Quem é você HOJE? – “Todo dia”, de David Levithan

Terminei a leitura de uma obra incrível que ganhei de dois grandes amigos. E já sinto saudade da história que vivi durante cinco dias com ela. Quero muito compartilhar com você, queridos leitores…

Todo Dia (Six Earlier Days), escrito por David Levithan, é um livro pra viajar, chorar, torcer, esbravejar… E é uma história sobre a qual, ao fim, pode se chegar às mais diversas e reais conclusões.

Capa da edição nacional

Capa da edição nacional

O protagonista é A. Sim, A é o nome dele. Ou dela. Não importa. Não importa também se ele é um ser de outro mundo, um espírito ou uma assombração. A é, simplesmente, especial.

Especial porque acorda todos os dias em um corpo diferente. Pensa nisso! Você está em um corpo feminino, perfumado, utilizando um belo pijama florido. Deita para dormir e, ao acordar, é um garoto roqueiro, vestindo uma camiseta do Metallica e não tem o hábito saudável de tomar banhos. Meu Deus! Isso não é normal. Ou é?

O que é normal? Viver todos os dias do mesmo jeito, sem sequer reparar naquela ruguinha que apareceu no canto do olho, ou acordar diferente todos os dias e ter olhos que conseguem enxergar até uma marquinha de nascença?

A vive assim, e não se incomoda. Sua trajetória pelo mundo não é considerada esquisita até acordar no corpo de Justin, namorado da linda e simpática Rhiannon. A partir de então, a vida que se resumia a simplesmente ter que se adaptar a um novo corpo todos os dias passa a ter um objetivo a mais – adaptar-se aos corpos diferentes, porém mantendo o mesmo relacionamento com Rhiannon.

Dá pra imaginar como seria isso?

E dá pra ter ideia da opinião dela a respeito dessa situação toda?

Como gostar de alguém que é um belo homem hoje e, amanhã, será uma garota depressiva, prestes a cometer um suicídio? E como se apaixonar por alguém que tem todo o talento do mundo pra seguir carreira de modelo fotográfico e que, depois que acorda, passa a ser um garoto nada preocupado com a aparência, pesando 150 quilos?

E os corpos “possuídos” por A, como ficam?

Uma obra que, em menos de trezentas páginas, faz com que nos questionemos sobre o modo como enxergamos o tempo e as pessoas que vivem esse tempo com a gente, além de nos mostrar as vantagens e desvantagens de deixarmos de ser quem somos para que o mundo nos enxergue de outra forma.

Recomendo a leitura – me senti realmente em outro corpo durante esses cinco dias! – e agradeço, de coração, o lindo presente!

Abraços,

Anna Motzko

Anúncios

Sociopatas – por aqui e por aí!

Texto interessantíssimo de Lorena Robinson, disponível em Literatortura.

Ficam dicas de boas leituras e filmes pra quem, como eu, curte coisas muito loucas 😉

OS 10 MAIS PERTURBADORES SOCIOPATAS DA LITERATURA

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – que, como o próprio nome sugere, é um manual para profissionais da área de saúde mental, o qual lista transtornos e critérios para diagnosticar os mesmos – a “sociopatia” é um termo vulgarmente conhecido para Transtorno de Personalidade Antissocial.

O Transtorno é definido como um padrão pervasivo de desprezo e violação dos direitos do próximo, acompanhado de desdém e inconformidade perante às normas sociais estabelecidas. É marcado pela impulsividade, agressividade, extrema imprudência em relação à segurança, dissociabilidade familiar e uma ausência de remorso caracterizada por “indiferença ou racionalização ao ter manipulado, ferido, maltratado ou roubado outra pessoa”. Um sociopata é indiferente aos sentimentos dos outros e não constrói quaisquer laços afetivos, sendo muitas vezes incapaz de chegar a conviver com animais domésticos (e muito menos ter apreço pelo sentimento destes).

Embora despertem notável curiosidade, nós provavelmente não iríamos querer conhecê-los pessoalmente, trabalhar com eles ou até mesmo namorá-los. O problema é que, segundo as estatísticas, talvez o façamos. A psicóloga Martha Stout – instrutora clínica em psiquiatria na Harvard Medical School há 25 anos – estima em seu livro “The Sociopath Next Door” (Meu Vizinho é um Psicopata, no Brasil) que 4% da população é composta por sociopatas inconscientes, que não possuem empatia ou sentimentos afetivos por humanos ou por animais.

4% pode não parecer muito. Mas, usando os Estados Unidos como exemplo, significa que 12 milhões de americanos são sociopatas. Porque os sociopatas são implacáveis e impiedosos com seus rivais, capazes de qualquer coisa para alcançar seus objetivos – e, ao mesmo tempo, são ótimos em fingir se importarem com as pessoas – eles podem ser incrivelmente destrutivos. Eles seriam rapidamente descobertos em pequenos grupos, mas em uma sociedade tão grande quanto a nossa eles podem chegar a alcançar posições de muito poder e influência.

