. Boa parte dos acidentes são causados por falha na manutenção da bicicleta.

7. Pedalar completamente relaxado acreditando que ciclovias e ciclofaixas são completamente seguras é causa de vários acidentes. O número de colisões entre ciclistas é significativo.

8. Atropelamento de pedestres por bicicletas é fato comum, principalmente quando o pedestre cruza a rua, ciclovia ou ciclofaixa. Normalmente causa lesões, até graves, para os dois, pedestre e ciclista.

Fonte: http://www.escoladebicicleta.com.br/notransito.html

Boa pedalada!

Anna Motzko

FIM DA CRUELDADE E EXPLORAÇÃO ANIMAL – o dia mundial.

Repassando, como sempre, ações bonitas e, acima de tudo, necessárias.

EVENTO DE CONSCIENTIZAÇÃO MARCA DIA MUNDIAL PELO FIM DA EXPLORAÇÃO ANIMAL

De coleira cor-de-rosa com aplicações de flores em crochê, saia xadrez, brincos adesivos espalhados pelas orelhas e tipoia com estampa de oncinha, a cadela vira-lata Maia, que se movia com a ajuda de uma cadeira de rodas, atraiu olhares e arrancou sorrisos de quem passou na tarde de hoje (22) pela Fonte Luminosa da Torre de TV, na região central de Brasília.

Maia, uma cadelinha vitoriosa.

Na segunda edição do Dia Mundial pelo Fim da Crueldade e Exploração Animal, organizado na capital federal pela rede de ativistas Libertação Animal Brasília, Maia foi um dos exemplos de casos de crueldades contra os animais.

Segundo a fisioterapeuta Catiucia Ferro, que adotou a cadela há cerca de um ano, Maia foi atropelada intencionalmente em um condomínio residencial na cidade satélite de Sobradinho. Ela teve fratura total da coluna, foi submetida a uma cirurgia, mas perdeu a sensibilidade em parte do corpo e não consegue mover as patas traseiras. Apesar de sua condição física, a cadela é ativa e feliz e é exemplo de superação.

“A maior lição que ela nos traz é a superação, que a gente tem que viver feliz independente da nossa condição física. Toda vez que me vejo triste, olho pra ela e o ânimo volta”, disse Catiucia.

Para evitar esse e outros tipo de violência e maus-tratos contra animais, foram distribuídos, durante o evento, folhetos orientando a população a contribuir para o bem-estar dos bichos.

A representante no Brasil da organização Worldwide Events to End Animal Cruelty (Weeac), responsável pela organização mundial do evento, Patrícia El-moor, destacou que entre as práticas que o grupo deseja abolir estão o uso de animais em experiências científicas; em entretenimento, como circos, touradas e rodeios; para fabricação de roupas e para consumo humano. Ela enfatizou que a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) estabelece a detenção e multa para quem “cometer ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”.

Para estimular novos hábitos, o grupo também montou no local do evento uma banca com alimentos preparados sem qualquer produto de origem animal. Entre os itens oferecidos gratuitamente ao público para degustação, estão canjica de leite de soja; pão sem queijo, feito com polvilho e mandioquinha; coxinha com proteína de soja; e bolos sem ovos e sem leite.

Quem passar pela Fonte Luminosa da Torre de TV também receberá um guia com uma lista de estabelecimentos que oferecem comida vegana, sem produtos de origem animal.

“Nós gostaríamos que todas essas práticas fossem abolidas por completo, mas acreditamos que é por meio de pequenas atitudes e de mudanças gradativas de hábitos que vamos caminhando. Se houver pressão popular pelo fim dos maus-tratos e demanda por alimentos que não sejam provenientes de sofrimento dos animais, haverá mudanças”, ressaltou.

A representante da Weeac no Brasil destacou que uma sociedade em que as pessoas aprendem a respeitar os animais é mais sensível também ao sofrimento humano. Quando as pessoas se sensibilizam em relação ao outro ser, que não só o humano, elas estendem a compaixão a todos à sua volta e se respeitam muito mais. Além disso, há estudos que comprovam que diversos casos de assassinos em série começaram com maus-tratos a animais, disse.

A veterinária Paula Meschesi soube da mobilização por meio de divulgação em redes sociais e decidiu levar os três filhos, o mais novo de 2 meses de idade, para participar das atividades da campanha. “Eu faço questão de criá-los com a consciência da importância do respeito aos animais. Eles se tornam seres humanos melhores e desenvolvem personalidades mais dóceis e carinhosas”, comentou.

O Dia Mundial pelo Fim da Crueldade e Exploração Animal também está sendo marcado por atividades em 30 cidades brasileiras, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Curitiba, e em diversos países, como Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Austrália e Argentina.

Em todos os locais, o evento será encerrado com uma vigília silenciosa na noite de hoje. Cada cidade participante acenderá uma vela simbolizando o luto pelos bilhões de animais que são explorados e mortos para os mais variados interesses humanos.

Fonte: 12/09/22/interna_cidadesdf,323934/evento-de-conscientizacao-marca-dia-mundial-pelo-fim-da-exploracao-animal.shtml

Fiquem também com algumas fotos [retiradas da comunidade Cadeia Para Quem Maltrata Animais, do Facebook] do evento em outros Estados:

Em São Paulo.

No Rio de Janeiro.

Mais uma no Rio, enfatizando o consumo de animais na alimentação.

Em Ponta Grossa, PR.

