Descubra se você é um JOVEM IDOSO

TER HÁBITOS DE IDOSO AOS 20 ANOS NEM SEMPRE É PROBLEMA, DIZEM TERAPEUTAS

Por Rosana Faria de Freitas, do UOL, em 29/07/2013

Créditos: Thinkstock

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Se você não é assim, provavelmente conhece alguém que apresenta tal característica: simplesmente parece desajustado com sua época. Gostos, hábitos, atitudes e valores estão mais próximos dos de seus pais e avós do que de seus pares e amigos.

“Várias podem ser as explicações para isso e cada caso precisa ser compreendido individualmente”, considera Joana Singer, mestre em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Dentre os fatores que contribuem para isso, Singer, que também é sócio-diretora do Núcleo Paradigma de Análise do Comportamento, cita a relação com pessoas mais velhas. É possível, por exemplo, que o indivíduo tenha aprendido, desde muito cedo, a se entreter com familiares de idade avançada. Tal fato é comum em unidades com poucas crianças, nas quais se aprende que o entretenimento é viabilizado pela presença de adultos e por tudo que eles trazem – seus costumes, seus gostos musicais, suas atividades favoritas.

Papéis trocados

“Há exemplos nos quais as posições se apresentam invertidas: pais que parecem mais jovens que seus filhos. Nesta situação, talvez os pais tenham se constituído como um modelo fraco e, em alguns casos, negativo. Em uma tentativa de ser muito diferente de seus genitores, esses jovens procuram agir da forma como eles gostariam que seus pais se comportassem”, analisa a psicóloga.

Há que se considerar, também, que muitas pessoas que parecem idosas têm dificuldades em relação a habilidades sociais importantes. “Comportamentos relacionados à ‘vida em turma’ e à paquera podem ser muito pesarosos. E, aí, a apropriação de gostos e hábitos dos mais velhos se apresenta como uma forma de escapar do enfrentamento de situações que lhes parecem desconfortáveis”, diz Joana Singer.

Ela lembra, ainda, de outra situação: indivíduos que foram obrigados a amadurecer cedo pela necessidade de trabalhar precocemente, ou pela perda de um ou dos dois pais. “Muitos se afastarão de quem tem idade próxima porque se sentem distantes, fora do contexto, não se divertem da mesma forma, por exemplo. Aí, é provável que procurem a companhia de quem tem mais experiência e bagagem. Claro que alguns podem, apesar das grandes responsabilidades, cultivar e preservar gostos juvenis, mas não será regra geral.”

Questão de amadurecimento

O termo jovem idoso também vem sendo usado para classificar indivíduos que amadurecem muito depressa, salienta a psicóloga clínica e psicanalista Priscila Gasparini Fernandes, especialista em neuropsicologia. “São pessoas que buscam uma vida mais tranquila, sem a agitação comum aos mais novos. Preferem um bom livro ou filme ao invés da balada, pensam mais no futuro com planejamentos detalhados.”

Independentemente das razões e da forma como o indivíduo lida com isso, é importante que cada etapa da vida – infância, adolescência, juventude, maturidade – seja vivida. Mesmo nos dias de hoje, em que tais fases estão menos marcadas.

“A infância parece mais curta do que no passado, a adolescência estendida. De qualquer forma, cada ciclo ensina algo: há o momento de se desenvolver a criatividade de forma muito intensa (infância), o de experimentar a individualidade (adolescência), o de prosperar e construir projetos (vida adulta) e o de lidar com perdas frequentes e com a preocupação de deixar um legado (velhice). Vivenciar tudo isso é extrair de cada época uma trajetória única”, destaca Joana Singer.

Tudo é relativo

Apesar de tais considerações, as duas terapeutas defendem que não necessariamente um jovem idoso esteja perdendo algo. Isso porque, muitas vezes, o que o motiva a agir como alguém mais velho não tem nada a ver com problemas como insegurança, baixa autoestima e autoconfiança, melancolia.

“Há pessoas que se adaptam a um estilo de vida diferente e, dessa forma, encontram sua turma. Não podem ser considerados deslocados. Eles ganham com a maturidade profissional precoce, o que envolverá outras conquistas. Claro que não terão a chance de aprender a conviver com aqueles que envelhecerão com ele, os que têm a sua idade. Mas é uma questão de opção”, diz Singer.

Priscila Gasparini Fernandes concorda. “Se não há dificuldades sérias por trás do comportamento, não dá para falar em perdas, mas em escolhas e jeito de ser. Trata-se de uma característica de personalidade de alguém que se estruturou daquela maneira, porque para ele é benéfico assim. No futuro, colherá os frutos do que semeou nas fases anteriores da sua vida.”

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/07/29/ter-habitos-de-idoso-aos-20-anos-nem-sempre-e-problema-dizem-terapeutas.htm

Alguns comentários:

– no link acima é possível fazer um teste e descobrir se suas suspeitas se confirmam – você é ou não um ‘jovem idoso’? Meu resultado: sou uma ‘jovem séria’! rsrs

– nem imaginava que havia estudos sobre esse assunto e achei um tanto interessante. eu, particularmente, convivo demais com pessoas mais velhas que eu e acredito que isso me faz muito bem. as histórias, experiências.. mudam dia a dia minha maneira de enxergar a vida.

