Sobre ciência: obtenção de diesel a partir de BACTÉRIAS

Pesquisadores britânicos obtêm diesel a partir de uma bactéria geneticamente modificada

Por BBC Brasil, em 23/01/2013

Os cientistas da Universidade de Exeter modificaram uma amostra da bactéria E. Coli – que vive no intestino humano e transforma o açúcar que absorve em gordura.

A bactéria Escherichia coli

A bactéria Escherichia coli

Usando biologia sintética, a equipe alterou os mecanismos celulares da bactéria para que o açúcar fosse convertido em moléculas de óleo que são quase idênticas ao diesel convencional, derivado de petróleo.

O estudo, divulgado na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences, afirma que o combustível sintético poderia ser uma alternativa viável aos combustíveis fósseis.

“Nosso desafio é aumentar a produção antes de chegar a qualquer forma de fabricação industrial do combustível”, disse o professor John Love, biólogo sintético da Universidade de Exeter, pesquisador.

“Nós temos um período de três a cinco anos para fazer isso e depois veremos se valerá a pena seguir em frente”, acrescentou Love.

A equipe de pesquisadores também está analisado as chances de a bactéria converter outros componentes em combustível, como dejetos humanos e de animais.

Biocombustíveis

Atualmente há uma pressão para aumentar o uso de biocombustíveis em todo o mundo.

Metas estabelecidas pela União Europeia determinam que, até o final desta década, 10% dos combustíveis utilizados dentro do bloco sejam compostos de biocombustíveis.

O problema é que muitas formas de biodiesel e bioetanol atualmente em uso não são totalmente compatíveis com os motores de carro modernos, fazendo com que entre 5% e 10% tenham de ser misturados com combustíveis fósseis antes de os carros serem abastecidos.

No entanto, segundo o professor Love, o combustível obtido a partir da bactéria E.Coli modificada é diferente.

“Nós conseguimos obter um combustível que tem exatamente a composição exigida pelos motores modernos”, afirma. “Podemos até chamá-lo de “biocombustível fóssil”, acrescentou.

Os biocombustíveis são considerados uma alternativa aos combustíveis fósseis porque poluem menos o meio ambiente.

Enquanto gasolina e diesel liberam dióxido de carbono, os biocombustíveis são considerados neutros em termos de emissões porque emitem na atmosfera a mesma quantidade de CO2 que as plantas das quais são produzidos absorvem.

No entanto, há críticas sobre a produção de biocombustíveis, que ocupam grandes áreas de plantio (como o milho, no caso do etanol americano) e pressionam o preço dos alimentos no mercado internacional.

De acordo com Geraint Evans, consultor da NFCC, consultoria de bioeconomia, essas questões também têm de ser consideradas na produção de combustível a partir de bactérias.

“Ao mesmo tempo em que isso aumenta as fontes potenciais de produção de diesel, é preciso pensar em sustentabilidade”, afirma Evans. “Não é um truque de mágica, mas certamente uma outra ferramenta (na produção de combustíveis)”.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/04/130423_bacteria_diesel_fl.shtml

Anna Motzko

Aos que ainda aguardam O FIM em 21 de dezembro.

Ah, fala sério! Você é um desses? Acha mesmo que isso tudo acabaria assim, de forma tão trágica e sem graça?

Prefiro nem me estender muito sobre o assunto. Não costumo ser muito a favor de opiniões de cientistas quando se trata de assunto que relaciona a ciência, as culturas e as religiões. Mas, nesse caso, sou praticamente obrigada a apoiá-los.

Se o mundo um dia acabar, atribuo esse acontecimento a nós, seres humanos, que não sabemos tratar o lugar em que vivemos. As possíveis causas para um ‘fim’ estão sempre relacionadas a ações cometidas por nós todos – e não se inclua fora dessa, pois TODOS TÊM SUA PARCELA DE CULPA.

Mas, enfim… Não custa nada aguardar e ver o que os doidos de plantão pretendem fazer daqui pouco mais de uma semana.

Fiquem com uma notícia quentinha sobre o assunto, publicada hoje, 12/12/12 – aliás, NADA DE MAIS aconteceu nessa data tãaaao-cabalística!

CIENTISTAS DIZEM QUE O ‘FIM DO MUNDO’ ESTÁ LONGE.