A quem se interessar pela leitura da Lei de Crimes Ambientais, fica o link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605.htm

A imagem a seguir fica para pura reflexão. Foca os cães, mas é o que nós, amantes dos animais, desejamos a todas as outras raças. O basta ao abuso deve ser já! 

Abraços,

Anna Motzko

 

 

Saiba mais sobre a CINOMOSE.

A doença não tem sido alvo de muito comentários ultimamente, mas o problema é que ela continua aí. Ela acontece e ela tem o poder de acabar com a vida dos nossos animais. A melhor coisa é estarmos informados para que possamos detectá-la e tratá-la o mais rápido possível.

Você conhece a cinomose?

A cinomose é uma doença que atinge os cachorros e é altamente contagiosa. É causada por um vírus, chegando a atingir vários órgãos e, consequentemente, levando seu melhor amigo à morte.

Qualquer cachorro, em qualquer idade, pode ser contaminado com cinomose de diferentes formas.

O vírus é transmitido entre um animal doente e outro susceptível. Alguns animais doentes podem estar assintomáticos (ou seja, estarem com a doença, mas não apresentarem seus sintomas) e passar a doença para outro sadio por meio de secreções (nasais, fezes etc).

Uma forma comum de contaminação ocorre em canis, onde os animais frequentam os mesmos locais e animais doentes podem ter contato com outros saudáveis ainda não vacinados. É muito importante isolar animais doentes para tratamento, ou ainda ter o cuidado de isolar animais que se tenha desconfiança de que possam estar incubando a doença e, mesmo ainda sem sintomas, servir de fonte de infecção para outros cachorros.

Fique alerta! Os primeiros sinais da cinomose são:

– febre

– apatia

– perda de apetite

– falta de coordenação

– vômito e diarréia

Diga NÃO à cinomose!

O tratamento, após diagnóstico de cinomose confirmado por exame de laboratório, pode ser bem difícil. O cachorro doente deve ser isolado para receber tratamento de apoio e antibióticos para auxiliar no combate a infecções secundárias. Por se tratar de um vírus, não há um medicamento específico para o tratamento da cinomose, o que torna sua cura mais difícil.

Filhotes não têm bom prognóstico de recuperação, com taxa de mortalidade bem alta. O tratamento de apoio é feito com a reposição de líquidos perdidos durante a doença, além de oferecer um ambiente limpo e com temperatura agradável. Se a cinomose evoluir para os estágios finais sem que o cachorro receba tratamento, pode haver danos neurológicos difíceis de tratar, sendo que o veterinário pode sugerir o sacrifício do animal.

Lembre-se de que cachorros que estejam em tratamento podem continuar a espalhar o vírus por várias semanas, mesmo depois do desaparecimento dos sintomas.

A prevenção é a melhor arma contra este mal em cachorros. Infelizmente, no Brasil apenas 1 em cada 5 cães é vacinado contra a cinomose anualmente. Porém, programas de vacinação em massa podem reduzir drasticamente a incidência dessa doença.

  • As vacinas contra a cinomose em cachorros não são todas iguais. As mais tradicionais do mercado contêm vírus vivo atenuado (popularmente conhecidas por vacinas V10) e são utilizadas há muitos anos. Recentemente foram desenvolvidas tecnologias mais modernas para a imunização de seres humanos e animais com a máxima segurança e potência: as vacinas recombinantes.
  • Os filhotes de cachorros já podem ser vacinados a partir de 6 semanas de vida, mas essa indicação deve ser feita pelo médico veterinário.
  • Normalmente, os filhotes de cachorros recebem pelo menos 3 doses de vacina nesta primeira fase da vida (processo conhecido como primovacinação). Os animais são submetidos a um exame clínico pelo médico veterinário a cada vez que forem vacinados, com o objetivo de determinar se estão em condições de saúde de receber a vacina.
  • Cachorros doentes, subnutridos ou parasitados devem ser tratados antes de receber a vacina.
  • É recomendado que os filhotes permaneçam protegidos, longe da rua e do contato com animais de histórico vacinal desconhecido, ou mesmo não vacinados.
  • Os cachorros devem ser revacinados uma vez ao ano contra a cinomose.

A cinomose é considerada a maior ameaça à saúde dos cachorros depois da raiva. Apesar de ser uma doença grave, nem todos os animais infectados morrem. Estima-se que a taxa de mortalidade varie de 25 a 75% entre os animais doentes. Assim sendo, a resposta do animal à doença parece ser um fator muito importante na sua recuperação.

Porém, apesar desse prognóstico ruim, um cachorro com cinomose precisa receber tratamento médico o mais rápido possível, pois quanto mais cedo o veterinário puder medicá-lo, melhores as chances de sobrevivência.

Vale lembrar que o tratamento da cinomose é sintomático, ou seja, procura diminuir a intensidade dos sintomas decorrentes da doença, enquanto o organismo do animal tenta se recuperar. Tratar dos sintomas é fundamental para diminuir o sofrimento do seu cachorro ou mesmo permitir que ele tenha forças para se recuperar. Mesmo depois de curados muitos cães podem manifestar sintomas neurológicos por toda a vida.