– ok, amigos.. agora já podem, com motivos, continuar me chamando de ‘Benjamin Button’! hahahahaha!

Abraços,

Anna Motzko

Vírus da AIDS livra paciente de leucemia

MENINA ESTÁ HÁ UM ANO LIVRE DE LEUCEMIA DEVIDO AO TRATAMENTO COM VÍRUS DA AIDS

Por Igor Zahir, em Marie Claire, 25/07/2013

Até que ponto a ciência proporciona momentos de alegria e sensação de milagre na vida das pessoas? O caso de Emma Whitehead é uma boa resposta para esta questão. A menina, de 8 anos, foi diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda em 2010, submeteu-se a todos os tratamentos, quimioterapia, perdeu o cabelo e estava chegando ao estado terminal.

Os pais, já desesperados e procurando qualquer outra solução, resolveram tentar um tratamento polêmico: em abril de 2012, Emma se juntou a um grupo de 12 pessoas no Hospital Infantil da Filadélfia e teve o vírus da AIDS injetado em seu organismo.

As células T, que ajudam na produção de anticorpos no organismo, foram retiradas do corpo de Emma. Então foi injetado o vírus desativado de HIV, que, segundo os médicos, funcionam melhor com este tipo de célula. Após isso, as células T foram colocadas de volta no corpo da menina. O método é, inclusive, a esperança de substituir a necessidade de quimioterapia e transplantes de medula óssea algum dia.

Outra criança que participou do processo experimental melhorou, mas depois teve uma recaída. Em dois adultos, o tratamento não funcionou. Emma também teve reações agressivas: febre de 40,5 graus, ficou inconsciente e irreconhecível de tão inchada. Precisou respirar por aparelhos e quase morreu. Mas, de acordo com o Dr. Carl June, à frente das pesquisas na universidade americana, esses sintomas são a comprovação de que o tratamento funcionou.

‘Emma permanece saudável e não tem câncer 1 ano depois de ter recebido linfócitos T geneticamente modificados, que permitiram se concentrar em um objetivo concreto presente neste tipo de leucemia’, disse o médico através de comunicado oficial do centro de estudos.

“Isso se chama Síndrome da Liberação de Citocinas e se refere aos produtos químicos que são expelidos das células do sistema imunológico quando ativadas. O que gera os problemas e pode afetar os pulmões e causar quedas perigosas na pressão arterial. Foi isso que fez a família de Emma achar que ela estava morrendo”, explicou June ao jornal “New York Times”.

Só pode-se dizer que uma pessoa sobrevive ao câncer quando vive há cinco anos. Mas Emma, livre há um ano, tenta levar uma vida normal, vai a escola e já sai para brincar com os amigos. Na página do Facebook “Prayers for Emily (Emma) Whitehead” é possível acompanhar os passos da menina.

Emma, durante o tratamento (Imagem de sua página no Facebook)

Emma, durante o tratamento (Imagem de sua página no Facebook)

Ainda com a doença (Imagem do Facebook)

Ainda com a doença (Imagem do Facebook)

Após 1 ano livre da leucemia (Foto do Facebook)

Após 1 ano livre da leucemia (Foto do Facebook)

Anna Motzko

Seja bem vindo, Papa Francisco!

E os corações se enchem de alegria com a chegada do Papa Francisco ao Brasil, logo logo. Segundo a maioria das fontes, sua chegada está prevista para as quatro horas da tarde, na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.

Foto de Christopher Furlong/ Getty Images

Haverá uma cerimônia de boas-vindas no Palácio da Guanabara, da qual participará a presidente Dilma Rousseff, o governador do Estado do Rio e o prefeito da cidade.

Segundo a Folha de S. Paulo, “após a cerimônia, o pontífice ficará hospedado em um quarto de 45 m² no Palácio Apostólico do Sumaré, residência oficial da arquidiocese do Rio, no alto da estrada do Sumaré, Rio Comprido, na zona norte.

Um dos pedidos do pontífice foi que o cômodo fosse semelhante ao que será utilizado pelos cardeais da sua comitiva. O Palácio do Sumaré foi a residência escolhida por João Paulo 2 quando visitou o Brasil em 1980 e 1997”.

Confira a agenda do Papa para os dias em que permanecerá conosco:

AGENDA

23.jul.

Na terça-feira, o papa Francisco ficará na residência, onde presidirá missas privadas.

24.jul.

Antes de participar da Jornada Mundial da Juventude, o pontífice vai celebrar uma missa no Santuário Nacional Nossa Senhora da Aparecida, em Aparecida (180 km de SP) na quarta-feira. Por volta das 8h15, ele partirá de helicóptero do Sumaré até o santuário de Aparecida. A missa está marcada para começar por volta das 10h30.

Por volta das 16h10, sairá de Aparecida e retornará de helicóptero para o aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio. Por volta das 18h30, o papa participará da inauguração de um centro para dependentes químicos no hospital São Francisco, na Tijuca (zona norte).

25.jul.

Na manhã de quinta-feira, o papa Francisco realizará uma missa privada na residência do Sumará. Às 9h45, o pontífice irá até o no Palácio da Cidade, em Botafogo, onde receberá do prefeito Eduardo Paes, em um gesto simbólico, as chaves da cidade e, também, dará uma bênção à Bandeira Olímpica.

