Desculpas pela ausência :(

A falta de posts nesse blog se deve ao final do semestre. O tão temido final de semestre! Estudar para as provas tem me consumido de-maaaaa-iiiis, e esse é o motivo de eu nem ter mais tempo de passar por aqui. Em alguns dias, tudo volta ao normal, prometo!

Beijos, beijos! Torçam por mim 🙂

Anna Motzko

Utilidade pública: LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA

Todos sabem o quanto sou apaixonada por animais. Sendo assim, fiquei INCONFORMADA com algo que ouvi na aula de Parasitologia, na faculdade. Decidi buscar mais sobre o assunto.

Já ouviram falar sobre a Leishmaniose Visceral Canina?

A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença grave que acomete vários mamíferos, transmitida por um protozoário Leishmania chagasi. O seu principal transmissor é um inseto da espécie Lutzomyia, também conhecido como “mosquito palha”. O contágio em cães e no homem ocorre através da picada do inseto infectado.

O cão é considerado um importante reservatório do parasita pela sua proximidade com o homem e constitui o principal elo na cadeia de transmissão de Leishmaniose Visceral nas zonas urbanas. É impossível pegar a doença por contato direto com esses animais.

A Leishmaniose não é transmitida através de lambidas, mordidas ou afagos. O contágio ocorre somente através da picada da fêmea infectada do “mosquito palha”.

O aparecimento dos primeiros sintomas da Leishmaniose, após a transmissão pela picada do “mosquito palha”, pode demorar semanas ou até alguns anos; cerca de 20% dos animais infectados podem nunca manifestar sintomas. A maioria dos animais aparenta estar saudáveis na época do diagnóstico clínico, mas quando desenvolvem a doença podem apresentar os seguintes sintomas: apatia (desânimo, fraqueza, sonolência); perda de apetite; emagrecimento rápido; feridas na pele, principalmente no focinho, orelhas, articulações e cauda; pêlos opacos, descamação e perda de pelos; crescimento anormal das unhas (onicogrifose) com o avanço da doença; problemas oculares (olho vermelho, secreção ocular).

Ainda não existe um método de diagnóstico que seja 100% específico para identificação da Leishmaniose visceral canina. Porém, a associação dos vários métodos disponíveis permite a obtenção de diagnósticos com boa sensibilidade e especificidade. Ao observar que seu animal está com sintomas que podem ser indicativos de Leishmaniose, é importante que você consulte um veterinário de sua confiança o mais rápido possível.

O diagnóstico da Leishmaniose é complexo e requer a realização de vários exames laboratoriais associados ao exame clínico para se chegar a um resultado definitivo. Geralmente, são realizados exames iniciais de triagem, chamados exames sorológicos (ELISA e RIFI) e depois devem ser solicitados os exames parasitológicos ou moleculares para confirmar a infecção. Não existem métodos de diagnóstico que sejam 100% confiáveis. Portanto, recomenda-se:

Utilizar sempre mais de um método diagnóstico durante o exame de um animal suspeito de estar com Leishmaniose visceral canina, pois o uso isolado de determinada técnica pode dar margem à ocorrência de falsos negativos ou falsos positivos.

Peça ao veterinário que acompanhe a etapa de coleta do material para garantir que a mostra seja adequadamente coletada e conservada, e que seja enviada a um laboratório credenciado e de confiança.

Sempre realizar um exame parasitológico ou molecular para confirmar a infecção.

Aí vem a parte que deixa a gente simplesmente IN-CON-FOR-MA-DO!

Há mais de 50 anos, o Brasil combate a Leishmaniose Visceral Canina matando as vítimas em vez de atacar suas causas. Para as nossas autoridades públicas de saúde, conscientizar a população, adotar métodos preventivos e atuar de modo a não permitir a proliferação do mosquito transmissor da doença não são opções válidas. Em vez disso, pratica-se a EUTANÁSIA (ISSO MESMO! MATAM OS CÃES!) massiva de cães que tenham sido expostos ao protozoário Leishmania e não se dá chance para que as famílias optem por tratar da saúde dos animais infectados.