  • Procure o veterinário assim que perceber qualquer possível sintoma de cinomose.
  • Procure deixar seu cachorro doente num ambiente bem confortável e longe de outros animais. Deixe-o ficar em um local tranquilo, com temperatura agradável e sem corrente de ar.
  • Mantenha seu cachorro asseado. Limpe as secreções dos olhos e do nariz, não deixando formar crostas. Uma boa opção para a limpeza é o uso de algodão embebido em soro fisiológico ou mesmo água filtrada.
  • Deixe água limpa à disposição. A ingestão de líquido é necessária para evitar a desidratação. Cachorros gravemente desidratados podem precisar receber tratamento em hospital veterinário. Se ele precisar de ajuda para beber água, uma seringa pode ser muito útil para a administração. Mas atenção: sempre em pequenos goles e pelo canto da boca, para ele não se afogar!
  • Ofereça-lhe uma dieta leve, conforme recomendação do veterinário. O veterinário também pode receitar medicamentos para tratar sintomas de vômitos e diarréia, caso ocorram.
  • Dê-lhe os medicamentos receitados pelo veterinário. A medicação geralmente inclui antibióticos para tratar ou prevenir infecção e anticonvulsivos e sedativos para controlar ataques, além dos remédios que podem ser receitados para diarréia e vômito.

Para mais informações a respeito da cinomose, acesse o site Cinomose Aqui Não! http://www.cinomose.com.br/cinomose_aquinao/

Abraços,

Anna Motzko

Sobre a greve das Federais – Reposição de aulas na UFABC pode ir até 2015

São Paulo – Com o fim da greve nas universidades federais decretado no domingo (16) pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), a preocupação dos alunos e professores agora é com a reposição de aulas e o estabelecimento do novo calendário acadêmico. Algumas universidades admitem que o ano letivo se estenderá até abril de 2013. Em um caso, na Federal do ABC, é possível que a normalização só aconteça em 2015.

Segundo levantamento do Ministério da Educação (MEC), 13 das 59 universidades federais do País ainda não finalizaram a greve. Mesmo com o enfraquecimento do comando nacional de greve, com a retomada das atividades nas universidades nas últimas semanas, o movimento alcançou ontem quatro meses de duração. A paralisação chegou a atingir 57 das 59 federais do País.

Na nota divulgada no domingo (16), o Andes informa que vai encaminhar a suspensão unificada da greve nacional às instituições de ensino durante esta semana. “Majoritariamente, as assembleias locais apontaram para uma suspensão do movimento grevista até a próxima sexta-feira”, afirma a presidente do Andes, Marinalva Oliveira. Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a retomada das atividades nos câmpus deverá ser garantida por todas as universidades.

Em nota, o MEC informa que o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, vai se encontrar nesta terça-feira com representantes dos reitores para definir a aplicação do novo calendário. A pasta vai acompanhar a volta das atividades acadêmicas e fiscalizar a reposição das aulas. “A greve foi um desastre para alunos e professores, pois paralisou o trabalho e interrompeu os cursos”, afirma o sociólogo Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets).

Corredores vazios durante a greve na UFABC.

De acordo com o Projeto de Lei 4.368/2012, encaminhado ao Congresso pelo Ministério do Planejamento em 31 de agosto, foi assegurado à categoria um aumento entre 25% e 40%, além da redução do número de níveis de carreira de 17 para 13. O impacto no orçamento chega a R$ 4,2 bilhões. Sobre o PL, o Andes critica a falta de critérios mais definidos para a progressão na carreira e outros itens referentes à avaliação externa. A entidade afirma que esse ponto afeta diretamente a autonomia universitária de cada instituição.

São Paulo

Mesmo reiniciando as aulas na segunda-feira (17), a Universidade Federal do ABC (UFABC) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ainda não definiram o novo calendário acadêmico. A UFABC vai ter uma posição definitiva apenas no dia 26 de setembro, enquanto o Conselho de Graduação da Unifesp vai se reunir na quarta-feira (19). “Nós vamos ter de estender essa reposição por cerca de dois, talvez três anos, porque não é possível repor mais de três meses de aula durante um único ano, não há folga suficiente”, afirma o reitor da UFABC, Helio Waldman.

Após sua 1ª greve, UFABC retomou as aulas nessa segunda-feira, 17/09.

A Universidade Federal de São Carlos, no entanto, já estabeleceu que as atividades do segundo semestre vão se estender até o dia 9 de fevereiro do ano que vem. As datas do primeiro semestre de 2013 ainda não estão definidas. No Rio de Janeiro, somente duas universidades federais no Estado estabeleceram novo calendário acadêmico, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde as atividades foram retomadas na semana passada, e a Universidade Federal do Estado do Rio (UniRio). Os conselhos das Universidades Federal Rural (UFR) e da Fluminense (UFF) ainda não definiram as novas datas. Na UFRJ, o período letivo termina em 13 de outubro. O semestre subsequente será entre 15 de outubro e 16 de março de 2013.

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi determinado que as aulas do segundo semestre terminarão até o dia 16 de janeiro de 2013. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), como 90% dos cursos de graduação já haviam encerrado o primeiro semestre quando teve início a greve, ficou estabelecido que esse primeiro semestre terá de ser finalizado até 5 de outubro. O segundo semestre tem encerramento marcado para 16 de fevereiro de 2013.

No caso da Federal de Pernambuco (UFPE), somente em dois anos o calendário de aulas será normalizado. As aulas do primeiro semestre da UFPE serão repostas até o final de outubro. O segundo semestre tem início no dia 3 de dezembro e será encerrado no fim de abril. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2012/09/18/reposicao-de-aulas-em-universidade-pode-ir-ate-2015.htm

Anna Motzko

Sobre sonhos e ambições: lecionar no Ensino Superior.

