Família utiliza internet para salvar filha com leucemia rara

FAMÍLIA BRITÂNICA BUSCA PELA INTERNET DOADOR PARA FILHA COM LEUCEMIA RARA

BBC Brasil, 29/01/2014

A família de uma menina de um ano e meio que sofre de um caso raro de leucemia lançou na internet uma campanha para buscar um doador de medula óssea.

Até agora mais de 30 mil pessoas em todo o mundo responderam ao apelo, lançado no You Tube, Facebook e Twitter, e requisitaram kits de raspagem da parede interna da bochecha para testar se estão aptas a fazer a doação.

Margot Martini foi diagnosticada em outubro do ano passado com uma combinação rara das leucemias linfoide e mieloide agudas.

Desde então ela está internada no hospital infantil Great Ormand Street, em Londres, e já passou por três ciclos de quimioterapia.

Mas seus médicos, que dizem ter visto apenas três casos deste tipo de tumor nos últimos dez anos, dizem que ela precisa mesmo é de um transplante de medula.

Os pais e os dois irmãos de Margot foram submetidos ao exame de Antígenos Leucocitários Humanos, mas nenhum deles saiu como doador compatível.

“É difícil porque ao menos nove antígenos devem ser compatíveis e Margot tem um que é muito difícil de encontrar”, disse o pai da menina, Yaser Matini, ao jornal londrino Evening Standard.

Registro de doadores

Diante dos resultados decepcionantes, Yaser decidiu lançar um apelo global em busca de um doador para filha por meio de um vídeo que produziu e lançou no You Tube.

O vídeo já teve mais de 74 mil acessos e a campanha ganhou apoio de atores britânicos famosos, como Stephen Fry.

“Desde então estou a todo vapor. Eu fico de pé até meus olhos fecharem às quatro da manhã e não paro de pensar: será que estou fazendo tudo o que posso?”

Yaser acredita que a maneira como hospitais fazem as buscas nos registros de doadores internacionais é “arcaica”.

“Em muitos países apenas seis antígenos são analisados. Chegaram a nos dizer que três brasileiros seriam doadores potenciais. Mas quando eles vieram para testar os dez antígenos, não deu certo.”

Ele afirma que nunca havia pensado em procurar doadores antes.

“Você não considera até o câncer te afetar. Por favor, por Margot e por todas as pessoas que têm câncer. Registre-se como doador, faça raspagem e salve uma vida”, apela o pai.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2014/01/29/familia-britanica-busca-pela-internet-doador-para-filha-com-leucemia-rara.htm

Vejam o vídeo feito pela família de Margo:

http://youtu.be/2-Y71G4JIR0

Anna Motzko

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Sobre anorexia: a arte que auxilia a luta

ARTISTA BRITÂNICA CONTA LUTA CONTRA ANOREXIA EM AUTOBIOGRAFIA EM QUADRINHOS

BBC Brasil, 04/10/2013

Em Lighter than my Shadow (Mais leve do que minha sombra, em tradução livre), Katie Green, de 30 anos, desenhou todas as ilustrações e escreveu os diálogos à mão, elegendo o preto e branco como a cor dos quadrinhos.

Para ela, esta foi a melhor forma de expressar o clima sombrio e pesado que pairava sobre a família, afetada por sua doença.

Os quadrinhos mostram como Katie enfrentava dificuldades para comer já na infância, quando começou a criar estratégias para despistar os pais.

Uma passagem do primeiro capítulo mostra a menina, de maria-chiquinhas, escondendo fatias de pão no bolso do casaco e aparecendo na cozinha com o prato vazio.

“Muito bem”, dizia sua mãe, acreditando que a filha havia tomado o café da manhã. Temendo que os pais vissem o pão no lixo, ela começou a esconder as fatias atrás de uma estante no seu quarto.

Mas acabou desmascarada em um dia de arrumações em que seu pai arrastou o móvel e se deparou com uma montanha de pão.

AUTODESTRUIÇÃO

O livro sugere que episódios como esse levaram a família a fazer terapia. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, a artista diz admirar a forma como seus pais e irmã a apoiaram quando ela precisou deixar a escola para ser tratada em casa.

“Deve ter sido horrível para eles ver que eu estava tentando me autodestruir”, diz ela.