É possível que muitos de nós já estivéssemos familiarizados com as características e definições de um sociopata, principalmente por conta das constantes abordagens e aparições na literatura e no cinema. Por serem livres da culpa, das consequências emocionais e dos dilemas morais que assolam as outras pessoas, é no mínimo instigante conhecer e analisar personalidades sociopatas (de uma distância segura).

Vamos conhecer agora alguns dos inesquecíveis sociopatas da literatura:

10. Becky Sharp — Vaidade e Beleza, de William Makepeace Thackeray

Habilidades: Bilíngue (Francês e Inglês), possui uma voz encantadora, é uma talentosa atriz e pianista, além de graciosa e charmosa.

Becky é o que podemos nos referir como uma “batalhadora nata”. Uma órfã cujo objetivo é ascender socialmente, independente do que for preciso. Becky seduz maridos alheios, engana credores, ajuda seu próprio marido a trapacear nos jogos, e provavelmente chegou a matar alguém só pelo dinheiro do seguro de vida. Ela é incapaz de criar laços ou mostrar afeição sincera para qualquer um, nem mesmo ao seu próprio filho (ao qual ela negligencia e desdenha) e marido (ao qual abandona em detenção para que ela possa dormir com outros homens a fim de ganhar notoriedade social). Tudo isso sem um vislumbre sequer de culpa.

Citação: Lady Jane descreve Becky como “uma mulher perversa – uma mãe insensível, uma esposa falsa. Ela não teve uma família, mas se esforçou para trazer consigo a miséria e enfraquecer as mais sagradas afeições com todas as suas bajulações e mentiras… sua alma é negra com a vaidade, o mundanismo e toda a sorte de crimes. Eu estremeço quando a toco. Eu mantenho meus filhos longe de sua vista.”

9. Anton Chigurh — Onde Os Fracos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy

Habilidades: Implacável, inflexível e quase, quase indestrutível. Capaz de resistir a ossos quebrados e diversas injúrias físicas que abateriam qualquer um.

Esse assassino a sangue-frio obtém imenso prazer em matar pessoas (principalmente perfurando seus crânios com uma furadeira). Chigurh vingava-se impiedosamente, tirando vidas sem qualquer remorso e, algumas vezes, chegando a determinar se deve ou não matar alguém através de um simples cara-ou-coroa.

8. Tom Ripley — série The Ripliad, de Patricia Highsmith

Habilidades: Seus hobbies incluem forja, jardinagem, arte e, é claro, a criação de métodos inovadores de assassinato.

Se Becky Sharp de Vaidade e Beleza tivesse um perfil no “Match.com” ou “E-harmony”s da vida, provavelmente combinaria com o de Tom Ripley. Como Becky, Tom é um órfão que tem como maior aspiração ascender socialmente, integrar-se na elite da sociedade. Não contente em ser um vigarista na cidade de Nova York, Tom encontra um moço rico, mata-o com um remo e assume sua identidade. No curso dos cinco romances, Tom – descrito por Highsmith como “cortês, bem disposto e completamente amoral” – aproveita a “boa vida” usando o dinheiro do falecido e, insensivelmente, assassina qualquer um que ouse começar a suspeitar de sua fraude.

7. Hannibal Lecter —Dragão Vermelho e outros, de Thomas Harris

Habilidades: Psiquiatra licenciado e renomado, extremamente charmoso, epicurista, bibliófilo (tomem cuidado) e amante da música. Se você não soubesse de seu canibalismo e de seus assassinatos em série, ficaria tentado a convidá-lo para um jantar ou para uma reunião entre amigos. (Só não sirva Chianti).

Outro órfão! Lecter assistiu sua irmã ser vítima de canibalismo quando tinha apenas 8 anos de idade. Por conta disso, começa a matar todos os homens que tiveram um papel na morte dela – mas não para por aí. Acaba por tornar-se um prolífico assassino em série e um canibal sedento de sangue, mais tarde chegando a escapar da prisão ao cortar o rosto de um guarda vigilante e usar sua pele como máscara.

Em outro momento, declara: “Certa vez um recenseador tentou me testar. Comi o fígado dele com favas e um bom vinho.”

Nota-se que Lecter não é um dos mais sutis.

6. Frank — The Wasp Factory, de Iain Banks

Habilidade: Ele é escocês, então provavelmente possui um sotaque encantado, mas exceto isso não possui muitas qualidades redentoras.

Nós conhecemos Frank com seus 16 anos, para descobrir que nessa idade ele já esteve ocupadíssimo matando três crianças – quando tinha apenas 10 anos de idade – o que explica como sendo “somente uma fase”. Ele cria um aparelho que força vespas a escolherem o método através do qual se darão suas respectivas mortes (morrerão queimadas? Afogadas em urina? Fatiadas? Comidas por uma aranha? Tantas opções!) e ritualisticamente mata animais de grande porte para colocar suas cabeças em “mastros de sacrifício” ao redor da ilha onde mora. E, apesar disso, seu pai e seu irmão fazem com que ele pareça a personificação da santidade, digno de uma canonização.

