Elysium – um mix de Brasil e cinema hollywoodiano

O trailer me deixou curiosa e o namorado queria assistir. Bora pro cinema, então! ‘Elysium’, que estreou na última sexta-feira (20/09), me pareceu, antes mesmo de assisti-lo, ser um daqueles filmes que viram assunto de conversa entre amigos, justamente por contar com a participação de Wagner Moura, brasileiríssimo, que tem em seu currículo ótimas atuações e é sempre lembrado pelo tal Capitão Nascimento, em Tropa de Elite I e II.

Pois fomos.

E digo que não deixou a desejar, não. O elenco é bacana e a fotografia também. Não é o tipo de filme que costuma me atrair – muuuita ficção! Mas o fato de ser bem feito e contar com bons nomes o fez digno de ser por mim recomendado.

A trama rola num futuro tipicamente hollywoodiano: a Terra é um planeta impossível de se habitar, mas alguns ainda sobrevivem, em meio a um ar super poluído, com falta de condições de se viver em todos os sentidos. Gostei muito da comparação feita por Marcelo Forlani, para o UOL: “o cenário é muito parecido com o que foi mostrado recentemente em Wall-E”. E é mesmo. Porém, nada de robôs fofinhos!

Em vista das condições em que a Terra se encontrava, humanos criaram uma espécie de ‘novo planeta’ – Elysium -, para o qual só alguns poderiam ir. Planeta lindo, com ar puro, árvores verdinhas, mansões, piscinas e cápsulas de cura, capazes de tornar uma pessoa à beira da morte em uma totalmente sadia.

Matt Damon é Max, que vive ‘naquela Terra perdida’ desde sua infância, sonhando com o dia em que será capaz de chegar à Elysium. Já adulto, em seu local de trabalho – onde participava da montagem de robôs que controlavam a vida dos humanos que restavam na Terra – é exposto a uma alta dose de radiação, o que lhe dá apenas cinco dias de vida a partir de então. Encontrando-se nessa situação, Max procura Spider, vivido por Wagner Moura, um tipo de hacker, capaz de, por meios ilícitos, levar cidadãos da Terra à Elysium.

E a doideira do filme começa exatamente aí, no momento em que Max vai fazer DE TUDO para alcançar seu sonho de infância e, agora, o único meio que tem de se salvar da radiação que acaba com ele aos poucos.

Daí em diante, entram em cena Jodie Foster, como Delacourt, chefe da segurança de Elysium, e Alice Braga, como Frey, enfermeira em um hospital de Los Angeles e amiga de infância de Max, que possui uma filha com leucemia e para qual a cápsula de cura seria a única solução.

Indico! Gostei bastante da atuação do nosso brasileiro – mas, particularmente, não curti o fato de ele ter levado para o cinema estrangeiro o vocabulário lotado de palavrões usado em Tropa de Elite. Matt Damon está fantástico! E, pra quem gosta de futurismos e pura ficção, é um prato cheio.

Com certeza, deixarão o cinema desejando que muito do que ali foi visto se tornasse real.

Abraços e boa semana,

Anna Motzko

 

 

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sobre Cinépolis e zumbis

Nunca fui muito chegada a essa coisa de zumbis e seres ‘não existentes’, mas ontem me rendi ao tão falado Guerra Mundial Z – confesso que, primeiramente, muito mais me incentivou o fato de saber que veria Brad Pitt do que o ‘Z’ propriamente dito.

Fui ao recém inaugurado Cinépolis do São Bernardo Plaza Shopping. Me surpreendi – pois não esperava nada muito ‘uau’ – com um cinema super bacana, nada comparado a Playarte e Cinemark que temos sobrando aqui no ABC. O atendimento foi de primeira, dá pra escolher o assento e a sala é bastante aconchegante, contando até com cadeiras reclináveis. Na minha opinião, nota 10 e recomendo!