Por Laurent Banguet para o UOL, em 12/12/12

A suposta profecia maia do fim do mundo não será cumprida, mas agonia até o Apocalipse do planeta será lenta, alertam cientistas.

“A ideia de que o mundo acabará subitamente, por uma causa qualquer, é absurda”, declarou David Morrison, cientista da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) e especialista da vida no espaço.

“A Terra existe há mais de quatro bilhões de anos e passarão muitos anos antes de o Sol tornar nosso planeta inabitável”, insistiu o cientista, que criticou as “ridículas” versões que preveem o fim do mundo no próximo 21 de dezembro de 2012, data atribuída ao calendário maia.

Em quase cinco bilhões de anos, o Sol se transformará em um “gigante vermelho”, mas o calor crescente terá, muito antes, provocado a evaporação dos oceanos e o desaparecimento da atmosfera terrestre. Só depois é que o astro vai se resfriar até a extinção, mas “isto não nos dirá respeito”, explica o cientista. “Até lá, não existe nenhuma ameaça astrônomica ou geológica conhecida que poderia destruir a Terra.”

Alguns dizem que a ameaça poderia vir do céu, como demonstram famosas produções de Hollywood que descrevem gigantescos asteroides em choque com a Terra.

Uma catástrofe similar, que implica um astro com 10 quilômetros a 15 quilômetros de diâmetro, caiu sobre a atual península mexicana de Yucatán há 65 milhões de anos, causando a extinção dos dinossauros. Os astrônomos da Nasa afirmam que não é provável que aconteça uma catástrofe similar, em um futuro previsível.

“Estabelecemos que não há asteroides tão grandes perto de nosso planeta como o que terminou com os dinossauros”, disse o cientista, acalmando os temores de alguns sobre um fim do mundo em breve.

Além disso, se um asteroide provocou a extinção dos dinossauros e de muitas espécies, não erradicou toda a vida na Terra. A espécie humana teria a oportunidade de sobreviver, destaca.

Pandemia e aquecimento  

Sobreviver a uma pandemia mundial de um vírus mutante, do tipo gripe aviária H5N1, poderia ser mais complicado, mas “não provocaria o fim da humanidade”, explica Jean-Claude Manuguerra, especialista em virologia do Instituto Pasteur de Paris, na França.

“A diversidade de sistemas imunológicos é tão importante que há pelo menos 1% da população que resiste naturalmente a uma infecção”, afirmou o especialista à revista francesa Sciences & Vie.

Apesar da tese de uma guerra nuclear ter perdido força desde o fim da Guerra Fria, não desapareceu completamente. O número de vítimas dependeria de sua magnitude, mas inclusive um conflito regional – como entre Paquistão e Índia – bastaria para causar um “inverno nuclear” com efeitos em todo o planeta, como uma queda das temperaturas que impossibilitaria a agricultura.

Mas os cientistas demonstram inquietação com a mudança climática a alertam que o aquecimento do planeta é o que mais se parece com o temido fim do mundo.

E desta vez não são simples temores e hipóteses. Secas, tempestades e outras catástrofes naturais se tornariam mais frequentes e intensas com o aumento das temperaturas mundiais, que poderiam registrar alta de +2°C, +4°C e até +5,4°C até 2.100.

Isto equivaleria a um suicídio coletivo da espécie humana, advertem os cientistas, que intensificam os pedidos para conter o devastador aquecimento do planeta.

P.S. Se acabar, acabou. (pensei em deixar um recado, mas.. quem daria conta de passá-lo à frente? hahahahahaha!)

Beijos.

Anna Motzko

Já existem cérebros FORA da nossa cabeça!

Aproveitando uma folguinha na semana de provas, quis compartilhar uma notícia bombástica pra Ciência e pra sociedade em geral. Aliás, acredito que a Ciência só não consegue reproduzir poucas coisas nesse mundo – e ainda é capaz de me provarem o contrário!

Sim, já existe o cérebro virtual, e seu funcionamento surpreende! Esperamos que experiências como essa, se voltadas ao bem da nossa saúde e ao aprimoramento e criação de novas técnicas, continuem acontecendo.

CÉREBRO VIRTUAL SIMULA COMPORTAMENTO E REALIZA TAREFAS COGNITIVAS

Por Fernando Moraes, em Folha de São Paulo Online, 04/12/2012

A busca para compreender o cérebro humano acaba de dar um passo importante. Um estudo publicado na revista americana “Science” apresentou o primeiro modelo computacional do cérebro capaz de simular comportamentos humanos complexos, como realizar somas e completar séries de números.

