Aos que ainda aguardam O FIM em 21 de dezembro.

Ah, fala sério! Você é um desses? Acha mesmo que isso tudo acabaria assim, de forma tão trágica e sem graça?

Prefiro nem me estender muito sobre o assunto. Não costumo ser muito a favor de opiniões de cientistas quando se trata de assunto que relaciona a ciência, as culturas e as religiões. Mas, nesse caso, sou praticamente obrigada a apoiá-los.

Se o mundo um dia acabar, atribuo esse acontecimento a nós, seres humanos, que não sabemos tratar o lugar em que vivemos. As possíveis causas para um ‘fim’ estão sempre relacionadas a ações cometidas por nós todos – e não se inclua fora dessa, pois TODOS TÊM SUA PARCELA DE CULPA.

Mas, enfim… Não custa nada aguardar e ver o que os doidos de plantão pretendem fazer daqui pouco mais de uma semana.

Fiquem com uma notícia quentinha sobre o assunto, publicada hoje, 12/12/12 – aliás, NADA DE MAIS aconteceu nessa data tãaaao-cabalística!

CIENTISTAS DIZEM QUE O ‘FIM DO MUNDO’ ESTÁ LONGE.

Por Laurent Banguet para o UOL, em 12/12/12

A suposta profecia maia do fim do mundo não será cumprida, mas agonia até o Apocalipse do planeta será lenta, alertam cientistas.

“A ideia de que o mundo acabará subitamente, por uma causa qualquer, é absurda”, declarou David Morrison, cientista da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) e especialista da vida no espaço.

“A Terra existe há mais de quatro bilhões de anos e passarão muitos anos antes de o Sol tornar nosso planeta inabitável”, insistiu o cientista, que criticou as “ridículas” versões que preveem o fim do mundo no próximo 21 de dezembro de 2012, data atribuída ao calendário maia.

Em quase cinco bilhões de anos, o Sol se transformará em um “gigante vermelho”, mas o calor crescente terá, muito antes, provocado a evaporação dos oceanos e o desaparecimento da atmosfera terrestre. Só depois é que o astro vai se resfriar até a extinção, mas “isto não nos dirá respeito”, explica o cientista. “Até lá, não existe nenhuma ameaça astrônomica ou geológica conhecida que poderia destruir a Terra.”

Alguns dizem que a ameaça poderia vir do céu, como demonstram famosas produções de Hollywood que descrevem gigantescos asteroides em choque com a Terra.

Uma catástrofe similar, que implica um astro com 10 quilômetros a 15 quilômetros de diâmetro, caiu sobre a atual península mexicana de Yucatán há 65 milhões de anos, causando a extinção dos dinossauros. Os astrônomos da Nasa afirmam que não é provável que aconteça uma catástrofe similar, em um futuro previsível.

“Estabelecemos que não há asteroides tão grandes perto de nosso planeta como o que terminou com os dinossauros”, disse o cientista, acalmando os temores de alguns sobre um fim do mundo em breve.

Além disso, se um asteroide provocou a extinção dos dinossauros e de muitas espécies, não erradicou toda a vida na Terra. A espécie humana teria a oportunidade de sobreviver, destaca.

Pandemia e aquecimento  

Sobreviver a uma pandemia mundial de um vírus mutante, do tipo gripe aviária H5N1, poderia ser mais complicado, mas “não provocaria o fim da humanidade”, explica Jean-Claude Manuguerra, especialista em virologia do Instituto Pasteur de Paris, na França.

“A diversidade de sistemas imunológicos é tão importante que há pelo menos 1% da população que resiste naturalmente a uma infecção”, afirmou o especialista à revista francesa Sciences & Vie.

Apesar da tese de uma guerra nuclear ter perdido força desde o fim da Guerra Fria, não desapareceu completamente. O número de vítimas dependeria de sua magnitude, mas inclusive um conflito regional – como entre Paquistão e Índia – bastaria para causar um “inverno nuclear” com efeitos em todo o planeta, como uma queda das temperaturas que impossibilitaria a agricultura.

Mas os cientistas demonstram inquietação com a mudança climática a alertam que o aquecimento do planeta é o que mais se parece com o temido fim do mundo.

E desta vez não são simples temores e hipóteses. Secas, tempestades e outras catástrofes naturais se tornariam mais frequentes e intensas com o aumento das temperaturas mundiais, que poderiam registrar alta de +2°C, +4°C e até +5,4°C até 2.100.

Isto equivaleria a um suicídio coletivo da espécie humana, advertem os cientistas, que intensificam os pedidos para conter o devastador aquecimento do planeta.

P.S. Se acabar, acabou. (pensei em deixar um recado, mas.. quem daria conta de passá-lo à frente? hahahahahaha!)

Beijos.

Anna Motzko

FIM DA CRUELDADE E EXPLORAÇÃO ANIMAL – o dia mundial.

Repassando, como sempre, ações bonitas e, acima de tudo, necessárias.

EVENTO DE CONSCIENTIZAÇÃO MARCA DIA MUNDIAL PELO FIM DA EXPLORAÇÃO ANIMAL

De coleira cor-de-rosa com aplicações de flores em crochê, saia xadrez, brincos adesivos espalhados pelas orelhas e tipoia com estampa de oncinha, a cadela vira-lata Maia, que se movia com a ajuda de uma cadeira de rodas, atraiu olhares e arrancou sorrisos de quem passou na tarde de hoje (22) pela Fonte Luminosa da Torre de TV, na região central de Brasília.

Maia, uma cadelinha vitoriosa.

Na segunda edição do Dia Mundial pelo Fim da Crueldade e Exploração Animal, organizado na capital federal pela rede de ativistas Libertação Animal Brasília, Maia foi um dos exemplos de casos de crueldades contra os animais.