Sobre o filme: é uma super mistura de ação, suspense e terror (é possível dar umas puladas da cadeira em muitas cenas!). Brad Pitt está no papel de Gerry Lane, funcionário da ONU e protagonista da trama. O mundo começa a ser repentinamente invadido por um algo semelhante à raiva. Os infectados ficam todos muito loucos, mordem pessoas sadias e essas se tornam também infectadas – resumindo, todos vão virando ZUMBIS. Feios, horrorosos, medonhos!

Gerry Lane tenta salvar sua família a todo custo, até ser convocado pelas Nações Unidas, para comandar a busca pela fonte dessa infecção.  Enquanto a pandemia se espalha rapidamente, Lane viaja pelo mundo em busca de respostas.

É um filme que vai a 200 por hora do início ao fim. Não tem aquela partezinha chata, que dá soninho, não. É alucinante – e dá pra sair do cinema com medo de barulhos estranhos e de ficar sozinho em locais escuros.

A atuação do Brad Pitt, pra mim, está ótima. Aos que disseram que ele já está velhinho (tadinho!), fiquem tranquilos: isso não atrapalhou em nada!

Aos poucos, deixo de lado meu preconceito em relação a filmes fantasiosos demais. Parabéns, Marc Foster 😉

Cinema e filme recomendados, desejo um ótimo domingo a todos!

P.S. – Achei o valor da entrada bem bacana também: 20 reais no fim de semana. Estudante paga meia.

Abraços,

Anna Motzko

Sociopatas – por aqui e por aí!

Texto interessantíssimo de Lorena Robinson, disponível em Literatortura.

Ficam dicas de boas leituras e filmes pra quem, como eu, curte coisas muito loucas 😉

OS 10 MAIS PERTURBADORES SOCIOPATAS DA LITERATURA

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – que, como o próprio nome sugere, é um manual para profissionais da área de saúde mental, o qual lista transtornos e critérios para diagnosticar os mesmos – a “sociopatia” é um termo vulgarmente conhecido para Transtorno de Personalidade Antissocial.

O Transtorno é definido como um padrão pervasivo de desprezo e violação dos direitos do próximo, acompanhado de desdém e inconformidade perante às normas sociais estabelecidas. É marcado pela impulsividade, agressividade, extrema imprudência em relação à segurança, dissociabilidade familiar e uma ausência de remorso caracterizada por “indiferença ou racionalização ao ter manipulado, ferido, maltratado ou roubado outra pessoa”. Um sociopata é indiferente aos sentimentos dos outros e não constrói quaisquer laços afetivos, sendo muitas vezes incapaz de chegar a conviver com animais domésticos (e muito menos ter apreço pelo sentimento destes).

Embora despertem notável curiosidade, nós provavelmente não iríamos querer conhecê-los pessoalmente, trabalhar com eles ou até mesmo namorá-los. O problema é que, segundo as estatísticas, talvez o façamos. A psicóloga Martha Stout – instrutora clínica em psiquiatria na Harvard Medical School há 25 anos – estima em seu livro “The Sociopath Next Door” (Meu Vizinho é um Psicopata, no Brasil) que 4% da população é composta por sociopatas inconscientes, que não possuem empatia ou sentimentos afetivos por humanos ou por animais.

4% pode não parecer muito. Mas, usando os Estados Unidos como exemplo, significa que 12 milhões de americanos são sociopatas. Porque os sociopatas são implacáveis e impiedosos com seus rivais, capazes de qualquer coisa para alcançar seus objetivos – e, ao mesmo tempo, são ótimos em fingir se importarem com as pessoas – eles podem ser incrivelmente destrutivos. Eles seriam rapidamente descobertos em pequenos grupos, mas em uma sociedade tão grande quanto a nossa eles podem chegar a alcançar posições de muito poder e influência.

É possível que muitos de nós já estivéssemos familiarizados com as características e definições de um sociopata, principalmente por conta das constantes abordagens e aparições na literatura e no cinema. Por serem livres da culpa, das consequências emocionais e dos dilemas morais que assolam as outras pessoas, é no mínimo instigante conhecer e analisar personalidades sociopatas (de uma distância segura).