Com a ajuda de terapeutas e nutricionistas, Katie seguiu uma dieta balanceada e lembra ter encarado a situação como se “a comida fosse o remédio para sua doença”.

Mas, ao voltar para a escola, no último ano do ensino médio, ela se sentia mais vulnerável do que nunca.

“Esse foi o momento mais perigoso, porque as pessoas achavam que eu estava bem, mas por dentro eu estava desesperada”, diz Katie.

ARTE COMO CURA

Ela diz ter encontrado a cura após a graduação, quando se matriculou em um curso de arte.

Ter encontrado uma paixão lhe deu pela primeira vez um motivo para querer vencer a anorexia por si mesma e não pelos outros.

“Foi a grande virada”, lembra a artista.

Seis anos mais tarde, Katie conta sua história em 504 páginas, mas diz que escrever o livro não foi uma catarse. Há tempos ela não pensava mais no controle obsessivo de sua alimentação e em todas as outras questões que envolvem a doença, e o projeto lhe trouxe memórias de uma época que ela gostaria de esquecer.

“Mas se eu conseguir ajudar famílias a lidarem com a complexidade que é viver com uma adolescente com distúrbio alimentar já terá valido a pena”, diz.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131004_livro_anorexia_quadrinhos_fl.shtml

Anna Motzko

SAMU para cães e gatos

O texto a seguir pertence ao blog do Vereador da cidade de São Paulo, Nelo Rodolfo, e foi publico em 13/08/2013.

SAMU PARA CÃES E GATOS

O vereador Nelo Rodolfo (PMDB) apresentou à Câmara Municipal de São Paulo o projeto de lei que cria o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Veterinário (SAMUV). O objetivo é levar até os bairros um ônibus equipado para o atendimento médico veterinário de animais de pequeno porte, incluindo castração, coleta de material para exame, vermifugação, vacinação e cirurgias de pequeno porte emergenciais.

O veículo será equipado como um pequeno hospital. Pelo projeto, haverá um ônibus para cada região de São Paulo – norte, sul, leste, oeste e centro. Cada ônibus será acompanhado de uma ambulância, para buscar em casa os animais em estado grave. Casos complexos, em que não é possível fazer o atendimento no ônibus-hospital, serão levados para um hospital veterinário.

O projeto tem o apoio do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo e do Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo (USP), que fará a gestão do primeiro SAMUV, com os estudantes e residentes. “Quase toda residência tem um cachorro. Seria uma forma mais digna de atender os animais”, diz Nelo Rodolfo.

Disponível em http://nelorodolfo.wordpress.com/2013/08/13/samu-para-caes-e-gatos-2/

De acordo com o site da Folha de São Paulo, em uma publicação em 31/08/2013 (ontem), ” o projeto do Samuv (Serviço de Atendimento Médico Móvel de Urgência Veterinário), para socorrer cachorros e gatos, vai custar cerca de R$ 3 milhões. O prefeito Fernando Haddad (PT) deve incluir no orçamento do ano que vem os recursos necessários para concretizar a proposta, apresentada na Câmara pelo vereador Nelo Rodolfo (PMDB).”

“Cada ambulância está orçada em cerca de R$ 150 mil, segundo o autor. Para equipar um ônibus para castração, são estimados R$ 400 mil. Rodolfo, que esteve com Haddad nesta semana e diz ter ouvido dele o compromisso com o projeto, afirma que o prefeito “achou a ideia ótima”. “Ele vai me ajudar a aprovar o texto na Câmara”, diz o vereador.”

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2013/08/1334887-projeto-para-socorrer-cachorros-e-gatos-em-sao-paulo-custara-r-3-milhoes.shtml

Resta torcer para que o projeto se torne realidade e se estenda às outras cidades. A luta pelos direitos dos animais SEMPRE vale a pena!

Abraços e um ótimo domingo a todos,

Anna Motzko

 

A boa relação entre o Alzheimer e a amamentação

MULHERES QUE AMAMENTAM TÊM MENOR RISCO DE ALZHEIMER, INDICA ESTUDO

Da BBC, 8/8/13

Mães que amamentam seus filhos têm um risco menor de desenvolver Alzheimer, segundo um estudo recém-publicado pela Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha.

Créditos: vidamaterna.com

Créditos: vidamaterna.com

A pesquisa também indicou a possibilidade de haver uma ligação mais ampla entre os dois fatores, já que amamentar pode pode atrasar o declínio da condição cognitiva da mulher.