Citação: “É claro que eu estava fora de casa para matar coisas. De que outra forma eu poderia conseguir cabeças e corpos para os Mastros e para o Paiol, se não matasse nada? Não há mortes naturais suficientes. E ainda assim, é impossível fazer com que as pessoas entendam isso.”

5. Iago — Otelo, de William Shakespeare

Habilidades: Mentiroso consumado, mestre em manipulação e instigantemente maquiavélico.

Como assessor “honesto” e “confiável” de Otelo, Iago podia até ter sido um competidor para o “Funcionário do Mês” – até que foi rejeitado para uma promoção. Ele planeja derrubar Cássio (que pegou sua promoção), convence seu chefe de uma suposta infidelidade de sua esposa e planeja destruir Otelo sem ser percebido. Tudo isso antes de matar seu aliado e convencer Otelo a matar a própria esposa. Um estudioso de Shakespare afirmou que “a maldade em nenhum outro lugar foi antes representada com tanta maestria como no personagem de Iago.”

 

4. Cathy Ames (ou Kate Amesbury) — A Leste do Éden, de John Steinbeck

Habilidades: Especialista em desejos sexuais depravados e talentosa em imitar emoções verdadeiras.

Finalmente, um sociopata em nossa lista com pais atenciosos e carinhosos! Claro, isso até ela matá-los ateando fogo na casa em que estavam. Cathy acredita que todas as pessoas são tão más quanto ela (e esperamos que ela esteja errada). Enquanto jovem, leva um de seus professores a cometer suicídio, seduz um homem casado e incrimina dois jovens garotos por estupro. Passa sua vida manipulando homens em benefício próprio, chegando a casar com um homem no qual atira a sangue frio após tentar, sem sucesso, abortar seus gêmeos com uma agulha de costura. Quando questionada sobre a pretensão de matar o próprio marido, responde: “Se eu quisesse matá-lo, ele não estaria agora vivo. Pode perguntar aos meus pais.” Ela abandona sua família, muda o nome para Kate Amesbury e vai trabalhar em um bordel no qual faz amizade com a dona do estabelecimento a fim de angariar sua simpatia – e então começa a, vagarosamente, envenená-la até a morte. Ela transforma o bordel em um covil de depravação cujo foco são os mais obscuros desejos sexuais, e coleciona material de seus clientes para usar em posteriores chantagens. Quando um de seus filhos descobre que sua mãe, na verdade, não está morta, e sim comandando um bordel deste porte, comete suicídio. Cathy/Kate permanece na total indiferença.

3. Alex — Laranja Mecânica, de Anthony Burgess

Habilidades: Possui um enorme senso de liderança e um talento para gírias bizarras.

Alex e seus “drugues” eram tão “hardcore” que referir-se aos seus atos como violentos seria um eufemismo. Suas noites de ultra-violência incluíam assalto, estupros, espancamento de moradores de rua, roubos, brigas violentíssimas, entre outros.Quando parava de drogar e estuprar menininhas de 10 anos de idade e de assassinar as mulheres mais velhas, Alex passava os dias descansando em seu apartamento, fantasiando sobre mais violências enquanto relaxava ao som de música clássica. Nem a cadeia foi o suficiente para reformá-lo. Acaba espancando até a morte um colega de cela ao qual achava desagradável e isso faz com que, então, seja convidado a participar de uma técnica experimental para controlar seus impulsos obscuros a fim de inserí-lo na sociedade sem posteriores danos. A partir de então inicia-se a sua conhecida e aclamada (sobretudo bizarra) trajetória, que levanta profundas reflexões a respeito da natureza humana e da vida em sociedade.

2. Kevin — Precisamos Falar Sobre o Kevin, de Lionel Shriver

Habilidades: Exímio arqueiro.

Descrito como portador de “uma apatia tão absoluta que é quase como um buraco no qual você pode perder-se dentro”, Kevin mostrou-se frio e insolente assim que saiu do ventre de sua mãe. Suas maiores maldades e seu maior desprezo são reservados especialmente a ela – e acaba tendo outro filho apenas para se sentir conectada com algum membro de sua família –, embora as tendências malignas de Kevin não se estendam somente a genitora. Dentre outros atos perversos, Kevin mata o hamster de estimação de sua irmã e é suspeito de cegá-la com um desinfetante. Apesar de todos esses “pormenores” (nos quais a perversidade passa despercebida aos olhos de outras pessoas além de sua mãe, Eva), seu pai decide que seria ótimo ensiná-lo a tornar-se um exímio arqueiro – um hobby bastante adequado a um jovem psicopata, por sinal. Evitando estragar uma instigante experiência com o livro ou com o filme, não serão ditos spoilers. Basta dizer que é um tanto óbvio que as coisas terminem de uma maneira não muito boa.

 

1. Patrick Bateman — Psicopata Americano, de Bret Easton Ellis

Habilidades: Um estiloso e bem-sucedido bancário, com um extenso conhecimento de músicas dos anos 80.