Eu sinto que o desejo de melhorar aquilo que está à nossa volta é algo [e praticamente uma necessidade] do ser humano. Em relação à educação, a minha opinião é essa: PRECISA mudar. Pode estar boa, pode estar mais ou menos. Mas por que não transformá-la e adjetivá-la com ÓTIMA? Pois é. Não é fácil, não. Mas esse sentimento vem crescendo dentro de mim por pura experiência e vivência com profissionais que, literalmente, NÃO ESTÃO NEM AÍ. Se você que lê meu texto-desabafo está cursando uma universidade, deve saber bem o que é isso.

Você é graduado em Ciências Biológicas, por exemplo, e pós-graduado em Patologia. Eis que surge a oportunidade de você lecionar em uma universidade. Bacana! Mas qual disciplina você vai lecionar mesmo? Psicologia? Claro.. Você teve uma carga horária MÍNIMA de Psicologia quando estava na graduação e, por isso, concluem que você pode ensinar o pouco que sabe a uma sala com uma penca de alunos. Você vai? Você tem preparo pra isso? Qual é a propriedade que você tem para falar do assunto?

E é isso que mata os graduandos, sabe? Docentes, mestres e doutores que estão onde não deveriam estar. Isso só nos leva a uma problemática: FALTAM professores!!! E professores QUALIFICADOS, por favor! Não só no Ensino Básico, minha gente. Faltam professores na graduação, ramo no qual se paga muito, mas muito mais!!! Basta comparar o salário do professor de ensino fundamental ou médio da escola pública com o salário de um professor de uma universidade privada. Imagine só o da universidade pública, que, pra chegar lá, tem que ser bom mesmo..!

Sinceramente, esse é um desabafo que eu precisava fazer, mas que nem tem tanto a ver com a matéria que quero dividir aqui com vocês. Fica um apelo aos graduandos, pós-graduandos, enfins… O Brasil precisa de vocês! A Academia precisa de vocês! Se leva jeito pra coisa, vá em frente! A minha vontade de lecionar só aumenta quando passo por esse tipo de situação. A vontade de ser o diferencial, a vontade de fazer alunos ficarem deslumbrados por um determinado assunto porque alguém que realmente sabe aquilo os está ensinando. Futuros bons profissionais precisam de bons professores agora!!!

A matéria a seguir fala um pouquinho sobre os pré-requisitos para se lecionar em uma universidade, ambição de muitos, inclusive minha. O que fazer, qual o melhor caminho e depoimento de quem faz. Espero que seja válido aos interessados e/ou que interesse àqueles que ainda não pensaram nisso 🙂

CONHEÇA O CAMINHO PARA SER PROFESSOR

Imagine aos 22 anos de idade entrar numa sala de aula de uma universidade pela primeira vez. O nervosismo pode ser até normal. Afinal, há colegas desconhecidos, tudo é novidade e as expectativas nem sempre são correspondidas. Difícil? Agora imagine que você não entrou nessa sala pela primeira vez para ter aulas, mas sim para dar aulas. Pois foi o que fez Luís Mauro Sá Martino, jornalista e professor em mídia e comunicação da Faculdade Cásper Líbero. Ele iniciou oficialmente aos 22 anos sua carreira como professor, mas começou a descobrir seu dom para a docência ainda antes disso, dentro da própria instituição, quando era aluno. Ingressar na carreira acadêmica não é necessariamente o sonho somente de quem faz cursos de licenciatura. A questão é descobrir quando se têm afinidade e como se pode caminhar para uma carreira no campo da docência.

Aos que levam jeito, fica aí a dica: lecionar no Ensino Superior.

Enquanto cursava o terceiro ano do curso de jornalismo, Martino participou de um projeto de iniciação científica que aguçou seu interesse pelos estudos. Sua vontade de dar aulas foi desperta através do conselho de um professor que percebia nele um grande potencial. Além disso, surgiu a chance de substituir um professor de outra universidade durante uma semana. “Não sei se os alunos gostaram, mas eu gostei”, brinca Martino. Formado como bacharel em jornalismo desde 1998, esta rápida experiência o encaminhou ao mestrado em setembro do ano seguinte, que foi o passe de entrada a sua primeira turma, conquistada em março de 2000.

Embora existam casos como o de Martino, eles não são o modo mais comum de se começar como professor no Ensino Superior, mas quem ainda não tem o diploma de pós-graduação e deseja se tornar professor não deve desanimar. Segundo números divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais), do MEC (Ministério da Educação), em 2006 havia no estado de São Paulo 75.267 professores. Destes, 8.443 lecionavam no Ensino Superior apenas com diploma de graduação. O número de docentes com especialização lato sensu era de 17.557, e com pós-graduação stricto sensu, 49.245.

Para quem já se decidiu pelo campo acadêmico, a coordenadora do curso de pedagogia, multimeios e informática educativa da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) Helena Storleder Côrtes explica que os processos para ingresso nas instituições são diferentes a depender se são públicas ou particulares. No entanto, cada vez mais se procura a especialização. Para ela, a formação acadêmica apóia-se num tripé, que envolve as seguintes características: o domínio na área do conhecimento; a experiência profissional naquela área; e o domínio didático-pedagógico.