Estudos anteriores já mostravam que a amamentação reduzia o risco de a mãe desenvolver outras doenças, mas esse é o mais indicativo no que diz respeito a transtornos cognitivos.

O estudo mostra que alguns efeitos biológicos da amamentação podem ser os responsáveis pela redução do risco de se desenvolver a doença.

Os pesquisadores estabeleceram três comparações hipotéticas, entre mulheres que amamentaram e outras que não amamentaram ou amamentaram menos, e verificaram reduções potenciais de até 64% no risco de as primeiras desenvolverem Alzheimer em relação às segundas.

Eles advertem, porém, que não é possível quantificar com exatidão a redução potencial do risco de Alzheimer, por conta do grande número de variáveis envolvidas – como tempo de amamentação, histórico de saúde da mulher, número de gravidezes e casos de Alzheimer na família, entre outras.

Progesterona e insulina
Segundo uma das teorias levantadas pelos pesquisadores de Cambridge, amamentar priva o corpo do hormônio progesterona, para compensar os altos níveis de protesgerona produzido durante a gravidez.

A progesterona é conhecida por dessensibilizar os receptores de estrogênios no cérebro – e o estrogênio tem um papel importante na proteção do cérebro contra o Alzheimer.

Outra teoria se baseia no fato de que amamentar amplia a tolerância da mulher à glicose, restaurando sua tolerância à insulina após a gravidez, um período em que há uma redução natural da resistência à insulina.

E o Mal de Alzheimer é caracterizado justamente pela resistência à insulina no cerébro (e consequentemente à intolerância à glicose), tanto que o mal de Alzheimer algumas vezes é chamado de diabetes tipo 3.

Histórico de demência
Publicada no “Journal of Alzheimer’s Disease”, a pesquisa analisou 81 mulheres britânicas entre 70 e 100 anos, incluindo mulheres que sofriam ou não desse tipo de demência.

Apesar de os cientistas terem estudado o caso de um grupo pequeno de mulheres, eles garantiram que isso não interfere no resultado da pesquisa, dados os fortes indícios da correlação entre amamentar e os riscos de se desenvolver Alzheimer.

Eles disseram, no entanto, que a conexão entre os dois fatores foi bem menos presente em mulheres que já tinham um histórico de demência na família.

Com base nos dados coletados com as mulheres estudadas, os pesquisadores formularam três casos hipotéticos para indicar o potencial de redução do risco de Alzheimer pela amamentação:

No primeiro caso, na comparação de duas mulheres idênticas, uma que tivesse amamentado por 12 meses teria um risco 22% menor da doença em relação à outra que amamentou por 4,4 meses.

No segundo, uma mulher que tenha amamentado por oito meses após uma gravidez teria um risco 23% menor do que uma mulher em condições idênticas, mas que tenha amamentado por seis meses após três gestações.

No terceiro caso, a redução verificada foi de 64% para uma mulher que tenha amamentado em relação a outra idêntica que não tenha amamentado.

‘Doença devastadora’
A pesquisadora Molly Fox, que conduziu o estudo juntamente com os os professores Carlo Berzuini e Leslie Knapp, disse esperar que a pesquisa sirva para estimular outras sobre a relação entre o risco de doenças e o histórico reprodutivo de mulheres.

Fox espera ainda que as conclusões da pesquisa indiquem novos caminhos para lutar contra epidemia global de Alzheimer, especialmente em países em desenvolvimento.

‘Alzheimer é o transtorno cognitivo mais comum do mundo e já afeta 35,6 milhões de pessoas. No futuro, a doença deve atingir ainda mais países onde a renda é mais baixa’, disse. ‘Então é vital que sejam criadas estratégais de baixo custo e em grande escala para proteger as pessoas contra essa doença tão devastadora.’

Além disso, o estudo abre novos possibilidades de se entender o que faz alguém suscetível a esse tipo de demência. Também pode servir como incentivo para mais mulheres amamentarem – algo que muitas pesquisas já comprovam que traz benefícios tanto para mãe quando para o bebê.

Disponível em: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/08/mulheres-que-amamentam-tem-menor-risco-de-alzheimer-indica-estudo.html

Anna Motzko

Da série Ciência: a criação de células-tronco por BACTÉRIAS!