Entre comparar cartões de visita e tomar coquetéis com outros investidores bancários, Patrick se ocupa com insensíveis assassinatos e sessões intensas de tortura. Após matar um colega de trabalho, perde o controle de seus impulsos violentos e passa a praticar necrofilia, canibalismo (chega a fazer bolo de carne com uma moça), mutilação e horripilantes assassinatos envolvendo motosserras, furadeiras e até mesmo ratos. O charme de Bateman, seu completo desapego a tudo e a sua ausência absoluta de emoção ou remorso faz com que ele seja o mais perturbador sociopata de nossa lista.

Para os escritores e cineastas, é interessante criar personagens sociopatas porque eles são, sobretudo, imprevisíveis. Eles fazem o que querem, quando querem, sem qualquer remorso. Os sociopatas criam polêmicas e reviravoltas que prendem o leitor; este acaba ficando imerso e chocado, ao mesmo tempo, com o particular universo desregrado dessas figuras.

O interessante é que muitos desses personagens (senão todos) fazem com que o seu Transtorno passe despercebido por todos a sua volta. Minimamente alarmante, não?

Disponível em http://literatortura.com/2013/07/os-10-mais-perturbadores-sociopatas-da-literatura/

Comentários de O mundo girando: Parabéns, Lorena, pelo ótimo texto. Seu trabalho de pesquisa ficou maravilhoso e, por isso, fiz questão de compartilhar em meu blog. Já que estamos rodeados por esses ‘seres’ [rs], não custa nada saber um pouquinho mais sobre como identificá-los, não é mesmo? Hahahaha!

Abraços,

Anna Motzko

Sobre não deixar os livros criarem poeira.

Penso o seguinte: se um livro te proporciona um milhão de viagens de graça, por que não proporcionar o mesmo a ele? E melhor ainda: por que não proporcionar esse prazer gratuito a outras pessoas?

Pois bem. Sou sincera quando digo que não gosto de me desfazer de livros. Tenho um apego imenso por eles. E pronto! Mas a verdade é que nem todos os livros da minha estante serão relidos. A gente se arrepende de algumas compras, sim. Mas o que não me atraiu COM CERTEZA vai atrair o outro.

Então, qual é a minha dica de hoje?

FAZER OS LIVROS CIRCULAREM!

Isso mesmo. Vá até a sua estante, armário, prateleira de livros ou seja lá o que for. Olhe e pense em cada um dos livros que tem. E seja sincero consigo mesmo! “Vou ler esse livro outra vez?”, “Gostei dessa história a ponto de guardar esse livro pra sempre?”. Quando chegar ao ‘não’ para essas perguntas, faça uso de uma das propostas abaixo:

– Toda cidade tem um sebo. Sim! Aquelas lojinhas repletas de livros usados, antigos e cheirando a mofo… NÃO! NÃO! NÃO! Os sebos de hoje em dia estão bem mudados, amores! Hoje é possível até adquirir livros novos, se tiver sorte. A maioria dos que estão à venda são em bom estado e lá você pode ganhar uma graninha com o livro que estava parado na sua casa [para comprar mais um!] ou trocá-lo por outro. Os donos de sebos normalmente tem uma tabela para avaliar o livro que você leva. Vale muito a pena e eu faço com frequência.

– Essa dica a gente não costuma ver acontecendo por aí, mas existe. Tá passeando no parque ou em uma praça? Que tal deixar o livro em cima de um banco, na mureta, perto da árvore..? Basta pensar que é uma maneira de instigar a leitura em alguém que nem pretendia fazê-la! Fala sério! Quem não gosta de encontrar coisas bacanas dando sopa? Para que a pessoa que o encontrar não fique com o sentimento de ‘estar roubando’ algo de alguém, você pode deixar um bilhete com uma mensagem bacana ao novo proprietário!

– Aqui em São Bernardo do Campo, onde eu moro, existe um Espaço Troca Livros (e fica na Av. Prestes Maia, nº 624, no Centro). É um espaço que vive praticamente de doações de livros e oferece, além das trocas, acesso à internet e oficinas voltadas à leitura. Lá você pode trocar o seu livro por outro do mesmo gênero! A quem interessar, o telefone de lá é 4122-5983.

E é isso. Deixar um livro parado, acumulando poeira, é o maior dos pecados. Tá cheio de gente querendo ler algo bacana e que não tem grana pra comprar. Ajude a espalhar essa idéia!

Abraços,

Anna Motzko

Seja outra pessoa!

Quer um conselho?

Abra um livro e simplesmente SEJA AQUILO QUE QUISER SER.

Quando você dá uma chance, tudo pode acontecer!

Fica minha dica para o seu fim de semana! Não perca tempo!

Abraços e divirtam-se!

P.S. Não encontrei os créditos da imagem. Se for o autor dela, avise-me, por favor!

Anna Motzko

Sobre livros: A culpa é das estrelas, de John Green

Não me estenderei muito.

Só queria dividir com alguém um prazer que tive hoje, mas que começou há poucos dias. Eu mal acredito, mas terminei um livro em menos de um mês! Confesso que levar trabalho, faculdade e concurso público, acrescentando uma leitura sem compromisso aí no meio, não-é-fácil! Mas, pra mim, é quase que vital.

Hoje encerrei A culpa é das estrelas, de John Green.