O problema levantado por Helena é que dificilmente há profissionais que unam estas três características e geralmente é o terceiro pé que falta, o que cria uma queixa permanente. E para quem reconhece que não domina a didática, a coordenadora sugere que se encontrem alternativas. “O sujeito é o grande responsável por seu futuro profissional”, resume ela, que diz que quem deseja obter prática, além de lecionar em cursinhos, colégio ou dar aulas particulares, pode cursar especialização para metodologia do ensino, ou até mesmo mestrado em algum curso de licenciatura.

Helena aponta barreiras também nas exigências ao Ensino Superior determinadas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que exige do professor que além de ministrar aulas, também seja pesquisador. Muitas vezes, este fato ocasiona deficiência no ensino, pois o professor não teria preparo adequado para lecionar por nunca ter dado aula e nem se preparado para tal atividade, já que nunca fez um curso de licenciatura.

Mas o processo de especialização em dar aulas não precisa começar logo depois do curso universitário. “O aluno pode se preocupar em participar de equipes de pesquisa e monitorias, pois a partir do momento que ele consegue isto, é possível conviver mais no meio acadêmico e desenvolver habilidades”, afirma Marco Aurélio Bertolazzi, coordenador do curso de administração da UCS (Universidade de Caxias do Sul). Martino também apóia o contato com a pesquisa dentro da instituição de ensino, por mais que o aluno não venha a desempenhá-la futuramente. “A iniciação científica é tão importante quanto as disciplinas essenciais”, garante Martino. Para ele, nem tudo o que o estudante aprende irá exercer, mas possui um valor importante. O professor usa o curso de jornalismo para exemplificar que por mais que se estude fotografia, rádio e televisão, não necessariamente o aluno vai atuar numa dessas áreas.

Estudante do terceiro ano de letras na USP (Universidade de São Paulo), Anna Karolina Miranda Oliveira optou por um curso de licenciatura por ter afinidade com a docência. Ela afirma que essa aptidão foi notada por ela durante as aulas, na época do cursinho. Mas Anna Karolina tem planos de lecionar no Ensino Superior e para isto se prepara desde a graduação. Ela participa de um projeto de iniciação científica e é estagiária do programa Scielo (Scientific Electronic Library Online), uma biblioteca virtual resultado de um projeto de pesquisa da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), em parceria com a BIREME (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde).

“Faço iniciação científica justamente para descobrir que mestrado prefiro fazer”, afirma Anna Karolina. Ela, ao contrário de Martino, não pretende iniciar a vida acadêmica direto no Ensino Superior. Antes, pretende lecionar em colégios, pois acredita que será muito jovem para se deparar com uma sala de graduação. A estudante admite que isso talvez a deixe acanhada por ter alunos mais velhos que ela.

Para o vice-presidente do conselho estadual de educação, João Cardoso Palma Filho, que também é professor do instituto de artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), a experiência profissional é valida, mas varia muito de curso para curso. Na opinião de Palma Filho, a experiência prática e a realização de cursos fora da universidade não têm muita influência caso o docente lecione disciplinas estritamente teóricas. Mas para ele, quando se trata de cursos práticos a coisa muda e a conhecimento passa a pesar mais.

Para ilustrar seu raciocínio, o vice-presidente cita o exemplo de um médico que atua fora da universidade, ou um advogado que possui escritório próprio. De acordo com ele, essa vivência tornaria mais prático um curso ministrado por profissionais desse perfil. A solução pode ser como a escolhida por Martino, que mesmo tendo ingressado cedo na docência nunca deixou de atuar como jornalista. Martino conta que ter um pé no mercado faz com que seja possível unir prática profissional e a teoria associada a essa atividade, o que beneficia o trabalho elaborado dentro da sala de aula, o terceiro elemento desse tripé: domínio didático-pedagógico.

Fonte: http://docentes.universia.com.br/carreira/

Créditos da imagem: http://blog.sbnec.org.br/2009/10/perfil-do-aluno-e-do-professor-de-ensino-superior/

Abraços,

Anna Motzko

Paraty / RJ – minha e de todos nós.

Bom, vamos lá. Eu demorei para escrever esse post – que era prometido! – pois estava pensando em boas palavras, em detalhes que não poderiam ficar de fora e coisas assim. Chegou o dia! rsrs

Os mais chegados já estão cansados de saber o quanto essa viagem foi inesquecível, tanto para mim quanto para o namorado, que ralou no volante durante os quatro longos e belos dias fora de São Paulo.

Destino: PARATY, Rio de Janeiro.

Por que Paraty? Sei lá. Não havia motivo. Já vimos ‘n’ vezes fotos da cidade na internet, na TV… E não dá pra negar que é um lugar muito atraente, né? Bora lá! Rumo a uma pousadinha indicada pela amiga Ludmilla, pegamos a estrada às 8h00 do dia 07 de setembro, vulgo feriado da Independência. Nem preciso dizer quanto tempo ficamos na estrada de São Bernardo do Campo até o litoral, onde passaríamos a famosa Rio-Santos. Não foi fácil, não. Já sabíamos que a viagem até Paraty seria longa e cansativa, porém esse trecho já nos esgotou por demaaaais! Depois de pedir informações a um gringo sobre como acessar a Rio-Santos (o que foi um tanto bizarro, visto que o inglês dele era pior que o nosso! Pensa em alguém dizendo ‘Rrrrrio Santchos’!), lá vamos nós.