Vamos conhecer agora alguns dos inesquecíveis sociopatas da literatura:

10. Becky Sharp — Vaidade e Beleza, de William Makepeace Thackeray

Habilidades: Bilíngue (Francês e Inglês), possui uma voz encantadora, é uma talentosa atriz e pianista, além de graciosa e charmosa.

Becky é o que podemos nos referir como uma “batalhadora nata”. Uma órfã cujo objetivo é ascender socialmente, independente do que for preciso. Becky seduz maridos alheios, engana credores, ajuda seu próprio marido a trapacear nos jogos, e provavelmente chegou a matar alguém só pelo dinheiro do seguro de vida. Ela é incapaz de criar laços ou mostrar afeição sincera para qualquer um, nem mesmo ao seu próprio filho (ao qual ela negligencia e desdenha) e marido (ao qual abandona em detenção para que ela possa dormir com outros homens a fim de ganhar notoriedade social). Tudo isso sem um vislumbre sequer de culpa.

Citação: Lady Jane descreve Becky como “uma mulher perversa – uma mãe insensível, uma esposa falsa. Ela não teve uma família, mas se esforçou para trazer consigo a miséria e enfraquecer as mais sagradas afeições com todas as suas bajulações e mentiras… sua alma é negra com a vaidade, o mundanismo e toda a sorte de crimes. Eu estremeço quando a toco. Eu mantenho meus filhos longe de sua vista.”

9. Anton Chigurh — Onde Os Fracos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy

Habilidades: Implacável, inflexível e quase, quase indestrutível. Capaz de resistir a ossos quebrados e diversas injúrias físicas que abateriam qualquer um.

Esse assassino a sangue-frio obtém imenso prazer em matar pessoas (principalmente perfurando seus crânios com uma furadeira). Chigurh vingava-se impiedosamente, tirando vidas sem qualquer remorso e, algumas vezes, chegando a determinar se deve ou não matar alguém através de um simples cara-ou-coroa.

8. Tom Ripley — série The Ripliad, de Patricia Highsmith

Habilidades: Seus hobbies incluem forja, jardinagem, arte e, é claro, a criação de métodos inovadores de assassinato.

Se Becky Sharp de Vaidade e Beleza tivesse um perfil no “Match.com” ou “E-harmony”s da vida, provavelmente combinaria com o de Tom Ripley. Como Becky, Tom é um órfão que tem como maior aspiração ascender socialmente, integrar-se na elite da sociedade. Não contente em ser um vigarista na cidade de Nova York, Tom encontra um moço rico, mata-o com um remo e assume sua identidade. No curso dos cinco romances, Tom – descrito por Highsmith como “cortês, bem disposto e completamente amoral” – aproveita a “boa vida” usando o dinheiro do falecido e, insensivelmente, assassina qualquer um que ouse começar a suspeitar de sua fraude.

7. Hannibal Lecter —Dragão Vermelho e outros, de Thomas Harris

Habilidades: Psiquiatra licenciado e renomado, extremamente charmoso, epicurista, bibliófilo (tomem cuidado) e amante da música. Se você não soubesse de seu canibalismo e de seus assassinatos em série, ficaria tentado a convidá-lo para um jantar ou para uma reunião entre amigos. (Só não sirva Chianti).

Outro órfão! Lecter assistiu sua irmã ser vítima de canibalismo quando tinha apenas 8 anos de idade. Por conta disso, começa a matar todos os homens que tiveram um papel na morte dela – mas não para por aí. Acaba por tornar-se um prolífico assassino em série e um canibal sedento de sangue, mais tarde chegando a escapar da prisão ao cortar o rosto de um guarda vigilante e usar sua pele como máscara.

Em outro momento, declara: “Certa vez um recenseador tentou me testar. Comi o fígado dele com favas e um bom vinho.”

Nota-se que Lecter não é um dos mais sutis.

6. Frank — The Wasp Factory, de Iain Banks

Habilidade: Ele é escocês, então provavelmente possui um sotaque encantado, mas exceto isso não possui muitas qualidades redentoras.