No mesmo dia, por volta das 11h, o papa vai visitar a comunidade da Varginha, no complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio, onde abençoará os moradores da comunidade conhecida como a “faixa de Gaza” carioca, ocupada por forças policiais em outubro do ano passado, onde abrigava a maior cracolândia da cidade.

A escolha de Varginha, uma comunidade situada em um bolsão de pobreza, dentro de um território castigado por confrontos armados, atende a uma orientação do próprio papa Francisco, que determinou a inclusão de encontros com a parcela excluída da população em sua passagem pelo Rio.

Por volta das 18h, o papa vai se encontrar pela primeira vez com os participantes da Jornada Mundial da Juventude na praia de Copacabana, na zona sul do Rio. O ato é um dos considerados centrais da Jornada e o pontífice realizará um discurso.

26.jul.

Na sexta, o papa Francisco participa de uma missa privada na residência do Sumaré. Por volta das 10h, o papa ouvirá a confissão de quatro jovens em um ato que acontecerá na Quinta da Boa Vista.

Em seguida, ele tem encontro com jovens presos no Palácio São Joaquim, residência do arcebispo do Rio, localizada no bairro da Glória, na zona sul. No local, o pontífice fará oração do Angelus Domini do balcão central do Palácio São Joaquim.

Por volta das 18h, acontece a via-crucis na praia de Copacabana. Será o terceiro ato central da Jornada com um discurso do papa.

27.jul.

No sábado, o dia de Francisco começa com uma missa na Catedral São Sebastião com a presença dos bispos da Jornada Mundial da Juventude e de sacerdotes.

Logo após, ele se encontrará com representantes da sociedade no Teatro Municipal, do Rio de Janeiro. O papa deve fazer um novo discurso. Às 13h30, o pontífice almoça com bispos da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos no Brasil) no refeitório do Palácio Apostólico do Sumaré.

A partir das 19h30, o papa Francisco estará em Guaratiba, em um local batizado de Campus Fidei, onde participa de vigília de oração com jovens.

28.jul.

No domingo, o papa realizará às 10h uma missa em Guaratiba e fará a oração do Angelus Domini. No local, o pontífice vai anunciar onde será a próxima Jornada.

Às 17h30, Francisco participará de um evento no Riocentro no qual vai agradecer os voluntários que trabalharam na Jornada.

Por volta das 19h, ele embarca de volta para Roma (Itália). O discurso de despedida acontece no aeroporto do Galeão.

29.jul.

O papa Francisco deve chegar no aeroporto de Roma Ciampino por volta das 11h30 (horário local).

Mais informações em http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/07/1310853-confira-agenda-do-papa-francisco-no-brasil.shtml

Desejo, de todo o meu coração, que a vinda do Santo Papa seja mais que uma benção em nosso país. Que traga ainda mais vontade aos jovens de seguir na fé, de fazer a diferença, de ser a imagem de Jesus no mundo. Que o amor, a fé e a caridade se espalhem com tamanha força que faça com que as sementes que serão plantadas pelo Papa floresçam e se fortifiquem após sua volta à Roma.

Aos participantes da Jornada Mundial da Juventude no Rio, desejo que Deus os abençoe e fortaleça ainda mais a fé e a vontade de seguir no caminho que vocês já têm.

Aos que acompanharão de longe, como eu, vamos orar por todos os momentos e participar com a mesma alegria! É um momento mais que especial para a Igreja e, mais ainda, para a nossa vida de cristãos.

Abraços,

Anna Motzko

Universidade [SECRETA] de São Paulo – saiba mais sobre o curso que poucos conhecem

Eu já tinha ouvido falar dessa história, mas não sabia se a informação procedia. Pelo jeito, é real mesmo!

TODO ANO, MELHORES DA FUVEST RECEBEM CONVITE PARA TENTAR CURSO “SECRETO” DA USP

Por Folha de São Paulo, 14/07/2013

Luan Granzotto, 24, pensou que o vestibular da USP já tivesse acabado. Enfrentou a via-crúcis de provas no fim de 2012 e passou em 12º lugar no curso de letras, com 849 vagas.

Mas em maio, enquanto estudava literatura clássica para uma prova, recebeu uma carta da faculdade. “Abri. Era um convite para conhecer o curso de ciências moleculares.”

Ele havia sido convocado a tentar entrar na “graduação secreta” da USP. Secreta porque, apesar de existir há 23 anos, a formação de ciências moleculares não aparece no manual de vestibulandos da Fuvest.

“Selecionamos quem já foi aprovado, e bem”, diz Antonio Martins Figueiredo, que coordena o curso –um misto de biologia, química, física e matemática.

O curso não é subordinado a nenhuma faculdade do campus. As aulas acontecem na “Colmeia”, apelido das salas vizinhos ao restaurante da USP.

A cada ano, cerca de cem pessoas se candidatam a entrar no que alunos chamam de “a elite da universidade”. Há 25 vagas abertas –nem sempre todas são preenchidas.

O segundo vestibular para quem já enfrentou o vestibular acabou de acontecer. A primeira fase, de perguntas discursivas, restringiu-se às quatro matérias que formam a grade, mais inglês. E é “impossível de difícil”, segundo André Humberto, 22, que passou em psicologia e fez a prova há quatro anos (não passou).