Ilustração de uma das passagens da obra.

Por que eu o li?

Porque os Nerdfighters me indicaram [conheça-os em http://nerdfightersbr.tumblr.com/about]. Eles simplesmente disseram que o livro, com sua história, era digno de ser espalhado pelo mundo, para que todo mundo – isso, TODO MUNDO! – o conhecesse.

Se eu também acho digno? Com certeza! E queria muito encontrar alguém que já tivesse lido, para que eu pudesse discutir a respeito de conceitos interessantíssimos e visões sobre a vida que são tratadas lá. – Se alguém já leu, me procure, please!

Basicamente, a história trata da vida ‘pós-descoberta do câncer’ de uma garota chamada Hazel Grace. Ela vive com os pais, e para eles não é nada fácil viver com a idéia de perder a filha a qualquer momento. Ela já não tem esse medo. E, no decorrer da trama, conhece outras pessoas que também não temem a morte. Uma delas é Augustus Waters, com quem estabelece uma relação namoro-amizade um tanto admirável.

O meu encantamento pelo livro ocorreu justamente pela maneira como todos eles encaram o fato de ‘serem’ cancêr. E como quem não vive a doença sofre mais – não que isso seja ou não verdade, mas na história a coisa é mostrada dessa forma. A maneira de enxergar o mundo ao redor e o papel do mundo em relação a nós. O fato de um infinito poder ser maior que outro e as cicatrizes que deixamos nessa vida quando partimos para uma possível-outra vida.

Eu nunca acho que minhas descrições e opiniões sobre os livros fazem com que outros tenham vontade de ler também. Mas eu precisava registrar que o livro é bom, que não é perda de tempo. Espero tê-lo feito da melhor forma possível.

Fica a dica, como sempre!

Um grande abraço,

Anna Motzko

 

 

Bienal de todos os livros, para todos os gostos e bolsos.

Hoje eu não poderia comentar sobre outro assunto que não fosse esse: a 22ª Bienal do Livro de São Paulo, que se encerrou ontem. Há três anos bato cartão lá, e nunca me arrependo. Sinceramente, é um evento apaixonante, deslumbrante, cheio de magia. Magia por quê? Porque até quem não curte muito essa coisa da leitura sai de lá de boca aberta e com pelo menos uma sacolinha na mão.

Essa minha terceira edição não foi diferente. Eu já a esperava desde que a última se acabou, sendo o mais sincera possível. Eu tenho uma paixonite aguda por livros que não tá escrita! Bastou eu pisar no Anhembi pra pirar e querer levar meia Bienal pra casa.

Fui acompanhada de meu fiel escudeiro, Vanderson, e de minha irmã, que visitou o evento pela primeira vez e amou logo de cara também.

Nós na Bienal.

No quesito visual, as editoras merecem os meus parabéns. Tudo muito bem feito, de deixar a gente cheio de vontade de entrar no stand e folhear livros e mais livros.

Já no quesito preço, me surpreendi. Diversos conhecidos que foram antes de mim tinham dito que os preços estavam próximos de absurdos nesse ano, mas não. Basta dar uma boa olhada em tudo pra sair ganhando. Eu fui com dois títulos em mente e os adquiri por valores bem abaixo do que pagaria numa compra online. Hitler V. 1 e Cinquenta tons de cinza… E, de quebra, ainda levei um YouCat.

Livros que adquiri, depois de muita caminhada pelo Anhembi.

O evento recebeu, nessas duas semanas, bastante gente famosa e de boas idéias, dentre eles os que pude admirar ontem, Ziraldo e Maurício de Souza. Nos dias anteriores, contou com Ruth Rocha (bela!), Fernando Henrique Cardoso, Cao Hamburguer, Paulo Caruso, dentro muuuitos outros.

O querido e sempre presente Ziraldo.

Minha opinião geral? Vamos lá.

A Bienal deveria, sim, deixar de ser BI-E-NAL. Esse Brasil precisa de incentivo à leitura, meu povo! Por que só a cada dois anos? Será que os organizadores, patrocinadores e idealizadores têm noção de que, ao entrar num local onde só há livros por todos os lados, até os mais duros-na-queda quando se trata de leitura podem se transformar? É um ambiente contagiante, no qual você tá rodeado de gente que foi até lá com o mesmo objetivo… As editoras lucram, o povo lucra. Só que.. Numa boa? O lucro do leitor é miiiil vezes maior! É ele quem ganha em sabedoria e conhecimento de mundo. E minhas palmas àqueles que comercializam boas obras por preços acessíveis a todos os bolsos, pois é esse o caminho.