Esse caminho é tortuoso por muitos motivos. Há o sofrimento dos animais que morrem inutilmente. Há o remorso e a tristeza das famílias, que são legalmente obrigadas a entregarem seus melhores amigos para a morte. E há o custo social, porque as políticas equivocadas sempre acabam onerando os cofres públicos e prejudicando a população como um todo.

Para que casos assim não se repitam na sua ou na minha família e para que possamos nos mobilizar a fim de acabar com essa medida ABSURDA do órgãos de saúde, fiquemos atentos:

Se o exame no seu animalzinho der positivo não significa que seu cão tem a Leishmaniose. O diagnóstico da doença é complexo e serão necessários exames mais específicos. Você tem direito de exigir uma contra prova (pg. 29 do Manual de Vigilância e Controle da LV, do Ministério da Saúde). O exame mais específico para detectar a Leishmaniose é a citologia aspirativa de linfonodos ou de medula óssea. Procure o veterinário de sua confiança e peça uma avaliação clínica e o exame específico.

A eutanásia, que muitas vezes é colocada como solução, não deve ser a primeira opção, principalmente se o cão apresenta bom estado físico para responder ao tratamento e você tem condições de arcar com os custos.

Conforme a Constituição Brasileira, sua casa é inviolável e você não é obrigado a entregar seu cão no caso de agentes de saúde supostamente detectarem a doença. Para entrar em sua casa sem sua autorização seria necessário um mandato judicial, após avaliação do caso por um juiz.

Quando temos um animalzinho em caso, a responsabilidade sobre a vida dele está somente em nossas mãos. Cabe a nós, donos responsáveis, a atenção no que se refere à Leishmaniose ou qualquer outra doença que possa atingi-los. Vamos exercer nosso papel!

Para saber mais sobre a LVC, recomendo os sites abaixo, a partir dos quais montei esse post para vocês:

http://www.wspabrasil.org/trabalhoWSPA/Caesegatos/controlededoencas/leishmaniose/Default.aspx

http://ocaonaoeovilao.org.br/

Abraços,

Anna Motzko

Em homenagem ao nosso 15 de Novembro…

Para muitos apenas um dia de folga, só que não. Amanhã, 15 de Novembro, comemoramos o Dia da Proclamação da República, o fim da monarquia declarado por Marechal Deodoro da Fonseca em 1889, NOSSO PRIMEIRO PRESIDENTE.

Pra começar bem o feriado, que tal uma frase do próprio?

“Impossível governar com este Congresso. É mister que ele desapareça para a felicidade do Brasil.”

Pensamento final: Volta, Marechal…!

Um ótimo feriado a todos! Dirijam com prudência e descansem bastante. Outro feriado, só Deus sabe quando!

Anna Motzko

 

Sobre livros: A culpa é das estrelas, de John Green

Não me estenderei muito.

Só queria dividir com alguém um prazer que tive hoje, mas que começou há poucos dias. Eu mal acredito, mas terminei um livro em menos de um mês! Confesso que levar trabalho, faculdade e concurso público, acrescentando uma leitura sem compromisso aí no meio, não-é-fácil! Mas, pra mim, é quase que vital.

Hoje encerrei A culpa é das estrelas, de John Green.

Ilustração de uma das passagens da obra.

Por que eu o li?

Porque os Nerdfighters me indicaram [conheça-os em http://nerdfightersbr.tumblr.com/about]. Eles simplesmente disseram que o livro, com sua história, era digno de ser espalhado pelo mundo, para que todo mundo – isso, TODO MUNDO! – o conhecesse.

Se eu também acho digno? Com certeza! E queria muito encontrar alguém que já tivesse lido, para que eu pudesse discutir a respeito de conceitos interessantíssimos e visões sobre a vida que são tratadas lá. – Se alguém já leu, me procure, please!