A segunda fase –uma mesa-redonda com os concorrentes– é na primeira semana de julho. Certa vez, um professor levou pepino, batata, clipe de metal, moeda de cobre e lâmpada. “Com isso, é possível fazer uma bateria e acender a luz.” Os alunos que se virassem com o experimento.

A deste ano foi na semana retrasada. O resultado é divulgado sem notas –o candidato apenas fica sabendo se entrou ou não. Os aprovados se autodenominam “os moleculentos”.

“São poucos alunos, convivendo o dia inteiro. Tirando que tem um mínimo divisor comum, são pessoas extraordinárias”, diz uma aluna do quarto ano (todos os atuais estudantes com os quais a sãopaulo conversou preferiram não se identificar).

PEDE PRA SAIR

Se poucos entram, menos ainda duram até o final do curso. O biólogo Fernando Rossine, 26, ingressou em 2005. Sua turma começou com 15 pessoas. Antes do segundo semestre, eram dez. No dia de formatura, sete.

A um semestre de pegar o diploma, o próprio Fernando decidiu retornar para a biologia, por “uma questão de insatisfação pessoal”.

Um dos imbróglios era a rigidez da grade curricular. Quando Fernando se recusou a fazer uma matéria, teve de se submeter a um “tribunal” de professores. Acabou absolvido –permitiram que ele terminasse o curso.

Em casos extremos, permite-se que o estudante tranque a matéria. “Mas são exceções”, diz o coordenador da carreira, Figueiredo. Um exemplo recorrente: depressão profunda.

As aulas são pesadas e muitas. Na sexta-feira, as classes têm o dia livre. “Para pode estudar”, diz Figueiredo.

Agregou-se à carga draconiana um desafio físico: a sala oficial está em reforma, então cada matéria é dada num prédio da USP. “Andamos uns 40 minutos entre uma aula de biologia e outra de matemática”, diz uma aluna. “Assim também vamos ficar os mais magros, além de os mais inteligentes.”

Luan, o aluno de letras convidado, não foi à prova deste ano. “Conversei com conhecidos que fizeram. Não é muito a minha. Mas que foi bacana ter sido convidado, ah, isso foi.”

Foto da lousa do curso de ciências moleculares, na USP, no final da aula de química do professor Roberto Torrezi

Foto da lousa do curso de ciências moleculares, na USP, no final da aula de química do professor Roberto Torrezi

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2013/07/1309612-todo-ano-melhores-da-fuvest-recebem-convite-para-tentar-curso-secreto-da-usp.shtml

Anna Motzko

 

caminho para não-sei-onde

se sei, ao certo onde quero chegar?

não, não sei.

topo tudo aquilo que me aparece.

tudo pode ser uma pista, um ‘x’ no mapa.

nem sempre é fácil chegando ao ‘não-sei-onde’, mas saio transformando o asfalto na minha estrada estrada de tijolos amarelos.

e, no dia em que chegar, saberei que cheguei.

e terei a certeza de que trilhei, o tempo todo, pelo caminho certo.

Anna Motzko

Harry Potter – talvez não seja o fim!

Saber se é verdade ou não, a gente nunca sabe. Principalmente depois que até os ceús disseram que era o fim da saga. Mas sempre é válido compartilhar uma notícia que a gente torce pra que seja real [e o mais rápido possível, de preferência!]. Eu sou super, mega, hiper apaixonada por Harry Potter – filmes, livros, álbuns de figurinha, figurino, etc e tal. Espero MESMO ter o prazer de uma nova obra 😉

OUTRO LIVRO DE HARRY POTTER PODE ESTAR A CAMINHO. SERÁ?

Por Vá Ler Um Livro, em 12/07/2013

Ao que tudo indica, a autora da série Harry Potter, J. K. Rowling, está escrevendo um oitavo livro que dá continuidade às aventuras na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Nos últimos dias, diversos sites e blogs estão noticiando o possível lançamento de dois novos livros, e a confirmação veio após uma entrevista dada pela escritora ao The New York Times.

Rowling confessou não gostar de despedidas e que não superou o término das aventuras que seus personagens viviam no mundo mágico. Anteriormente, alegou que não haveria novos livros, há não ser que uma boa ideia lhe viesse… e foi o que aconteceu. Segundo informou à imprensa americana, ela mal tem conseguido dormir por estar tão focada no novo projeto e com as ideias que lhe surgem à mente. “Não consigo passar nem mais 10 minutos sem escrever”, comenta.

Respondendo a pergunta que mais se repete entre os fãs da saga, Rowling informa: “quando eu terminar o oitavo livro, os fãs verão que Harry não será o protagonista. Eu acho que já contei a história dele”. O foco dessa nova trama não será nos antigos personagens, mas em seus filhos; a maioria tendo aparecido no livro “Harry Potter e as relíquias da morte”.

A história pretende dar continuidade ao final do sétimo livro, e um novo início para novas vivências e segredos em Hogwarts. “Hermione e Draco nunca se deram bem durante os sete livros, mas não posso dizer que o mesmo ocorrerá com Rose e Escórpio”, instiga a autora (sendo Rose filha de Hermione e Rony, e Escórpio filho de Draco). Finalizando e, por consequência, aumentando a curiosidade dos “pottermaníacos”, Rowling finaliza a entrevista dizendo que não demorará muito para que todos possam conferir a história.