Pra deixar você que não foi com mais vontade, morrendo de arrependimento por ter deixado uma oportunidade dessas passar, confira a opinião de quem foi pela primeira vez e de um veterano no assunto:

“Foi a primeira vez que visitei a Bienal. Para não dizer que foi a primeira, já havia visitado há alguns longos anos na época do ensino fundamental, em excursão com a escola. Sinto vergonha em dizer que não visitei mais vezes, porém, desta vez foi muito especial. Fui convidada a ir pelo meu pai, que é professor de história e geografia da rede pública de ensino. Ele, por sua vez, sentiu ainda mais motivação para ir porque a minha sobrinha Giovanna Marques de 12 anos, (sua neta), que está cursando a 6ª série, pediu que a levasse. Existe pedido melhor do que esse para um avô professor? Totalmente INEGÁVEL! Sem chances de recusa.
Fui com essa missão, a de ajudar meu pai a incentivar esse hábito tão importante para a formação do caráter. Ficamos tão felizes com esse pedido inusitado, afinal, no país em que vivemos, onde é comum um/uma pré-adolescente pedir um tênis de marca, um DVD do High School Musical ou um ingresso para o show do Justin Bieber, nossa pequena (que já não é mais tão pequena assim), apenas pediu que a levasse numa feira de livros! Foi o dia de mais emoção e orgulho da minha vida. Acredito que para o meu pai, então, nem se fala! Alguma coisa em nosso exemplo havia dado certo.
Pois bem, ao chegar lá, me deparei com uma feira ainda vazia. Logo de cara, me chamou a atenção o stand da Cia dos Livros. Notei logo alguns livros coloridos, na categoria Infanto-Juvenil. Pensei: “É aqui que vou entrar, pois tenho certeza que a Giovanna vai gostar”. Entramos todos. Mostrei os livros para a minha sobrinha, com títulos típicos de “teenager”. Ao que ela responde: “Tia, já li TODOS os livros dessa coleção. Agora, eu quero ler suspense!”.
Fiquei maravilhada com a sua assiduidade no hábito de ler, então logo passei a recomendar livros de suspense. Mas claro que peguei aqueles bem fininhos. Como fui boba! Subestimei a capacidade da minha sobrinha. Ao que, mais uma vez, ela responde: “Tia, não gosto de livros finos. Leio livros DESSA grossura!”. Quase caí pra trás, de tanto orgulho! E como o gosto pelo conhecimento é algo que precisa ser estimulado, mas porque não dizer – um tantinho genético, lá do outro lado do stand estava meu pai, já com o livro de sua escolha em mãos. Perguntei: “Já escolheu pai?”, e ele: “Já filha, esse chamou a minha atenção”. Foi então que pedi aos dois para que não comprassem naquele momento, pois ainda havia um longo caminho a percorrer, afinal, estávamos ainda no 1º stand!
Eles acataram a minha idéia e, fomos então, visitando aqueles que despertavam a nossa curiosidade. O que sem dúvida mais gostamos, foi o intitulado: “Os menores livros do mundo”, do Peru. Livros minúsculos, alguns com dizeres bíblicos. Todos em tamanho micro, cabendo numa micro estante artesanal. Que graça! Não levamos nenhum, infelizmente, pois era caríssimo. Mas valia a pena pagar pela arte.
Logo em seguida, visitamos aquele com mais títulos em oferta, cujas promoções eram: “Livros por R$10,00”, “3 por R$10,00” e afins. Sinceramente? Não gostamos de nenhum. Livros esses facilmente localizados em sebos, então, procuramos ir à caça daqueles títulos mais interessantes para aproveitar o desconto, típico da Bienal. Entre uma visita e outra, fomos parados por uma escritora chamada Concita Weber, brasileira naturalizada alemã, que estava num stand minúsculo divulgando alguns de seus livros publicados. Um deles era: “Caçada em Berlim”, que fala sobre o ponto de vista do povo alemão sobre os recentes acontecidos da atualidade, como a crise na Europa. Meu pai, claro, como um bom sociólogo, interessou-se e muito. Pegou, inclusive, o contato da escritora. Essa vivência trocada com o próprio escritor é fascinante, segundo ele.
Após idas e vindas, entre folheadas e outras, pude sentir certo saudosismo ao visualizar uma revista da Turma da Mônica. Preciso dizer que fez parte da minha infância? Que atuou como principal incentivadora às minhas leituras? Não, né. Desnecessário e óbvio. Ali, naquele momento, tive um lampejo: o livro é algo atemporal, que te transporta para momentos antes vividos e, portanto, atua como um resgate da memória afetiva. Que saudade daqueles tempos! E ainda querem substituir os livros por e-books, não que eu seja contra qualquer tecnologia que venha acrescentar e facilitar nossa sede por conhecimento, porém, sentir a textura da capa e o cheiro das páginas, é mágico. Não à toa, este foi meu tema para o Trabalho de Conclusão de Curso, com indicação para tornar-se um artigo. Mas esse é papo pra mais de hora! Sem dúvida, estava cada vez mais certa de que fiz um bom trabalho, juntamente com Pedro Zaine e Marcelo Bononi.
Foi então, que percebemos que as horas já haviam se passado, e a feira foi ficando cada vez mais cheia, a ponto de ficar impossível dar um passo. Não perdemos tempo, corremos para aquele primeiro stand, da Cia dos Livros, compramos os livros de interesse do meu pai, sendo estes “Muito além do nosso eu”, de Miguel Nicolélis e “Vaidade, Vitalidade e Virilidade” de John Emsley e os livros de suspense da Giovanna. Fomos embora felizes, certos de que nossa missão foi cumprida, não sem antes tirar fotos da Giovanna no painel dos “Rebeldes”, ou seria “High School Musical”? Não sei bem, só sei que ela ainda é uma garotinha no auge de sua pré-adolescência.”