CIENTISTAS FLAGRAM ‘ALQUIMIA’ DE BACTÉRIA DA HANSENÍASE

Da BBC News, 18/01/2013

Pela primeira vez, um grupo de pesquisadores britânicos flagrou o momento em que uma bactéria infecciosa dá início à uma espécie de “alquimia biológica”, transformando parte do corpo do organismo hospedeiro em outra parte que atenda melhor suas necessidades.

O estudo, publicado na revista científica Cell e liderado por uma equipe de cientistas de Edimburgo, na Escócia, mostrou uma bactéria causadora de hanseníase transformando neurônios em células-tronco e musculares.

Agente causador da hanseníase

Agente causador da hanseníase

Os autores dizem que a técnica “inteligente e sofisticada” pode agilizar a pesquisa sobre terapias e células-tronco.

Os especialistas descreveram a descoberta como “surpreendente”.

Cientistas já tinham conseguido realizar uma “alquimia biológica” em laboratório antes, transformando células da pele em células-tronco, que têm o poder de se transformar em qualquer outra parte do corpo, como células do coração ou cérebro.

Um dos pesquisadores, o professor Anura Rambukkana, disse: “As células do nosso corpo podem ser manipuladas. Por que as bactérias não se aproveitariam disso?”

Mestres da manipulação

Para conduzir o experimento, os cientistas usaram camundongos que tiveram neurônios infectados com a bactéria da hanseníase.

Após algumas semanas, a bactéria começou a transformar os nervos de acordo com a sua própria conveniência. A composição das células mudou e elas se tornaram células-tronco.

Mas, ao contrário dos neurônios, que são estáticos, essas células cresceram e se espalharam pelo corpo.

“Trata-se de uma célula-tronco que é gerada pelo tecido do próprio corpo para que o sistema imunológico não a reconheça e ela pode ser usada sem ser atacada”, disse Rambukkana.

Esse tipo de célula também pode se alojar dentro dos músculos e se transformar em células musculares.

“No momento em que vimos isso acontecer, achamos algo bem surpreendente”, acrescentou o pesquisador.

“É a primeira vez que constatamos ao vivo uma bactéria infecciosa criando células-tronco.”

Alquimia

Rambukkana espera que as descobertas possam aumentar o conhecimento sobre a hanseníase e leve a novos caminhos de desenvolvimento de células-tronco – que se tornaram a “menina dos olhos” da medicina por seu potencial de se transformar em outras células e, assim, ajudar no tratamento de várias doenças.

O pesquisador também acredita que é “provável” que outras espécies de bactéria possam ter a mesma habilidade de reprogramar o seu hospedeiro.

Segundo o professor Chris Mason, especialista em pesquisa de células-tronco na Universidade College London, no Reino Unido, “a habilidade da bactéria de converter um tipo de célula de um mamífero em outra é “uma verdadeira alquimia” da natureza, só que em grande escala”.

“Embora essa descoberta surpreendente tenha sido baseada em um experimento com um rato, ela destaca a extraordinária complexidade das interações entre mamíferos e bactérias bem como a engenhosidade dos cientistas para descobrir mecanismos da doença que, uma década atrás, teria sido algo restrito à ficção científica”, disse Mason.

“O próximo passo essencial é traduzir essa parte valiosa de conhecimento em benefícios tangíveis para os pacientes. Mas esse processo pode levar uma década antes de sua relevância para a medicina clínica ser totalmente compreendida”, acrescentou.

Para Rob Buckle, diretor de medicina regenerativa do Medical Research Council, “essa descoberta é importante não só para a nossa compreensão e tratamento da doença bacteriana, mas para a medicina regenerativa, que vem evoluindo rapidamente nos últimos anos.”

Anna Motzko

Sobre pesquisas – Tratamento da esquizofrenia

CIENTISTAS ESTUDAM USO DE SUBSTÂNCIA PARA TRATAR ESQUIZOFRENIA

Por Terra, 24/12/2012

Um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto investiga o uso de canabidiol contra a esquizofrenia. Essa doença, que distancia o paciente da realidade, tem as causas desconhecidas pelos cientistas, o que a torna, na visão da maioria dos médicos, uma patologia de difícil tratamento. Canabidiol é considerada um canabinóide, ou seja, faz parte dos 80 componentes presentes na planta Cannabis sativa (maconha). No entanto, diferente do canabinóide Delta 9 – Tetrahidrocanabinol (THC), que é o responsável pelos efeitos típicos da planta – alucinógenos e estimulantes – o canabidiol não produz essas sensações.