ERRATA:

Em relação a entrevista citada cedida ao The New York Times, não foi encontrada.

Todas as fontes utilizadas foram sites que noticiam sobre o universo de Harry Potter e literatura em geral.

Disponível em: http://valerumlivro.mtv.uol.com.br/2013/07/12/j-k-rowling-confirma-novo-livro-de-harry-potter/

Abraços,

Anna Motzko

sobre Cinépolis e zumbis

Nunca fui muito chegada a essa coisa de zumbis e seres ‘não existentes’, mas ontem me rendi ao tão falado Guerra Mundial Z – confesso que, primeiramente, muito mais me incentivou o fato de saber que veria Brad Pitt do que o ‘Z’ propriamente dito.

Fui ao recém inaugurado Cinépolis do São Bernardo Plaza Shopping. Me surpreendi – pois não esperava nada muito ‘uau’ – com um cinema super bacana, nada comparado a Playarte e Cinemark que temos sobrando aqui no ABC. O atendimento foi de primeira, dá pra escolher o assento e a sala é bastante aconchegante, contando até com cadeiras reclináveis. Na minha opinião, nota 10 e recomendo!

Sobre o filme: é uma super mistura de ação, suspense e terror (é possível dar umas puladas da cadeira em muitas cenas!). Brad Pitt está no papel de Gerry Lane, funcionário da ONU e protagonista da trama. O mundo começa a ser repentinamente invadido por um algo semelhante à raiva. Os infectados ficam todos muito loucos, mordem pessoas sadias e essas se tornam também infectadas – resumindo, todos vão virando ZUMBIS. Feios, horrorosos, medonhos!

Gerry Lane tenta salvar sua família a todo custo, até ser convocado pelas Nações Unidas, para comandar a busca pela fonte dessa infecção.  Enquanto a pandemia se espalha rapidamente, Lane viaja pelo mundo em busca de respostas.

É um filme que vai a 200 por hora do início ao fim. Não tem aquela partezinha chata, que dá soninho, não. É alucinante – e dá pra sair do cinema com medo de barulhos estranhos e de ficar sozinho em locais escuros.

A atuação do Brad Pitt, pra mim, está ótima. Aos que disseram que ele já está velhinho (tadinho!), fiquem tranquilos: isso não atrapalhou em nada!

Aos poucos, deixo de lado meu preconceito em relação a filmes fantasiosos demais. Parabéns, Marc Foster 😉

Cinema e filme recomendados, desejo um ótimo domingo a todos!

P.S. – Achei o valor da entrada bem bacana também: 20 reais no fim de semana. Estudante paga meia.

Abraços,

Anna Motzko

Sociopatas – por aqui e por aí!

Texto interessantíssimo de Lorena Robinson, disponível em Literatortura.

Ficam dicas de boas leituras e filmes pra quem, como eu, curte coisas muito loucas 😉

OS 10 MAIS PERTURBADORES SOCIOPATAS DA LITERATURA

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – que, como o próprio nome sugere, é um manual para profissionais da área de saúde mental, o qual lista transtornos e critérios para diagnosticar os mesmos – a “sociopatia” é um termo vulgarmente conhecido para Transtorno de Personalidade Antissocial.

O Transtorno é definido como um padrão pervasivo de desprezo e violação dos direitos do próximo, acompanhado de desdém e inconformidade perante às normas sociais estabelecidas. É marcado pela impulsividade, agressividade, extrema imprudência em relação à segurança, dissociabilidade familiar e uma ausência de remorso caracterizada por “indiferença ou racionalização ao ter manipulado, ferido, maltratado ou roubado outra pessoa”. Um sociopata é indiferente aos sentimentos dos outros e não constrói quaisquer laços afetivos, sendo muitas vezes incapaz de chegar a conviver com animais domésticos (e muito menos ter apreço pelo sentimento destes).

Embora despertem notável curiosidade, nós provavelmente não iríamos querer conhecê-los pessoalmente, trabalhar com eles ou até mesmo namorá-los. O problema é que, segundo as estatísticas, talvez o façamos. A psicóloga Martha Stout – instrutora clínica em psiquiatria na Harvard Medical School há 25 anos – estima em seu livro “The Sociopath Next Door” (Meu Vizinho é um Psicopata, no Brasil) que 4% da população é composta por sociopatas inconscientes, que não possuem empatia ou sentimentos afetivos por humanos ou por animais.

4% pode não parecer muito. Mas, usando os Estados Unidos como exemplo, significa que 12 milhões de americanos são sociopatas. Porque os sociopatas são implacáveis e impiedosos com seus rivais, capazes de qualquer coisa para alcançar seus objetivos – e, ao mesmo tempo, são ótimos em fingir se importarem com as pessoas – eles podem ser incrivelmente destrutivos. Eles seriam rapidamente descobertos em pequenos grupos, mas em uma sociedade tão grande quanto a nossa eles podem chegar a alcançar posições de muito poder e influência.

É possível que muitos de nós já estivéssemos familiarizados com as características e definições de um sociopata, principalmente por conta das constantes abordagens e aparições na literatura e no cinema. Por serem livres da culpa, das consequências emocionais e dos dilemas morais que assolam as outras pessoas, é no mínimo instigante conhecer e analisar personalidades sociopatas (de uma distância segura).