Nós conhecemos Frank com seus 16 anos, para descobrir que nessa idade ele já esteve ocupadíssimo matando três crianças – quando tinha apenas 10 anos de idade – o que explica como sendo “somente uma fase”. Ele cria um aparelho que força vespas a escolherem o método através do qual se darão suas respectivas mortes (morrerão queimadas? Afogadas em urina? Fatiadas? Comidas por uma aranha? Tantas opções!) e ritualisticamente mata animais de grande porte para colocar suas cabeças em “mastros de sacrifício” ao redor da ilha onde mora. E, apesar disso, seu pai e seu irmão fazem com que ele pareça a personificação da santidade, digno de uma canonização.

Citação: “É claro que eu estava fora de casa para matar coisas. De que outra forma eu poderia conseguir cabeças e corpos para os Mastros e para o Paiol, se não matasse nada? Não há mortes naturais suficientes. E ainda assim, é impossível fazer com que as pessoas entendam isso.”

5. Iago — Otelo, de William Shakespeare

Habilidades: Mentiroso consumado, mestre em manipulação e instigantemente maquiavélico.

Como assessor “honesto” e “confiável” de Otelo, Iago podia até ter sido um competidor para o “Funcionário do Mês” – até que foi rejeitado para uma promoção. Ele planeja derrubar Cássio (que pegou sua promoção), convence seu chefe de uma suposta infidelidade de sua esposa e planeja destruir Otelo sem ser percebido. Tudo isso antes de matar seu aliado e convencer Otelo a matar a própria esposa. Um estudioso de Shakespare afirmou que “a maldade em nenhum outro lugar foi antes representada com tanta maestria como no personagem de Iago.”

 

4. Cathy Ames (ou Kate Amesbury) — A Leste do Éden, de John Steinbeck

Habilidades: Especialista em desejos sexuais depravados e talentosa em imitar emoções verdadeiras.

Finalmente, um sociopata em nossa lista com pais atenciosos e carinhosos! Claro, isso até ela matá-los ateando fogo na casa em que estavam. Cathy acredita que todas as pessoas são tão más quanto ela (e esperamos que ela esteja errada). Enquanto jovem, leva um de seus professores a cometer suicídio, seduz um homem casado e incrimina dois jovens garotos por estupro. Passa sua vida manipulando homens em benefício próprio, chegando a casar com um homem no qual atira a sangue frio após tentar, sem sucesso, abortar seus gêmeos com uma agulha de costura. Quando questionada sobre a pretensão de matar o próprio marido, responde: “Se eu quisesse matá-lo, ele não estaria agora vivo. Pode perguntar aos meus pais.” Ela abandona sua família, muda o nome para Kate Amesbury e vai trabalhar em um bordel no qual faz amizade com a dona do estabelecimento a fim de angariar sua simpatia – e então começa a, vagarosamente, envenená-la até a morte. Ela transforma o bordel em um covil de depravação cujo foco são os mais obscuros desejos sexuais, e coleciona material de seus clientes para usar em posteriores chantagens. Quando um de seus filhos descobre que sua mãe, na verdade, não está morta, e sim comandando um bordel deste porte, comete suicídio. Cathy/Kate permanece na total indiferença.

3. Alex — Laranja Mecânica, de Anthony Burgess

Habilidades: Possui um enorme senso de liderança e um talento para gírias bizarras.

Alex e seus “drugues” eram tão “hardcore” que referir-se aos seus atos como violentos seria um eufemismo. Suas noites de ultra-violência incluíam assalto, estupros, espancamento de moradores de rua, roubos, brigas violentíssimas, entre outros.Quando parava de drogar e estuprar menininhas de 10 anos de idade e de assassinar as mulheres mais velhas, Alex passava os dias descansando em seu apartamento, fantasiando sobre mais violências enquanto relaxava ao som de música clássica. Nem a cadeia foi o suficiente para reformá-lo. Acaba espancando até a morte um colega de cela ao qual achava desagradável e isso faz com que, então, seja convidado a participar de uma técnica experimental para controlar seus impulsos obscuros a fim de inserí-lo na sociedade sem posteriores danos. A partir de então inicia-se a sua conhecida e aclamada (sobretudo bizarra) trajetória, que levanta profundas reflexões a respeito da natureza humana e da vida em sociedade.