Consultamos muita gente (antes de ir) sobre como seria a viagem por essa rodovia, e todos falaram maravilhas a respeito. Como somos um casal meio ‘do contra’, gostamos de provar primeiro e, depois, formar a nossa opinião. A verdade é que é, sim, uma estrada muito bacana para se chegar ao Rio de Janeiro, mas é indiscutível que demora muito mais. Sem contar que grande parte do caminho não tem nem acostamento, o que nos impedia de admirar as praias que estavam ao nosso redor. E não havia condições de pensar em parar nas praias mais badaladas, como Caraguatatuba e Ubatuba – ambas pareciam um verdadeiro caos de gente!

Indicação de boa comida na estrada: Restaurante Mar Virado, em Ubatuba. Atendimento de primeira – porém, com precinho meio salgado (há, sim, opções mais baratinhas no cardápio, mas são poucas!).

Depois do almoço no caminho – por volta das 14h30, mais ou menos – entramos no carro e prometemos só sair dele NA POUSADA. Dito e feito. Por volta de 17h00, 17h30, estávamos na nossa linda pousadinha, Canto do Curió, há 7 km do centro da cidade de Paraty.

Confesso que é engraçado chegar na cidade e se deparar com montanhas e árvores para todos os lados. Você pensa “tô na praia ou no interior de SP?”, porque é realmente muito diferente de estar no nosso litoral sul, por exemplo.

Fomos super bem recebidos e o lugar é super aconchegante. Mais uma vez, obrigada pela indicação, Lu! Só não há sinal de celular, internet ou qualquer coisa parecida. É muito bom pra quem quer fugir do mundo que deixou pra trás. É você e você. No caso, eu e minha melhor companhia 🙂

Chegamos e já corremos pro Centro da Cidade. Queríamos ver gente, pegar informações sobre tudo, comer…

Como toda cidade turística, Paraty tem seu centro de informações, ao lado do Portal da cidade. Não digo que as mocinhas de lá são um show de competência, mas, pelo menos, dá pra pegar mapinhas, folders e se sentir menos perdido!

Aaah! O Centro Histórico de Paraty é maravilhoso! Você se sente em um cenário de novela de época, coisa assim. As lojinhas de artesanato, senhorzinhos tocando na rua, os restaurantes (todos com boa música ao vivo!), os perfumes da comida da cidade… É tudo deslumbrante! Nem preciso dizer que gastei uma graninha boa, né? Mas as compras foram só no sábado e no domingo à noite – é a única coisa que se tem pra fazer à noite lá.. Conhecemos também a igreja Matriz, onde estava sendo celebrada uma missa por causa da festa de Nossa Senhora dos Remédios, que eu acredito ser a Padroeira da cidade.

Nosso primeiro jantar em Paraty foi no restaurante Netto – super indico! Cara de casa de vó, sabe? E comida divina! Não deixem de experimentar o filé de peixe ao molho de camarão (que, pelo que percebemos, é um prato típico da cidade).

Lá conhecemos também um palhaço-poeta. Demais! Ele entrou no restaurante e passou entre as mesas recitando Fernando Pessoa e Zé da Luz, do Cordel do Fogo Encantado. Lindo, lindo!

Ah! Mais um motivo para recomendar a pousada em que ficamos. Tem uma ca-cho-ei-ra lá dentro! Pode crer! E é linda! Dá pra nadar e tudo!

No nosso segundo dia, visitamos a vila de Trindade, que fica há, mais ou menos, 27 km de Paraty. A primeira praia que conhecemos foi a do Cepilho, a praia dos surfistas. Pegamos um trânsito lascado pra chegar lá! É uma praia bem badaladinha, o que nos fez ficar um pouco e logo procurar um local mais tranquilinho 🙂

Estrada rumo à Praia do Sono. Ops! Não é possível chegar de carro. É preciso pegar um barco que te leva até lá. Desistimos! Nos cobraram 40 reais pra ir e mais 40 pra voltar. Achando um absurdo, voltamos para a estrada, com destino à Praia das Laranjeiras. Para acessar essa praia, é necessário percorrer à pé uma trilha de meia hora (subidas, descidas, raízes de árvores e alguns bichinhos voadores!). Você deixa seu nome e RG na portaria do condomínio Laranjeiras e segue a trilha – é como se fosse uma praia particular mesmo. Let’s go!

Se vale a pena? Veja as fotos!

Vale MUITO a pena! Eu nunca vi uma praia assim.. Só em filme. Nos sentimos num verdadeiro paraíso! Piscinas naturais, praia praticamente sem ondas, e dava pra contar nos dedos quantas pessoas estavam lá. Que sol, que mar! Beirando a praia está o tal condomínio Laranjeiras, com mansões e tudo mais. Invejinha de quem mora lá! Passamos umas horinhas nessa praia, pois o visual não cansa. Pra voltar, basta pegar a mesma trilhazinha.

À noite, mais uma passadinha no centro histórico – foi nesse dia que eu fiz as “comprinhas”! rsrs

No domingo, pelo manhã, fizemos o tão indicado passeio de escuna.

Quando te disserem que você não pode deixar de fazer esse passeio quando for à Paraty (como fez minha amiga Karina), ACREDITE! Pagamos 30 reais pelo passeio, que tem duração de 5 horas. Pegamos a escuna Estrela da Manhã por volta das 11h, no cais de Paraty. Fazia um sol que eu nunca vi! Na escuna, você tem música ao vivo, almoço, bebidas, e servem até frutas!