Basicamente, a história trata da vida ‘pós-descoberta do câncer’ de uma garota chamada Hazel Grace. Ela vive com os pais, e para eles não é nada fácil viver com a idéia de perder a filha a qualquer momento. Ela já não tem esse medo. E, no decorrer da trama, conhece outras pessoas que também não temem a morte. Uma delas é Augustus Waters, com quem estabelece uma relação namoro-amizade um tanto admirável.

O meu encantamento pelo livro ocorreu justamente pela maneira como todos eles encaram o fato de ‘serem’ cancêr. E como quem não vive a doença sofre mais – não que isso seja ou não verdade, mas na história a coisa é mostrada dessa forma. A maneira de enxergar o mundo ao redor e o papel do mundo em relação a nós. O fato de um infinito poder ser maior que outro e as cicatrizes que deixamos nessa vida quando partimos para uma possível-outra vida.

Eu nunca acho que minhas descrições e opiniões sobre os livros fazem com que outros tenham vontade de ler também. Mas eu precisava registrar que o livro é bom, que não é perda de tempo. Espero tê-lo feito da melhor forma possível.

Fica a dica, como sempre!

Um grande abraço,

Anna Motzko

 

 

Felipe Janz, docente da UNIBAN ABC, publica artigo científico

Em primeiro lugar, meus parabéns ao excelente professor pela sua dedicação àquilo que faz  – e me refiro tanto às pesquisas quanto às ótimas aulas de Química na Biomedicina. Você merece todos os cumprimentos por chegar onde chegou e, com toda certeza, chegará ainda mais longe!

Fica a divulgação de um trabalho que tem MUITO a acrescentar à área da Saúde e o apelo à Anhanguera, para que, cada vez mais, apoie e incentive o trabalho de pesquisa dos alunos e dos docentes.

DOCENTE DA ANHANGUERA UNIBAN ABC TEM ARTIGO PUBLICADO EM REVISTA CIENTÍFICA FRANCESA

Jornal Tempo Real, 01/11/2012

Com a pesquisa, o professor Felipe Janz espera encontrar formas mais eficazes no desenvolvimento de tecido ósseo a partir de células-tronco

O coordenador do curso de Farmácia da Anhanguera Uniban ABC, professor Felipe Janz,  conseguiu, no mês de outubro, a publicação de seu artigo científico “Sinvastatina induz diferenciação osteogênica em células-tronco mesenquimais do líquido amniótico humano” publicação em um dos mais renomados e tradicionais periódicos internacionais do mundo, o Fundamental and Clinical Pharmacology. A revista científica, mantida pela Sociedade Francesa de Farmacologia e Terapêutica desde 1799, é uma das mais respeitadas publicações da área.

Em sua pesquisa, por meio do uso da substância Sinvastatina, o docente buscou encontrar uma alternativa de desenvolver protocolos mais seguros, eficazes e confiáveis para promover a diferenciação de células tronco provenientes do líquido amniótico humano em tecido ósseo .  O trabalho vem sendo realizado desde 2010 no Laboratório de Hematologia e Genética Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Laboratório de Biologia da Universidade Estadual de  Ponta Grossa, no Paraná.

“As células-tronco são, no momento, uma importante ferramenta no campo da biomedicina para tratamento e melhoria de uma grande quantidade de patologias, entre elas, as doenças degenerativas”, comenta o coordenador ao explicar uma das razões que o levaram a iniciar a pesquisa. Ainda segundo o docente, a próxima etapa do estudo é a aplicação dessas células-tronco  pré-diferenciadas com sinvastatina em modelos animais  de doenças osteodegenerativas para confirmar se essas células alteradas conseguem reverter um quadro patológico.