Até hoje, as simulações do cérebro se concentravam mais em replicar suas partes, conexões e organização, dando pouca atenção a comportamentos e funções.

“Todos sabem que o cérebro e o comportamento humano são complexos. Mas ninguém sabe como a atividade do cérebro gera toda a variedade de comportamentos observáveis”, explicou à Folha Chris Eliasmith, líder da pesquisa.

“Outros modelos do cérebro, apesar de complexos, não exibem nenhum comportamento. O nosso é o primeiro que não só é complexo como também produz comportamentos sofisticados.”

O modelo, produzido por cientistas da Universidade de Waterloo, no Canadá, e batizado de Spaun, busca simular o cérebro computacionalmente, mimetizando os detalhes fisiológicos de
cada neurônio, os impulsos elétricos que fluem entre eles e os neurotransmissores (os mensageiros químicos cerebrais).

Spaun é formado por 2,5 milhões de neurônios virtuais organizados em subsistemas conectados, comparáveis às diferentes áreas do cérebro. As tarefas são realizadas por um braço virtual, modelado por uma série de equações para simular massa, comprimento e resistência.

“Talvez nunca saibamos como o cérebro realmente funciona. O modelo proposto procura formular hipóteses sobre esse funcionamento fazendo a ligação entre o que acontece no nível molecular e a geração de comportamentos complexos”, diz Fábio Godinho, neurocirurgião e doutor pelo Instituto de Neurociências de Lyon.

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As tarefas variam de simples exercícios de percepção, como reconhecer uma letra, passando por exercícios de memória, como recordar sequências de números, até atividades cognitivas mais complexas, como adivinhar padrões numéricos que fazem parte de testes básicos de QI.

Spaun tem uma precisão quase humana em tais tarefas e reproduz alguns equívocos do nosso comportamento, como a tendência de se lembrar mais do primeiro e do último termo de uma série do que dos demais.

Eliasmith disse que a equipe de seu laboratório não se surpreendeu com o fato de o modelo conseguir realizar as tarefas propostas, “mas ficamos surpresos quando características sutis, como os erros cometidos por ele, foram as mesmas de seres humanos”.

“O trabalho é extraordinário”, diz Godinho. “Envolve conhecimentos de biologia, psicologia, neuroanatomia, neurofisiologia, matemática e computação.”

Apesar disso, Spaun não tem a capacidade de aprender. Sua arquitetura é suficientemente flexível para se adaptar a algumas situações, mas é incapaz de aprender tarefas completamente novas.

“É uma limitação importante. Todo o seu conhecimento é, por assim dizer, inato”, diz Godinho. “O modelo também é unissensorial, possui só a visão, quando o nosso cérebro é multissensorial.”

“Além disso, o modelo é puramente cognitivo, não possui circuitos ligados a emoções, que são importantes para gerar motivações.”

MODELO VAI TESTAR HIPÓTESES SOBRE CÉREBRO IDOSO

O modelo Spaun é uma importante plataforma de testes para hipóteses sobre como o cérebro funciona.

“Spaun nos ajudará a compreender melhor a relação entre mecanismos biológicos e comportamento. Isso pode ser importante para entender o que acontece quando o cérebro sofre lesões ou quando é influenciado por drogas”, disse Eliasmith.

“Se destruirmos algumas partes do modelo, poderemos ver como o comportamento falha nessa situação. Ou poderíamos mudar a forma como os neurotransmissores funcionam e ver como isso se relaciona com o comportamento”, acrescenta.

Os pesquisadores já submeteram para publicação um novo artigo no qual destroem os neurônios virtuais de Spaun na mesma taxa que afeta um cérebro idoso e observaram o mesmo declínio cognitivo.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1195388-cerebro-virtual-simula-comportamento-e-realiza-tarefas-cognitivas.shtml

Abraços,

Anna Motzko

 

Sobre a tecnologia dominando a minha, a sua e a nossa vida.