Camila Marques, 23 anos.

“Bom, nesse final de semana houve o término de mais uma Bienal do Livro, no centro de exposições do Anhembi, e pela terceira vez seguida fui ao evento e estou aqui para dar o meu parecer geral.
Antes de mais nada é preciso deixar claro uma coisa: se você vai a bienal, você, no minimo, PRECISA gostar razoavelmente de leitura, e não falo apenas da sessão de fofoca ou do caderno de esportes, falo de ler regularmente e gostar disso. No meu caso não sou um viciado em leitura, mas sempre estou com um livro na bolsa pronto para lê-lo em momentos oportunos, como no trabalho, ônibus, intervalos da faculdade, etc.
Dito isso, vamos ao que interessa. Nenhuma Bienal é igual à outra, em termos de novidades, estandes e tudo mais. Algumas editoras preparam coisas novas, como a Leya, que colocou um trono digno de um rei dos Sete Reinos, para quem não leu esse é do livro “As crônicas de Gelo e Fogo”, o qual recomendo demais, havia também uma outra editora que projetava a imagem da sua fachada projetando diversos “pensamentos” das pessoas que passavam por ela, e por ai vai. Assim como existem as editoras que fazem sempre o “mais do mesmo”, como a Panini e a clássica Turma da Mônica e alguns heróis e tal, mas enfim, sempre dá certo, não tem porque mexer né?! Assim como as presenças garantidas de Mauricio de Souza e Ziraldo, referências na literatura infanto-juvenil e infantil, respectivamente. Por conta de tudo isso falo que essa parte é a mais “cansativa” da Bienal, porque para frequentador assíduo do evento, se é que posso me considerar um, não há muito o que esperar nesse sentido, sabe, basta você ir uma vez e ter a certeza de que daqui a dois anos será a mesma coisa. Sim, vale ressaltar que há as palestras e, essas mudam de evento para evento, mas tenho a sensação de que tudo é meio pobre nesse sentido, pois os autores que vão nem sempre são conhecidos e, ao meu ver, parece que a Bienal carece de autores de peso. Poderia ter convidados internacionais, como acontece na FLIP, por exemplo, assim a impressão que fica é que, cada vez mais, o enfoque da Bienal é dado ao único e exclusivo fato de vender livros, além de agradar as crianças, o que acho SUPER válido.
Falando sobre a venda de livros, ao contrário do que ouvi os meus amigos dizerem, haviam preços bons nas prateleiras, um dos grandes motivos talvez seja por ser o último dia da Bienal e as distribuidoras não quererem sair no prejuízo, mas nessa hora era preciso muita paciência e perseverança pois os melhores preços, como nas edições anteriores, estavam naquelas distribuidoras com estandes bagunçados e muito lotadas e perseverança de buscar um preço que, talvez, valha a pena. Minha namorada por exemplo, interessada na biografia de Hitler, comprou o livro por R$30,00, sendo que o preço dele na maioria dos lugares era R$50/R$55, ou eu que comprei 1808, um livro velhinho já, por R$19,00, sendo que no Submarino está por R$24,00, um desconto um pouco menor nesse caso, mas enfim, acho válido o que muita gente disse “”Em uma promoção na Internet eu acho por menos”, mas convenhamos que nem sempre temos saco de ficar esperando a bendita promoção e, em uma Bienal, você pode dar aquela folheada no livro e ter uma idéia se a história pode agradar ou não.
Então é isso, no geral, gosto da Bienal, acho que poderia ter maiores novidades de entretenimento e mais diversidade, por parte de editoras e autores, mas, enfim, quem gosta dos mesmos sempre se diverte, não que eu não goste mas me interesso em saber o que outros autores pensam sobre outros assuntos. No caso de compras de livros, concordo com a opinião de quem diz que os preços na internet são mais atrativos, as promoções sempre são fantásticas, mas creio que ontem era possível, sim, achar preços comparáveis às gigantes, como Submarino e Americanas.com, ainda que precisasse procurar bastante. Sendo assim, para você, caro leitor, boa leitura, ou melhor, boa viagem!!! Até mais.”

Vanderson Balieiro, 24 anos.

Espero que tenham gostado e que logo possam compartilhar conosco suas impressões também.

Seja capaz de se abrir a um bom livro e verá como o mundo se abrirá aos seus olhos.

Abraços,

Anna Motzko

Leitura – vício bom!

Se tem uma coisa que me faz viajar e falar durante horas e horas são LIVROS. Aaah, livros! Para mim, um prazer sem tamanho – desde a escolha até a compra e a leitura propriamente dita!