O professor Felipe Janz está  otimista com o resultado das pesquisas e a publicação, pois foram dois anos de muita dedicação em um estudo que foi elaborado paralelamente a sua tese de doutorado, defendida em 2010. “Enviamos o trabalho para a revista no dia 06 de fevereiro, depois nos foi pedido mais uma revisão e algumas correções em agosto, para conseguirmos a publicação apenas em 25 de outubro. Foram mais de oito meses trabalhando até o aceite final, o que mostra a dificuldade em se obter uma publicação internacional e, logo, valoriza mais nosso trabalho”, completa.

Sobre a Anhanguera Educacional Participações S.A.
A Anhanguera Educacional Participações S.A é o maior grupo educacional da América Latina em número de alunos. Alinhada à nova fase de desenvolvimento do Brasil, a Instituição oferece ao jovem profissional conveniência e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação e extensão, contribuindo com o projeto de vida dos alunos de crescimento e ascensão profissional. A companhia é líder no uso de novas tecnologias no setor educacional e está presente em todos os estados brasileiros, com 70 campi e mais de 500 unidades de educação a distância, incluindo a Rede LFG, maior especialista na preparação e qualificação de profissionais para atuar com excelência no setor público. Reconhecida pelas melhores práticas de governança corporativa, ingressou na BM&FBovespa em março de 2007 e, atualmente, integra o Novo Mercado.

Fonte: http://www.jornaltemporeal.com/2012/11/01/docente-da-anhanguera-uniban-abc-tem-artigo-publicado-em-revista-cientifica-francesa/

Anna Motzko

Sobre a tecnologia dominando a minha, a sua e a nossa vida.

Parei pra analisar quantos ‘amigos’ estão na minha lista do Facebook e quantos deles são realmente meus amigos. Ô, coisa triste de se pensar! E a maior das verdades é que, em alguns casos, eles só se manterão seus amigos se você postar coisas bonitas e interessantes. Ou piadas bobas, gozações… Experimenta não ser o que eles precisam no momento do acesso pra ver se não vai ser bloqueado ou excluído..!

É desabafo, sim. Desabafo de quem se correspondeu por cartas com amigos e acha que isso era, sem dúvida, muito mais íntimo e amigável. Dava pra ‘sentir o sentimento’ nas palavras. E era só para AQUELA pessoa e ninguém mais. Hoje a gente tem um montão de olhos bisbilhotando as nossas ações – o que nós mesmos permitimos, é claro! – e poucos ombros pra chorar. E poucos ouvidos a nos ouvir. E poucas boas palavras quando se é necessário.

Será que ainda dá pra mudar? Ou a tendência é a piora, mais e mais?

Em uma conversa com amigos, falamos sobre a extinção da educação feita por humanos. Bizarrice ou tendência? Os professores já nem se sentem mais motivados, visto que a tecnologia tem tentado superá-los dia a dia. Enquanto o professor envelhece, a tecnologia se renova. E não dá desconto, não! Cérebros jovens implantam programas jovens e jogam fora aquilo que é velho, sem dó e nem piedade.

Amizade ao vivo está se tornando coisa velha. Educação feita por gente também está. Jesus do Céu! Dá pra imaginar onde é que isso vai parar? Será que tudo isso faz bem?

Eu, enquanto puder, manterei as tradições. Amigos, vocês ainda terão meus abraços e pretendo fazer com que nunca esqueçam o som da minha voz. Acho que e-mails e SMS são super úteis, mas não substituem o carinho e o real, transmitido somente ao vivo e a cores. Futuros alunos, eu ainda quero ser professora. E não de cursos à distância! Eu me considero uma pessoa ‘a salvo’ disso tudo justamente porque vivi a minha fase de formação num ambiente diferente do que vocês estão vivendo.

É isso.

Aceito críticas, sem problema algum. Uso Facebook, sim. E-mail, celular e tecnologia ultrapassada. Não sei usar um tablet e me confundo com notebooks. Tenho 23 anos e o mundo me carrega de potencial para ser uma pseudo-robô, mas eu não tô a fim, não.

Quase uma premonição..!

Abraços,

Anna Motzko