Parei pra analisar quantos ‘amigos’ estão na minha lista do Facebook e quantos deles são realmente meus amigos. Ô, coisa triste de se pensar! E a maior das verdades é que, em alguns casos, eles só se manterão seus amigos se você postar coisas bonitas e interessantes. Ou piadas bobas, gozações… Experimenta não ser o que eles precisam no momento do acesso pra ver se não vai ser bloqueado ou excluído..!

É desabafo, sim. Desabafo de quem se correspondeu por cartas com amigos e acha que isso era, sem dúvida, muito mais íntimo e amigável. Dava pra ‘sentir o sentimento’ nas palavras. E era só para AQUELA pessoa e ninguém mais. Hoje a gente tem um montão de olhos bisbilhotando as nossas ações – o que nós mesmos permitimos, é claro! – e poucos ombros pra chorar. E poucos ouvidos a nos ouvir. E poucas boas palavras quando se é necessário.

Será que ainda dá pra mudar? Ou a tendência é a piora, mais e mais?

Em uma conversa com amigos, falamos sobre a extinção da educação feita por humanos. Bizarrice ou tendência? Os professores já nem se sentem mais motivados, visto que a tecnologia tem tentado superá-los dia a dia. Enquanto o professor envelhece, a tecnologia se renova. E não dá desconto, não! Cérebros jovens implantam programas jovens e jogam fora aquilo que é velho, sem dó e nem piedade.

Amizade ao vivo está se tornando coisa velha. Educação feita por gente também está. Jesus do Céu! Dá pra imaginar onde é que isso vai parar? Será que tudo isso faz bem?

Eu, enquanto puder, manterei as tradições. Amigos, vocês ainda terão meus abraços e pretendo fazer com que nunca esqueçam o som da minha voz. Acho que e-mails e SMS são super úteis, mas não substituem o carinho e o real, transmitido somente ao vivo e a cores. Futuros alunos, eu ainda quero ser professora. E não de cursos à distância! Eu me considero uma pessoa ‘a salvo’ disso tudo justamente porque vivi a minha fase de formação num ambiente diferente do que vocês estão vivendo.

É isso.

Aceito críticas, sem problema algum. Uso Facebook, sim. E-mail, celular e tecnologia ultrapassada. Não sei usar um tablet e me confundo com notebooks. Tenho 23 anos e o mundo me carrega de potencial para ser uma pseudo-robô, mas eu não tô a fim, não.

Quase uma premonição..!

Abraços,

Anna Motzko

Planos para ser feliz AGORA.

Acho incrível o modo como as palavras certas chegam aos nossos ouvidos no momento certo. Pois é, nem sempre. Mas hoje foi assim. Na verdade, meus olhos leram o que minha mente precisava. E eu acho que muito mais pessoas além de mim precisam ler esse texto.

Como pode? Ontem mesmo eu estava dizendo que a vida andava monótona e hoje recebi ‘o empurrãozinho’!

Quer saber? Eu vou parar um pouco PRA VIVER!

[espero que gostem!]

De Casal Sem Vergonha

O CAMINHO PRECISA SER TÃO EMPOLGANTE QUANTO A CHEGADA

Todo dia ela também faz tudo sempre igual. Acorda, toma banho, faz café, dá uma checada no Instagram, vai pro metro, pensa em como odeia aquela lotação matinal, chega no trabalho, ouve um pedido do chefe, faz o que ele manda, almoça, começa a contagem regressiva, vai comer uma coxinha na padaria, olha pro relógio, olha pro relógio de novo. Hora de ir embora. Pega o metro de volta, chega em casa, toma um banho, assiste um programa qualquer na TV, come um lanche, programa o despertador pro dia seguinte, vai dormir. Pra repetir tudo de novo no dia seguinte. Se você perguntar a ela o porque dessa rotina diária ela vai te responder como quem responde uma coisa óbvia – porque eu preciso de grana, porque preciso ser consequentemente promovida até chegar numa posição bacana, pra me aposentar como um salário legal, talvez viajar pra alguns lugares, comprar uma TV de plasma, trocar de carro. Essa realidade talvez possa ser um pouco parecida com a sua, ou bem diferente – o que importa é que os mesmos erros acontecem em situações diversas:

Vive-se pensando num destino final. Esquece-se que a trajetória deveria ser tão importante quanto a chegada.