Vamos conhecer agora alguns dos inesquecíveis sociopatas da literatura:

10. Becky Sharp — Vaidade e Beleza, de William Makepeace Thackeray

Habilidades: Bilíngue (Francês e Inglês), possui uma voz encantadora, é uma talentosa atriz e pianista, além de graciosa e charmosa.

Becky é o que podemos nos referir como uma “batalhadora nata”. Uma órfã cujo objetivo é ascender socialmente, independente do que for preciso. Becky seduz maridos alheios, engana credores, ajuda seu próprio marido a trapacear nos jogos, e provavelmente chegou a matar alguém só pelo dinheiro do seguro de vida. Ela é incapaz de criar laços ou mostrar afeição sincera para qualquer um, nem mesmo ao seu próprio filho (ao qual ela negligencia e desdenha) e marido (ao qual abandona em detenção para que ela possa dormir com outros homens a fim de ganhar notoriedade social). Tudo isso sem um vislumbre sequer de culpa.

Citação: Lady Jane descreve Becky como “uma mulher perversa – uma mãe insensível, uma esposa falsa. Ela não teve uma família, mas se esforçou para trazer consigo a miséria e enfraquecer as mais sagradas afeições com todas as suas bajulações e mentiras… sua alma é negra com a vaidade, o mundanismo e toda a sorte de crimes. Eu estremeço quando a toco. Eu mantenho meus filhos longe de sua vista.”

9. Anton Chigurh — Onde Os Fracos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy

Habilidades: Implacável, inflexível e quase, quase indestrutível. Capaz de resistir a ossos quebrados e diversas injúrias físicas que abateriam qualquer um.

Esse assassino a sangue-frio obtém imenso prazer em matar pessoas (principalmente perfurando seus crânios com uma furadeira). Chigurh vingava-se impiedosamente, tirando vidas sem qualquer remorso e, algumas vezes, chegando a determinar se deve ou não matar alguém através de um simples cara-ou-coroa.

8. Tom Ripley — série The Ripliad, de Patricia Highsmith

Habilidades: Seus hobbies incluem forja, jardinagem, arte e, é claro, a criação de métodos inovadores de assassinato.

Se Becky Sharp de Vaidade e Beleza tivesse um perfil no “Match.com” ou “E-harmony”s da vida, provavelmente combinaria com o de Tom Ripley. Como Becky, Tom é um órfão que tem como maior aspiração ascender socialmente, integrar-se na elite da sociedade. Não contente em ser um vigarista na cidade de Nova York, Tom encontra um moço rico, mata-o com um remo e assume sua identidade. No curso dos cinco romances, Tom – descrito por Highsmith como “cortês, bem disposto e completamente amoral” – aproveita a “boa vida” usando o dinheiro do falecido e, insensivelmente, assassina qualquer um que ouse começar a suspeitar de sua fraude.

7. Hannibal Lecter —Dragão Vermelho e outros, de Thomas Harris

Habilidades: Psiquiatra licenciado e renomado, extremamente charmoso, epicurista, bibliófilo (tomem cuidado) e amante da música. Se você não soubesse de seu canibalismo e de seus assassinatos em série, ficaria tentado a convidá-lo para um jantar ou para uma reunião entre amigos. (Só não sirva Chianti).

Outro órfão! Lecter assistiu sua irmã ser vítima de canibalismo quando tinha apenas 8 anos de idade. Por conta disso, começa a matar todos os homens que tiveram um papel na morte dela – mas não para por aí. Acaba por tornar-se um prolífico assassino em série e um canibal sedento de sangue, mais tarde chegando a escapar da prisão ao cortar o rosto de um guarda vigilante e usar sua pele como máscara.

Em outro momento, declara: “Certa vez um recenseador tentou me testar. Comi o fígado dele com favas e um bom vinho.”

Nota-se que Lecter não é um dos mais sutis.

6. Frank — The Wasp Factory, de Iain Banks

Habilidade: Ele é escocês, então provavelmente possui um sotaque encantado, mas exceto isso não possui muitas qualidades redentoras.

Nós conhecemos Frank com seus 16 anos, para descobrir que nessa idade ele já esteve ocupadíssimo matando três crianças – quando tinha apenas 10 anos de idade – o que explica como sendo “somente uma fase”. Ele cria um aparelho que força vespas a escolherem o método através do qual se darão suas respectivas mortes (morrerão queimadas? Afogadas em urina? Fatiadas? Comidas por uma aranha? Tantas opções!) e ritualisticamente mata animais de grande porte para colocar suas cabeças em “mastros de sacrifício” ao redor da ilha onde mora. E, apesar disso, seu pai e seu irmão fazem com que ele pareça a personificação da santidade, digno de uma canonização.

Citação: “É claro que eu estava fora de casa para matar coisas. De que outra forma eu poderia conseguir cabeças e corpos para os Mastros e para o Paiol, se não matasse nada? Não há mortes naturais suficientes. E ainda assim, é impossível fazer com que as pessoas entendam isso.”

5. Iago — Otelo, de William Shakespeare

Habilidades: Mentiroso consumado, mestre em manipulação e instigantemente maquiavélico.