Segundo a fisioterapeuta Catiucia Ferro, que adotou a cadela há cerca de um ano, Maia foi atropelada intencionalmente em um condomínio residencial na cidade satélite de Sobradinho. Ela teve fratura total da coluna, foi submetida a uma cirurgia, mas perdeu a sensibilidade em parte do corpo e não consegue mover as patas traseiras. Apesar de sua condição física, a cadela é ativa e feliz e é exemplo de superação.

“A maior lição que ela nos traz é a superação, que a gente tem que viver feliz independente da nossa condição física. Toda vez que me vejo triste, olho pra ela e o ânimo volta”, disse Catiucia.

Para evitar esse e outros tipo de violência e maus-tratos contra animais, foram distribuídos, durante o evento, folhetos orientando a população a contribuir para o bem-estar dos bichos.

A representante no Brasil da organização Worldwide Events to End Animal Cruelty (Weeac), responsável pela organização mundial do evento, Patrícia El-moor, destacou que entre as práticas que o grupo deseja abolir estão o uso de animais em experiências científicas; em entretenimento, como circos, touradas e rodeios; para fabricação de roupas e para consumo humano. Ela enfatizou que a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) estabelece a detenção e multa para quem “cometer ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”.

Para estimular novos hábitos, o grupo também montou no local do evento uma banca com alimentos preparados sem qualquer produto de origem animal. Entre os itens oferecidos gratuitamente ao público para degustação, estão canjica de leite de soja; pão sem queijo, feito com polvilho e mandioquinha; coxinha com proteína de soja; e bolos sem ovos e sem leite.

Quem passar pela Fonte Luminosa da Torre de TV também receberá um guia com uma lista de estabelecimentos que oferecem comida vegana, sem produtos de origem animal.

“Nós gostaríamos que todas essas práticas fossem abolidas por completo, mas acreditamos que é por meio de pequenas atitudes e de mudanças gradativas de hábitos que vamos caminhando. Se houver pressão popular pelo fim dos maus-tratos e demanda por alimentos que não sejam provenientes de sofrimento dos animais, haverá mudanças”, ressaltou.

A representante da Weeac no Brasil destacou que uma sociedade em que as pessoas aprendem a respeitar os animais é mais sensível também ao sofrimento humano. Quando as pessoas se sensibilizam em relação ao outro ser, que não só o humano, elas estendem a compaixão a todos à sua volta e se respeitam muito mais. Além disso, há estudos que comprovam que diversos casos de assassinos em série começaram com maus-tratos a animais, disse.

A veterinária Paula Meschesi soube da mobilização por meio de divulgação em redes sociais e decidiu levar os três filhos, o mais novo de 2 meses de idade, para participar das atividades da campanha. “Eu faço questão de criá-los com a consciência da importância do respeito aos animais. Eles se tornam seres humanos melhores e desenvolvem personalidades mais dóceis e carinhosas”, comentou.

O Dia Mundial pelo Fim da Crueldade e Exploração Animal também está sendo marcado por atividades em 30 cidades brasileiras, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Curitiba, e em diversos países, como Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Austrália e Argentina.

Em todos os locais, o evento será encerrado com uma vigília silenciosa na noite de hoje. Cada cidade participante acenderá uma vela simbolizando o luto pelos bilhões de animais que são explorados e mortos para os mais variados interesses humanos.

Fonte: 12/09/22/interna_cidadesdf,323934/evento-de-conscientizacao-marca-dia-mundial-pelo-fim-da-exploracao-animal.shtml

Fiquem também com algumas fotos [retiradas da comunidade Cadeia Para Quem Maltrata Animais, do Facebook] do evento em outros Estados:

Em São Paulo.

No Rio de Janeiro.

Mais uma no Rio, enfatizando o consumo de animais na alimentação.

Em Ponta Grossa, PR.

A quem se interessar pela leitura da Lei de Crimes Ambientais, fica o link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605.htm

A imagem a seguir fica para pura reflexão. Foca os cães, mas é o que nós, amantes dos animais, desejamos a todas as outras raças. O basta ao abuso deve ser já! 

Abraços,

Anna Motzko

 

 

Direitos Humanos? Refresque-me a memória, por favor!

Depoimento de Rafael Aires, via Facebook, em 1 de Junho:

“Tirei essa foto hoje em uma livraria aqui na minha cidade. O senhor, um provável morador de rua estava se divertindo lendo um livro aleatório de literatura da estante, com alguma dificuldade, acompanhando as palavras e as formando aos poucos com os lábios, balbuciando algumas sílabas como vocês podem ver.

Em poucos minutos dois seguranças chegaram andando com pressa acompanhados do gerente, pegaram-no pelo braço e o carregaram para fora à força. O senhor não reagiu, só baixou a cabeça e foi chorando até a rua. Fui atrás, com pena, e pude vê-lo encostar em um muro, sentar no chão e continuar chorando em posição fetal.”

Fica BEM BACANA fazer um contraste desse SITUAÇÃO com o texto da Declaração Universal dos Direitos Humanos, não acham? Vejam só:

Art. 4.º A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique o próximo: assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. 

Art. 5.º A lei não proíbe senão as ações nocivas à sociedade. Tudo que não é vedado pela lei não pode ser obstado e ninguém pode ser constrangido a fazer o que ela não ordene.

A partir de agora, então, MUITO CUIDADO! Nada de vestir a primeira roupa que viu pela frente para ir até a livraria, viu?! Talvez você seja acusado de PREJUDICAR O PRÓXIMO e de agir de forma NOCIVA À SOCIEDADE – sociedade na qual até a literatura tem sido limitada.

A B S U R D O T O T A L!

Anna Motzko