2. Kevin — Precisamos Falar Sobre o Kevin, de Lionel Shriver

Habilidades: Exímio arqueiro.

Descrito como portador de “uma apatia tão absoluta que é quase como um buraco no qual você pode perder-se dentro”, Kevin mostrou-se frio e insolente assim que saiu do ventre de sua mãe. Suas maiores maldades e seu maior desprezo são reservados especialmente a ela – e acaba tendo outro filho apenas para se sentir conectada com algum membro de sua família –, embora as tendências malignas de Kevin não se estendam somente a genitora. Dentre outros atos perversos, Kevin mata o hamster de estimação de sua irmã e é suspeito de cegá-la com um desinfetante. Apesar de todos esses “pormenores” (nos quais a perversidade passa despercebida aos olhos de outras pessoas além de sua mãe, Eva), seu pai decide que seria ótimo ensiná-lo a tornar-se um exímio arqueiro – um hobby bastante adequado a um jovem psicopata, por sinal. Evitando estragar uma instigante experiência com o livro ou com o filme, não serão ditos spoilers. Basta dizer que é um tanto óbvio que as coisas terminem de uma maneira não muito boa.

 

1. Patrick Bateman — Psicopata Americano, de Bret Easton Ellis

Habilidades: Um estiloso e bem-sucedido bancário, com um extenso conhecimento de músicas dos anos 80.

Entre comparar cartões de visita e tomar coquetéis com outros investidores bancários, Patrick se ocupa com insensíveis assassinatos e sessões intensas de tortura. Após matar um colega de trabalho, perde o controle de seus impulsos violentos e passa a praticar necrofilia, canibalismo (chega a fazer bolo de carne com uma moça), mutilação e horripilantes assassinatos envolvendo motosserras, furadeiras e até mesmo ratos. O charme de Bateman, seu completo desapego a tudo e a sua ausência absoluta de emoção ou remorso faz com que ele seja o mais perturbador sociopata de nossa lista.

Para os escritores e cineastas, é interessante criar personagens sociopatas porque eles são, sobretudo, imprevisíveis. Eles fazem o que querem, quando querem, sem qualquer remorso. Os sociopatas criam polêmicas e reviravoltas que prendem o leitor; este acaba ficando imerso e chocado, ao mesmo tempo, com o particular universo desregrado dessas figuras.

O interessante é que muitos desses personagens (senão todos) fazem com que o seu Transtorno passe despercebido por todos a sua volta. Minimamente alarmante, não?

Disponível em http://literatortura.com/2013/07/os-10-mais-perturbadores-sociopatas-da-literatura/

Comentários de O mundo girando: Parabéns, Lorena, pelo ótimo texto. Seu trabalho de pesquisa ficou maravilhoso e, por isso, fiz questão de compartilhar em meu blog. Já que estamos rodeados por esses ‘seres’ [rs], não custa nada saber um pouquinho mais sobre como identificá-los, não é mesmo? Hahahaha!

Abraços,

Anna Motzko

A viagem ao Universo Georges Méliès

Há um bom tempo estava com vontade de escrever sobre o assunto e, ontem, uma notícia na Revista Época me deu o ‘empurrãozinho’ que faltava.

Você já ouviu falar em Georges Méliés? Sabe a trajetória de sua vida e o que acrescentou a esse mundão de Deus?

A sétima arte, hoje requintadíssima, encantou esse senhorzinho aí, que, antes de ser cineasta, foi um ilusionista. Utilizava em seus espetáculos muitos truques, jogos de espelhos, iluminação… E, em 1895, assistiu à projeção hiper simples dos irmãos Lumière, com o uso do cinematógrafo, o que foi o start em sua tão talentosa carreira.