Não me arrependo das horas que passei lá. O barco passa por diversas ilhas e vai fazendo paradas em algumas praias – praias onde só se chega por barco. Nas  paradas, podemos descer e nadar. É demais! Ou você vai num bote até a costa ou vai nadando. A água do alto mar é mega gelada e a sensação de se nadar ali é inesquecível! Passamos pela praia Vermelha, por Ilha Comprida, pela Lagoa Azul e pela praia da Lula. Voltamos para o cais umas 17h30. Pensamos que seria um passeio super cansativo, que perderíamos nosso dia todo nele, mas só ganhamos. Vimos paisagens que nunca imaginávamos ver.. Sentimos a brisa que só se sente em alto mar mesmo! Indicamos!

Mais centro histórico no domingo à noite. A cidade já estava bem diferente dos dois dias anteriores, já que a maioria dos turistas estava voltando pra casa. Caminhar pelo centro foi até mais agradável e acabamos vendo algumas lojas e restaurantes dos quais ainda não tínhamos dado conta antes.

Segunda de manhã, infelizmente, pé na estrada.

A vontade é de ficar lá pra sempre, mas acredito que vimos e vivemos o que era possível. Paraty é isso: centro histórico e calmaria. Mais pra frente está Angra dos Reis; antes, Trindade. E aí, sim, você tem mais opções.

Fica, então, aquele gostinho do fim de semana lindo que vivemos e a certeza de que não precisamos sair do nosso Brasilzão pra conhecer lugares deslumbrantes. Nosso país tem muita coisa escondida, muita coisa pra ser descoberta.

Paraty é uma delas.

Se puder, não deixe de prestigiar esse patrimônio que é meu e seu.

E mais uma recomendação: JAMAIS vá pela Estrada Paraty-Cunha. Ela tem 8 quilômetros intransitáveis. A Rio-Santos é cansativa, mas, pelo jeito, acaba sendo a melhor alternativa.

Espero que tenham gostado das fotos e das dicas.

Fico por aqui.

Abraços,

Anna Motzko

Ensino Religioso é obrigatório – fique por dentro dessa polêmica.

OBRIGATORIEDADE DO ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS DO PAÍS PROVOCA POLÊMICA

Especialista ressalta que disciplina é importante para a formação dos alunos, mas há quem defenda que as crianças  devem ser protegidas de conflitos.

Globo.com, 01/09/2012

O ensino religioso nas escolas é um assunto que provoca discussões entre representantes da comunidade escolar, das religiões e do governo. A polêmica ficou mais acirrada depois que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou em 2008 um acordo entre Brasil e Santa Sé. O artigo 11 do documento estabelece a obrigatoriedade do oferecimento de ensino religioso pelas escolas públicas brasileiras, de acordo com o parágrafo1: “O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”. Segundo a professora Roseli Fischmann, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Metodista, de São Bernardo do Campo, o acordo fere a Constituição.

“O ensino religioso vem da época dos jesuítas. Passamos 400 anos unindo educação e religião, e isso terminou com o advento da República. De lá para cá, em todas as constituições, essa ideia é reforçada. A constituição de 1988 tem dois incisos que falam a respeito. O primeiro afirma ser vedado à União, aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal ‘estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público’. O outro proíbe ‘criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si’. Isso significa que nosso país é laico, ou seja, não possui uma religião oficial, mantendo-se neutro e imparcial no que se refere aos temas religiosos. Se o Estado é laico, a escola pública – que é parte desse Estado – também deve sê-lo”, diz a professora, autora do livro “Ensino Religioso em Escolas Públicas: Impactos sobre o Estado Laico”.

Do ponto de vista de Raimundo Nonato Coelho, professor de religião e coordenador da pastoral da educação na Arquidiocese do Rio de Janeiro, o Estado ser laico não significa que ele é ateu. “A laicidade tem a ver com a democracia. A palavra ‘laico’ em  francês está ligada aos movimentos anticlericais, mas no Brasil não é adotada dessa forma, e sim significando pluralidade de ideias”, explica.

O ensino religioso também ganhou espaço na Lei de Diretrizes e Bases (LDB). De acordo com a norma, o ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. Cabe aos sistemas de ensino regulamentar os procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecer as normas para a habilitação e admissão dos professores. No que diz respeito ao conteúdo, os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso. Para a professora Roseli, religião é um assunto pessoal, e levar isso para a escola é arriscado.

“Fala-se em nome da religião, mas em última instância a pessoa está falando do que acredita, transformando em conceito definitivo na escola pública o que é, na verdade, um ponto de vista particular. O ensino religioso nas escolas acontece de diversas maneiras, como na comemoração de datas religiosas, crucifixos na parede… Alguns professores adotam textos bíblicos para ensinar Língua Portuguesa ou outras disciplinas, e isso é irregular, pois estão misturando disciplinas facultativas com obrigatórias. Devemos ficar mais atentos quando o assunto se entrelaça com outras questões presentes no sistema escolar, seja nos conteúdos de ciências, por exemplo, em tentativas de impor o criacionismo em detrimento do evolucionismo, seja nas tentativas de proibição da presença de educação sexual na educação básica, como proposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais do MEC e nas Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio, do Conselho Nacional de Educação”, explica.

 Coelho defende a prática do ensino religioso na sala de aula. “O objetivo é esclarecer a criança sobre o que é ser católico, o que é ser evangélico ou adepto das religiões africanas. Como temos muito sincretismo, a criança não sabe muito bem o que significam essas coisas. Todo mundo é tudo e não é nada, na verdade”, rebate o professor.