Como assessor “honesto” e “confiável” de Otelo, Iago podia até ter sido um competidor para o “Funcionário do Mês” – até que foi rejeitado para uma promoção. Ele planeja derrubar Cássio (que pegou sua promoção), convence seu chefe de uma suposta infidelidade de sua esposa e planeja destruir Otelo sem ser percebido. Tudo isso antes de matar seu aliado e convencer Otelo a matar a própria esposa. Um estudioso de Shakespare afirmou que “a maldade em nenhum outro lugar foi antes representada com tanta maestria como no personagem de Iago.”

 

4. Cathy Ames (ou Kate Amesbury) — A Leste do Éden, de John Steinbeck

Habilidades: Especialista em desejos sexuais depravados e talentosa em imitar emoções verdadeiras.

Finalmente, um sociopata em nossa lista com pais atenciosos e carinhosos! Claro, isso até ela matá-los ateando fogo na casa em que estavam. Cathy acredita que todas as pessoas são tão más quanto ela (e esperamos que ela esteja errada). Enquanto jovem, leva um de seus professores a cometer suicídio, seduz um homem casado e incrimina dois jovens garotos por estupro. Passa sua vida manipulando homens em benefício próprio, chegando a casar com um homem no qual atira a sangue frio após tentar, sem sucesso, abortar seus gêmeos com uma agulha de costura. Quando questionada sobre a pretensão de matar o próprio marido, responde: “Se eu quisesse matá-lo, ele não estaria agora vivo. Pode perguntar aos meus pais.” Ela abandona sua família, muda o nome para Kate Amesbury e vai trabalhar em um bordel no qual faz amizade com a dona do estabelecimento a fim de angariar sua simpatia – e então começa a, vagarosamente, envenená-la até a morte. Ela transforma o bordel em um covil de depravação cujo foco são os mais obscuros desejos sexuais, e coleciona material de seus clientes para usar em posteriores chantagens. Quando um de seus filhos descobre que sua mãe, na verdade, não está morta, e sim comandando um bordel deste porte, comete suicídio. Cathy/Kate permanece na total indiferença.

3. Alex — Laranja Mecânica, de Anthony Burgess

Habilidades: Possui um enorme senso de liderança e um talento para gírias bizarras.

Alex e seus “drugues” eram tão “hardcore” que referir-se aos seus atos como violentos seria um eufemismo. Suas noites de ultra-violência incluíam assalto, estupros, espancamento de moradores de rua, roubos, brigas violentíssimas, entre outros.Quando parava de drogar e estuprar menininhas de 10 anos de idade e de assassinar as mulheres mais velhas, Alex passava os dias descansando em seu apartamento, fantasiando sobre mais violências enquanto relaxava ao som de música clássica. Nem a cadeia foi o suficiente para reformá-lo. Acaba espancando até a morte um colega de cela ao qual achava desagradável e isso faz com que, então, seja convidado a participar de uma técnica experimental para controlar seus impulsos obscuros a fim de inserí-lo na sociedade sem posteriores danos. A partir de então inicia-se a sua conhecida e aclamada (sobretudo bizarra) trajetória, que levanta profundas reflexões a respeito da natureza humana e da vida em sociedade.

2. Kevin — Precisamos Falar Sobre o Kevin, de Lionel Shriver

Habilidades: Exímio arqueiro.

Descrito como portador de “uma apatia tão absoluta que é quase como um buraco no qual você pode perder-se dentro”, Kevin mostrou-se frio e insolente assim que saiu do ventre de sua mãe. Suas maiores maldades e seu maior desprezo são reservados especialmente a ela – e acaba tendo outro filho apenas para se sentir conectada com algum membro de sua família –, embora as tendências malignas de Kevin não se estendam somente a genitora. Dentre outros atos perversos, Kevin mata o hamster de estimação de sua irmã e é suspeito de cegá-la com um desinfetante. Apesar de todos esses “pormenores” (nos quais a perversidade passa despercebida aos olhos de outras pessoas além de sua mãe, Eva), seu pai decide que seria ótimo ensiná-lo a tornar-se um exímio arqueiro – um hobby bastante adequado a um jovem psicopata, por sinal. Evitando estragar uma instigante experiência com o livro ou com o filme, não serão ditos spoilers. Basta dizer que é um tanto óbvio que as coisas terminem de uma maneira não muito boa.

 

1. Patrick Bateman — Psicopata Americano, de Bret Easton Ellis

Habilidades: Um estiloso e bem-sucedido bancário, com um extenso conhecimento de músicas dos anos 80.

Entre comparar cartões de visita e tomar coquetéis com outros investidores bancários, Patrick se ocupa com insensíveis assassinatos e sessões intensas de tortura. Após matar um colega de trabalho, perde o controle de seus impulsos violentos e passa a praticar necrofilia, canibalismo (chega a fazer bolo de carne com uma moça), mutilação e horripilantes assassinatos envolvendo motosserras, furadeiras e até mesmo ratos. O charme de Bateman, seu completo desapego a tudo e a sua ausência absoluta de emoção ou remorso faz com que ele seja o mais perturbador sociopata de nossa lista.

Para os escritores e cineastas, é interessante criar personagens sociopatas porque eles são, sobretudo, imprevisíveis. Eles fazem o que querem, quando querem, sem qualquer remorso. Os sociopatas criam polêmicas e reviravoltas que prendem o leitor; este acaba ficando imerso e chocado, ao mesmo tempo, com o particular universo desregrado dessas figuras.