Achei interessantíssima (além de uma baita ‘geradora de discussões’) uma notícia de hoje, no Portal G1, sobre a compra de livros no Brasil. De acordo com a matéria (apoiada nos dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – FIPE), foram vendidos quase 470 MILHÕES de livros em 2011. Espantado com o número? Esse é considerado um recorde para o setor, além de ser um número que vem aumentando ano a ano. O número de títulos publicados também cresceu.

Observação de quem vos fala: de acordo com dados do IBGE,  gira em torno de 192 milhões o número de habitantes desse imenso país. Fez as contas? Em média, 2 livros para CADA habitante. Isso quer dizer que..?

Eu mesma perdi a conta de quantos livros comprei e li no ano passado. Em continhas rápidas, devo ter adquirido uns cinco livros novos e mais alguns usados. Isso só mostra que o número de livros vendidos aumenta consideravelmente mas, ainda assim, tem gente que não lê. A matéria do G1 ainda diz que os ‘pontos de venda’ de livros estão cada vez mais diversificados. Os ‘tais’ são vendidos até mesmo em supermercados!!! Acesso dificultado à leitura?! Não, não, não.

Não sei se serve de comparação justa, mas.. Em março, o mesmo portal de notícia divulgou uma pesquisa da Fundação Pró-Livro e do Ibope, a qual dizia que o hábito da leitura tem ficado para trás em comparação à TV e à navegação na Internet. Triste e lamentável!

Dá só uma olhada nesse gráfico, pra ter uma noção do que motiva crianças e adolescentes, de 5 a 17 anos, à leitura:

Voltando ao foco principal, foram divulgados os livros mais marcantes, conhecidos por outra pesquisa da Fundação Pró-Livro. Eu já li UM MONTE dos que estão aí! E você?

LIVRO MAIS MARCANTE 2011 2007
Bíblia Sagrada
‘A Cabana’, de Wm Paul Young
Ágape’, do Padre Marcelo Rossi
‘O Sítio do Picapau Amarelo’, de Monteiro Lobato
‘Pequeno Príncipe’, de Antoine Saint-Exupéry
‘Dom Casmurro’, de Machado de Assis
‘Crespúsculo’, de Stephenie Meyer
‘Harry Potter’, de J.K. Rowling
‘Violetas na Janela’, de Vera Lúcia M. de Carvalho
‘A Moreninha’, de Joaquim Manuel de Macedo 10º 23º
‘Capitães da Areia’, de Jorge Amado 11º 14º
‘Código Da Vinci’, de Dan Brown 12º 12º
‘Os Três Porquinhos’, livro infantil 13º
‘Romeu e Julieta’, de William Shakespeare 14º 18º
‘Iracema’, de José de Alencar 15º 13º
‘O Alquimista’, de Paulo Coelho 16º 10º
‘O Menino Maluquinho’, de Ziraldo 17º 16º
‘A Branca de Neve’, livro infantil 18º
‘Bom dia, Espírito Santo’, de Benny Hinn 19º 22º
‘O Caçador de Pipas’, de Khaled Hosseini 20º
‘O Segredo’, de Rhonda Byrne 21º
‘Vidas Secas’, de Graciliano Ramos 22º
‘Chapeuzinho Vermelho’, livro infantil 23º
‘Cinderela’, livro infantil 24º 11º
‘O Monge e o Executivo’, de James C. Hunter 25º

E como é bacana quando a gente encontra alguém que leu aquele mesmo livro que nós lemos, mas que viu a trama por um ponto de vista diferente.. E aí ocorre a discussão, e o senso crítico vem à tona… Pelo amor de Deus!!! As crianças e os adolescentes desse mundão PRECISAM DISSO! E somente nós, adultos, podemos incentivar esse hábito. Existem livros com preços não-tão-acessíveis? Existem, sim! Concordo. Por isso eu agradeço a quem um dia me apresentou os sebos. Que lugares fantásticos! Você pode até conseguir livros super novos, em ótimo estado, por um preço totalmente diferente do que pagaria em uma livraria.

Pais: apresentem os livros aos seus filhos. Desde cedo, todo contato com a leitura é válido, mesmo que a criança ainda não tenha a capacidade de compreender as palavras. Reservem um espaço para isso dentro de casa, um local aconchegante, que incentive a criança a conhecer aquele ‘objeto diferente’. Leia histórias para eles. E leia também – as crianças seguem os hábitos daqueles que estão com eles a maior parte do tempo.

Professores: façam uso da biblioteca de suas escolas. Os livros pertencem aos alunos!!! Não deixem que tenham pavor do livro, ou que imaginem que ele só serve para aprender o conteúdo da prova. Vocês têm o poder de transformar a vida das crianças e dos adolescentes, indicando boas obras, discutindo-as em sala de aula, e não só os obrigando a uma leitura sem sentido, sem foco. Só assim ele poderá adquirir o gosto por si mesmo, até buscar os assuntos que mais o interesse.

Então, fica a dica. A leitura faz bem, o mercado tá crescendo dia a dia… Um bom livro pode nos trazer viagens lindas e gratuitas, e a memória de uma boa história é tão poderosa quanto o registro de uma fotografia.

E deixo também uma bela frase de Bill Gates: “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história”.

Abraços,

Anna Motzko