E se o pai ou mãe não quiser que a criança assista às aulas de ensino religioso? Segundo a especialista, é possível recorrer às secretarias de educação, aos Conselhos Tutelares e ao Ministério Público para que o filho seja dispensado, mas isso implica entrar em conflito com a escola.

“Dizem que a frequência é facultativa, mas, na prática, o aluno não pode ficar circulando pela escola. As crianças deveriam estar protegidas desses conflitos. O ideal é que o ensino religioso, quando houver, seja oferecido no contraturno. Dessa maneira, cabe à escola oferecer outra atividade não religiosa no mesmo horário para configurar o caráter facultativo e a igualdade entre todos os alunos”, completa.

Fonte: http://redeglobo.globo.com/globoeducacao/noticia/2012/09/obrigatoriedade-do-ensino-religioso-nas-escolas-do-pais-provoca-polemica.html

P.S. – Quando eu fazia a 8ª série do Ensino Fundamental – há um “tempinho” já! – a escola me oferecia o Ensino Religioso, num horário contrário ao das minhas aulas básicas. De uma turma de 40 alunos, por volta de 10 ou 15 frequentavam as aulas, mas justamente porque não éramos informados a respeito do que seria discutido. E pior: não informavam nem os nossos pais. Vamos combinar que, nessa idade, se a criança não souber bem o que vai aprender e porquê aquilo lhe será útil (e tá aí uma super tarefa!), o que vai prevalecer é o desinteresse. Mas a verdade é que não me foi ensinado NADA que focasse ou privilegiasse uma determinada religião. Talvez até fosse conveniente alterar o nome da disciplina para que fosse melhor aceita. NUNCA ouvi falar em catolicismo, protestantismo, o que fosse, durante as aulas. A minha professora sempre focou em temas universais, sabe? Amor ao próximo – que é essencial, independente de ser um mandamento presente na Bíblia -, a amizade, a caridade, e por aí vai. Então, vale a pena (aos que criticam e também aos que apoiam) dar um lidinha no currículo que será implantado nas escolas e pensar a respeito da diferença que ele pode causar na formação do cidadão.

Abraços,

Anna Motzko

“50 tons” – recomendação de uma viciada (no livro, é claro!)

Tava todo mundo falando nele, aparecia em tudo quanto era site.. Mas sobre o que fala mesmo?

Sei lá. Só sei que eu PRECISO desse livro!

Necessidade real ou não, em momento algum me arrependo da compra e das horas dispensadas na leitura. Muitos podem não ser muito ‘chegados’ no assunto, mas o fato é que a autora escreve e descreve tudo de forma única – belíssima, melhor dizendo.

Já estou na metade do livro, cada vez mais surpresa. O livro não cansa – o livro VICIA. Não dá vontade de parar, e eu só paro por obrigação mesmo.

Não fica curioso pra saber o porquê de ser um dos maiores best sellers da história?

Eu ficaria…

Deixo essa notícia bacana para que fiquem ainda mais TENTADOS 😉

CINQUENTA TONS DE CINZA É O ROMANCE BRITÂNICO MAIS VENDIDO DA HISTÓRIA

Por UOL Entretenimento, 07/08/2012

Fifty Shades of Grey: título em inglês do romance Cinquenta Tons de Cinza.

O livro erótico “Cinquenta Tons de Cinza” (“Fifty Shades of Grey”), da autora E.L.James, se tornou o romance britânico mais vendido de todos os tempos com 5,3 milhões de cópias vendidas no Reino Unido e quase 20 milhões no mundo todo, informou nesta terça-feira (7) a editora Cornerstone Publishing.

O romance de E.L.James inicia uma trilogia de erotismo que já se transformou um verdadeiro fenômeno literário mundial e que algumas editoras classificam como “pornô para mamães”.

Segundo a editora Cornerstone Publishing, que faz parte da Random House, os outros dois livros da saga, “Cinquenta Tons Mais Escuros” e “Cinquenta Tons de Liberdade”, já venderam 3,6 milhões e 3,2 milhões de cópias, respectivamente.

A diretora-gerente da Cornerstone Publishing, Susan Sandom, admitiu hoje que o fenômeno “Cinquenta Tons” é “uma das experiências mais extraordinárias” de sua carreira editorial.

“A velocidade e o número de vendas são incríveis, e os papéis que os livros desempenharam em tantas pessoas que trabalham na indústria é, simplesmente, impressionante”, afirmou Susan.

Lançado no Brasil pela editora Intrínseca – que em setembro deverá lançar “Cinquenta Tons Mais Escuros” -, o livro já foi traduzido para vários idiomas, entre eles chinês, russo, sérvio e vietnamita.

O argumento do romance gira em torno da relação entre o jovem e bem-sucedido empresário Christian Grey e Anastasia Steele, uma estudante de literatura.

Apesar do enorme sucesso do best-seller, E.L.James admitiu que quando assinou o contrato com a editora Random House sua principal ambição era, simplesmente, ver seus livros nas lojas e que não tinha ideia que seu romance se transformaria em um fenômeno de vendas mundial.

Erika Leonard James, a autora.

Fonte: http://entretenimento.uol.com.br/noticias/efe/2012/08/07/cinquenta-tons-de-cinza-e-o-romance-britanico-mais-vendido-da-historia.htm

P.S.- Um montão de sites comenta um suposto filme baseado no romance. Dá pra imaginar como seria e quem interpretaria os protagonistas?

Abraços,

Anna Motzko