Foi ele quem criou o 1º filme de ficção científica DA HISTÓRIA!!! Utilizou técnicas muito parecidas com as que utilizava em seus shows de ilusionismo, e ainda criou uma técnica de efeitos especiais utilizada até hoje, o stop motion, uma filmagem quadro-a-quadro que dá movimentos a objetos inanimados.

O 1º filme criado por Méliès foi “Le voyage dan la lune” (A Viagem à Lua), e será lembrado certamente pelos expectadores de “A Invenção de Hugo Cabret”, que faz enorme referência à figura desse incrível homem. Não lembra? Olha só essa imagem, que aparece váaaaarias vezes no longa:

A Lua sendo alvejada no olho pela cápsula dos viajantes.Vale a pena assistir. Não é dos filmes mais animados que já vi, mas conta uma bela história, com certeza!

Os olhos da sociedade não estavam acostumados àquelas imagens sobrepostas, aos cortes e efeitos especiais, então era como ‘mágica’, que encantava cada vez mais aqueles que a admiravam.

Assim, pela paixão de Méliès por seu trabalho, foram surgindo as mais variadas técnicas de imagem em tela. Suas descobertas e tentativas chegaram até o ponto da tecnologia 3D, algo que nos parece tão novo hoje em dia.

Veja um pouquinho do que ele nos deixou:

La Sirene (A Sereia)

Le Voyage Dans La Lune (A Viagem à Lua)

Pois é. Nada começa do nada. E, assim, hoje temos filmes cada vez mais ricos em efeitos e detalhes, que nos chocam, nos alegram, nos levam a lugares do tal mundo da imaginação que nem podemos prever.

Voltando à notícia que eu citei lá no início, o Museu da Imagem e do Som está promovendo uma exposição sobre toda a trajetória de Georges Méliès durante sua vida, Georges Méliès, o mágico do cinema.

A mostra conta com as seções Méliès mágico; Méliès mágico e cineasta; O estúdio Méliès; O universo fantástico de Méliès; A Viagem à Lua; e Fim, e ainda reunindo objetos, cartazes, desenhos, figurinos, fotografias e documentos originais do artista. Em uma instalação exclusiva, será possível criar filmes em stop motion, com cenários baseados nas obras do cineasta.

Completando a exposição, o Museu ainda realizará projeções de onze de seus filmes em algumas das paredes. Sua obra-prima, Viagem à Lua, será exibida dentro de uma nave espacial inspirada no filme, criada pelo próprio Museu.

A exposição vai de 04 de julho a 16 de setembro de 2012. Custa 4 reais (e estudante ainda paga meia!), e funciona de terça a sexta-feira, das 12h às 21h, e de sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h.

Eu não vou perder! Depois conto quais foram as minhas SENSAÇÕES diante da magia que, com certeza, me espera.

Abraços,

Anna Motzko

Tá a fim de morrer de rir? MADAGASCAR 3 – Os Procurados

Segunda-feira, 17h10, oitavo dia de minhas lindas férias. O QUE FAZER?

Sim! Eu escolhi Madagascar 3, em versão 3D, quando nenhum outro filme da programação me chamou a atenção. E me surpreendi MUITO!

Totalmente recomendado do início ao fim! Sério! A junção do leão + girafa + zebra + hipopótamo + pinguins e lêmure nunca esteve tão divertida!

Voltando aos primórdios da saga, a galera animal está láaaa na África, querendo muito voltar ao Zôo de Nova York, de onde sairam no 1º filme. E o filme gira em torno de mil e um obstáculos que dificultarão essa volta dos bichinhos pra casa.

Vá com fôlego! É pra rir DEMAIS, DEMAIS, DEMAIS! Na opinião de uma amante dos cláaaassicos da Dreamworks, é um dos melhores que já vi, certamente. Vale muito a pena! Não sei até quando permanecerá em cartaz, mas ainda dá tempo.

Assistam ao trailer divertidíssimo:

http://www.youtube.com/watch?v=C05pGnZQQtEImage

Beijos e abraços,

Anna Motzko