Um domingo e um filme inspirador

Depois de quase cinco anos da estreia, me rendi a Comer, Rezar e Amar. Não havia assistido por falta de oportunidade mesmo – coisa que estou me permitindo agora 🙂

É incrível como alguns dilemas que já estudei podem mesmo acontecer na minha própria vida. A arte imita a vida? Ou seria o contrário? Pois o filme [apaixonante!] foi como uma gravação do meu estado de espírito atual e de tudo o que eu passei pra chegar até aqui, fazendo com que eu me tornasse fã do longa logo de cara.

Não pretendo me alongar muito nos comentários sobre o filme, até porque acredito que meio mundo já assistiu (se eu conseguir te deixar curioso, não perca tempo!), mas, sim, naquilo que pode ser o grande dilema da vida de muita gente.

Manter-se acomodado ou mudar radicalmente? Se optar por ficar onde está, até onde perde e até onde ganha? E se decidir pela mudança, como deixar de lado os medos, inseguranças? Como dar o primeiro passo sem saber o que me espera? E até que ponto seguir os padrões é estar seguro?

Não precisei me divorciar, passar um tempo em Roma, meditar na Índia e conhecer um grande amor em Bali para sentir que era tempo de sacudir a poeira. Durante um tempo [tempo longo, diga-se de passagem] eu tive uma vida todo-dia-igual. Ai, como era chato! Da casa pro trabalho, do trabalho pra faculdade. Sempre procurando o que me fizesse sair dessa rotina, porém era tudo momentâneo, sabe? Uma viagem… Um corte de cabelo… Compras no shopping. E a semana começava outra vez. TODO-DIA-IGUAL. Decidi, então, mudar de emprego. E o mundo nunca viu tantos currículos meus! Só Jesus na causa.. Porém nada aparecia. Quando aparecia e até quando dava certo, eu não me sentia segura para largar os meus dias todos iguais para aquela coisa nova.

A verdade? Eu não estava atrás da mudança. Eu estava fugindo da minha rotina, mas sem foco, sem saber pra onde ir, sem coração envolvido, entende? Que pavor! Cheguei a pensar que terminaria minha faculdade e ficaria olhando para o nada, com um diploma na mão.

A aflição de estendeu até o dia em que eu me permiti ‘meditar na Índia’. Sim… Silenciei a minha mente. Decidi dar uma pausa na minha fuga e ouvir o que vinha de dentro. Tentei encontrar a resposta para “o que eu estou querendo?”.

E não é que deu certo? Pensei no que estava fazendo, no que estava buscando… E vi que já era hora de encontrar aquilo que me faria feliz todos os dias, aquilo que me deixaria cheia de vontade de levantar da cama e enfrentar, e ver acontecer.

Não foi fácil. Pensei que não fosse capaz. Medo – ah, o medo. Medo de que achassem um absurdo largar o certo pelo duvidoso (como muitos dizem!). Não tive a sorte de encontrar Ketut [rs], mas fiz planos e decidi fazer dar certo.

Deu certo! Hoje, suspeito que meu ano vai ser de um jeito, mas não tenho certeza de absolutamente nada. Quero e farei de tudo para que continue saindo tudo conforme o desenho dos meus sonhos.

E o que aprendi com tudo isso? Que não há sensação melhor que ter a recompensa pela sua luta. Que ver um sonho se tornar real é coisa de outro mundo. E que ouvir a tal ‘voz interior’ ajuda e MUITO!

Assim, recomendo o filme e as aventuras da vida. Não ter certeza do dia de amanhã pode ser muito, muito excitante!

Beijos e abraços,
Anna Motzko

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