O interessante é que muitos desses personagens (senão todos) fazem com que o seu Transtorno passe despercebido por todos a sua volta. Minimamente alarmante, não?

Disponível em http://literatortura.com/2013/07/os-10-mais-perturbadores-sociopatas-da-literatura/

Comentários de O mundo girando: Parabéns, Lorena, pelo ótimo texto. Seu trabalho de pesquisa ficou maravilhoso e, por isso, fiz questão de compartilhar em meu blog. Já que estamos rodeados por esses ‘seres’ [rs], não custa nada saber um pouquinho mais sobre como identificá-los, não é mesmo? Hahahaha!

Abraços,

Anna Motzko

Só mais um na multidão? Jamais!

Entre vídeos, Facebook e tudo o mais que a internet poderia me oferecer nessa sexta à noite, fui parar no texto simples [e perfeito!] da jornalista Bruna Grotti e, putz! É bom pra caramba perceber que não se está sozinho nesse mundo.

É que eu vivo me sentindo uma aberração na humanidade – e muitos me encaram como uma mesmo, principalmente quando digo que sou totalmente avessa a rotinas e muitos planos e ainda gosto de jiló. E é mais que necessário que eu divida essas palavras tão bem pensadas.

Espero que seja de muita utilidade a vocês, como foi pra mim.

PELO DIREITO (OU DEVER) DE NÃO SER MAIS UM NA MULTIDÃO

Por Bruna Grotti, jornalista e cantora

E aí que você caiu de paraquedas nesse mundão. Assim mesmo. Sem pedir, sem saber, sem pagar, sem receber. O troféu por ter vencido a tão disputada maratona de espermatozoides foi uma recompensa chamada vida. Tendo a vida em mãos, a sua primeira pergunta foi: mas o que é que eu faço com isso? A resposta do mundo foi a mais econômica possível: simplesmente viva – por mais que ninguém tivesse explicado para você o que isso significa. O manual de instruções da vida? Desde os tempos mais remotos, não se sabe onde ele foi parar. Alguém deve ter colocado para reciclar na última faxina, achando que era uma simples receita de bolo de laranja ou o rascunho da redação do último Enem. E agora, José?

Agora é você no meio da multidão. É mais um paulistano apressado no metrô da Sé às seis da tarde, mais um turista esperando para subir no Cristo Redentor, mais um folião seguindo o trio elétrico no carnaval da Bahia. A princípio, você é só mais um grãozinho de areia nesse mar de gente, uma gota de sangue nos seis litros que irrigam o corpo do moço da banca de jornal, uma folhinha na copa de uma árvore frondosa. Um igual entre iguais. Mas fazer diferente é possível. E só depende de você. Afinal, deram-lhe um nome, 23 pares de cromossomos, cara, coragem e uma caixa de lápis de cor para pintar as paisagens que você vê e os caminhos por onde você passa. Basta saber usar essas armas com criatividade.

Você pode colorir sua vida como quiser, mas opta por pintar o sol de amarelo, o céu de azul e a natureza de verde – como todo mundo faz. Acordar xingando o despertador e pisando com o pé direito para evitar mau agouro – como todo mundo faz. Reclamar do trânsito e da chuva logo cedo – como todo mundo faz. Trabalhar infeliz das 9h às 18h, chegar em casa, sentar-se no sofá e colocar os pés sobre a mesinha de centro da sala – como todo mundo faz. Dar um beijo mecânico na sua companheira e passar o jantar inteiro reclamando da última reorganização na empresa – como todo mundo faz. Colocar a cabeça no travesseiro e pensar nos problemas que você terá que resolver no dia seguinte – como todo mundo faz.

Ou pode optar por viver com originalidade. Por pintar o sol de violeta e a natureza de laranja, como num quadro de Picasso; por acordar com aquela música que o faz sorrir; por aproveitar o tempo dentro do ônibus relendo o livro favorito da sua infância; por trabalhar com aquilo que o faz feliz, mesmo que não seja a profissão que lhe traga mais dinheiro; por chegar em casa e botar as mãos na massa – literalmente – na hora de preparar aquela comidinha deliciosa; por planejar os programas do próximo final de semana durante o jantar; por colocar a cabeça no travesseiro e acreditar que a inspiração para resolver aquele problema chato pode vir durante a madrugada, na forma de um sonho. Por ser o grão de areia que grudou no chinelo do turista, a gota de sangue que participou de uma bem-sucedida transfusão, a folhinha que aproveitou a última ventania para se emaranhar no cabelo da menina.

É preciso originalidade para não se deixar engolir pelo mar de gente. Se é fácil? Bom, se viver fosse fácil, a gente nasceria rindo, e não chorando. Se vale a pena? Quem arriscou diz que vale – e muito. Arrisque você também. Num mundo que preza pela liberdade de escolha, você pode ser o que quiser: multitarefas, multicolorido, multiuso, multirracial, multimídia, multidisciplinar e até multi-instrumentista. Tem certeza de que, com tantos “multis” disponíveis, você vai escolher ser só mais um na multidão?

Disponível em http://www.casalsemvergonha.com.br/2013/06/28/pelo-direito-ou-dever-de-nao-ser-mais-um-na-multidao/

Uma linda noite de sexta e um super fim de semana!

Anna Motzko