Os sonhos costumam causar esse tipo de confusão nas nossas vidas. Não há nada de errado com eles, pelo contrário, mas acontece é que muitas vezes deixamos de viver o presente pra sonhar com uma realidade futura que nem sabemos se irá acontecer. Você sabe como é. Posso parar de digitar esse texto pra ir pegar uma água na cozinha, tropeçar na escada e morrer ali mesmo. Trágico? Sim. Impossível, com certeza não. Lembra daquela velha máxima que pra morrer basta estar vivo?

De fato, sempre achei a felicidade assustadora demais pra algumas pessoas. Fala-se tanto dela que a constatação da sua existência parece ser algo surreal. É como ser apresentado para a Madonna. Você sabe que ela existe, mas vê-la assim a centímetros de você, se aproximando pra dar um beijinho, chega a ser até assustador. Mesmo que você fosse fã, que cantasse Like a Virgin quando ainda era virgem de verdade, esse encontro não poderia ser natural. Felicidade é assim também. Como podemos presumir que não há realmente algum sentido claro na vida – até porque se houvesse a gente já teria descoberto depois de tantos anos – a gente busca dar um significado pra nossa existência, que muitas vezes é o sonhado “ser feliz”. Então trabalhamos para um dia sermos felizes, malhamos para um dia ficarmos gostosas, estudamos para algum dia termos uma profissão, recolhemos tributos para algum dia nos aposentarmos. No meio de tantos afazeres em busca da felicidade, nos esquecemos do essencial – o hoje, era o amanhã de ontem. Algum dia a gente fez planos para que hoje estivéssemos felizes, mas nem nos demos conta que o futuro chegou já que estamos ocupados demais pensando no futuro de amanhã.

E é então que surge aqueles cliques na vida que nos deixam apavorados: se o presente é a sua única garantia, você pode dizer que está feliz hoje? Se um meteoro se chocasse com a Terra nos próximos minutos você poderia dizer que morreu feliz? Ou estaria apenas existindo enquanto sonhava com um futuro que, lamentavelmente, não chegou? Será que a TV de plasma pendurada na sua sala compensa as horas do seu dia em que passa na frente do computador, fazendo um trabalho para alguém que não gosta, contando os segundos pro relógio chegar nas 18h? Será que o diploma pendurado na parede e a foto com chapéu de formanda na cabeceira da cama dos seus pais compensa a enorme quantidade de horas que passou trancada numa sala ouvindo professores despejarem teorias que não tem nada a ver com você, apenas pra trilhar uma profissão que é bem vista pela sociedade?

Saber onde quer chegar é essencial pra não ser levado por quaisquer ventos. Mas viagem até lá precisa ser aproveitada. Então, tire um pouco o peso da vida das suas costas. Sorria mais por motivos bobos. Gaste mais tempos com os amigos. Ande mais descalço. Cante aquela sua música preferida do Chico em alto som, enquanto as pessoas nos carros ao lado pensem que você é louca. Aliás, seja um pouco mais louca. Pegue um avião pra encontrar aquele amor. Troque o emprego certo por aquele que faz seu coração descompassar, mesmo que todos te digam pra não fazer isso. Mergulhe no mar mesmo que tenha acabado de arrumar o cabelo. Largue a colher e coloque a mão naquela massa grudenta. Converse com as plantas. Peça conselhos pro seu cachorro. Esqueça o guarda-chuva em casa. Vista aquela roupa que só você acha linda e que está totalmente fora de moda. Ria dos seus problemas. Pague uma fortuna por aquela caixa de chocolate com pistaches – coma um por um pensando em como a vida é boa. Deixe de comprar aquele sapato e alimente 5 moradores de rua. Lembre-se de como somos fúteis. Dispense o aperto de mão, tasque logo um abraço. Ligue no dia seguinte e diga que ele tem a boca mais gostosa que você beijou na vida. Se tomar um fora, pelo menos dividiu aquele pensamento com alguém. Saia em menos fotos, vivencie mais momentos. Esqueça de carregar seu celular por 3 dias. Se estiver na dúvida, lembre-se do meteoro que pode atingir a Terra a qualquer momento.

Já dizia Caio F. – a vida é agora, aprende.

Fonte: http://www.casalsemvergonha.com.br/2012/06/20/o-caminho-precisa-ser-tao-empolgante-quanto-a-chegada/

Agora que já leu, desliga esse computador e vai sorrir por aí, assim como eu me disponho a fazer exatamente AGORA!

Beijos e abraços,

Anna Motzko