De acordo com Antonio Waldo Zuardi, professor titular de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Ribeirão da Universidade de São Paulo (USP), o canabidiol foi usado em diversos estudos com animais e humanos, os quais sugeriram que a substância pode atenuar sintomas psicóticos. Zuardi, que é coordenador da pesquisa desenvolvida pelo seu grupo, conta que começou a estudar a substância em 1976, durante o doutorado que fez na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Desde então, essas pesquisas são feitas na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, onde estou desde 1982”, disse.

O estudioso explica que o canabidiol é alvo de pesquisas de muitos cientistas brasileiros e também do exterior. “Este ano, foi publicado um estudo realizado por um grupo de pesquisadores alemães, que mostra que o canabidiol diminuiu os sintomas de pacientes esquizofrênicos de forma semelhante a outro antipsicótico já conhecido”, disse.

Segundo o pesquisador, a substância tem a vantagem, em relação ao medicamento já existente, de apresentar baixa propensão a produzir efeitos colaterais indesejáveis. Além de apresentar sinais de eficácia na redução de sintomas psicóticos, a utilização do canabidiol é estudada em outros quadros, como transtornos de ansiedade, doença de Parkinson, sono, abstinência de drogas e como anti-inflamatório.

O pesquisador alerta, porém, que outros componentes da Cannabis sativa, como o THC, podem ser maléficos. “Eles podem produzir sintomas psicóticos em indivíduos saudáveis e agravar os sintomas da esquizofrenia”, explica Zuardi. Por isso, o THC é visto como um componente psicotomimético, ou seja, produz sintomas semelhantes aos observados nas psicoses. “O THC em doses elevadas produz esses sintomas, mas o mesmo não ocorre com o canabidiol. Por isso, ele é considerado não psicotomimético”, disse.

A combinação do canabidiol com o THC, explica Zuardi, é liberada em diversos países para uso em pacientes com esclerose múltipla, com a função de diminuir a espasticidade (distúrbio motor caracterizado pelo aumento do tônus muscular). Para as outras indicações, como a esquizofrenia, porém, o desenvolvimento de um medicamento necessita de mais estudos que comprovem os seus efeitos. “Embora animadoras, as evidências ainda são insuficientes para que o canabidiol possa ser utilizado na clínica. Para isso, serão necessários estudos com número muito maior de pacientes”, acrescenta.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/cientistas-estudam-uso-de-substancia-para-tratar-esquizofrenia,7c576d44edcbb310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Anna Motzko

Já existem cérebros FORA da nossa cabeça!

Aproveitando uma folguinha na semana de provas, quis compartilhar uma notícia bombástica pra Ciência e pra sociedade em geral. Aliás, acredito que a Ciência só não consegue reproduzir poucas coisas nesse mundo – e ainda é capaz de me provarem o contrário!

Sim, já existe o cérebro virtual, e seu funcionamento surpreende! Esperamos que experiências como essa, se voltadas ao bem da nossa saúde e ao aprimoramento e criação de novas técnicas, continuem acontecendo.

CÉREBRO VIRTUAL SIMULA COMPORTAMENTO E REALIZA TAREFAS COGNITIVAS

Por Fernando Moraes, em Folha de São Paulo Online, 04/12/2012

A busca para compreender o cérebro humano acaba de dar um passo importante. Um estudo publicado na revista americana “Science” apresentou o primeiro modelo computacional do cérebro capaz de simular comportamentos humanos complexos, como realizar somas e completar séries de números.

Até hoje, as simulações do cérebro se concentravam mais em replicar suas partes, conexões e organização, dando pouca atenção a comportamentos e funções.

“Todos sabem que o cérebro e o comportamento humano são complexos. Mas ninguém sabe como a atividade do cérebro gera toda a variedade de comportamentos observáveis”, explicou à Folha Chris Eliasmith, líder da pesquisa.

“Outros modelos do cérebro, apesar de complexos, não exibem nenhum comportamento. O nosso é o primeiro que não só é complexo como também produz comportamentos sofisticados.”

O modelo, produzido por cientistas da Universidade de Waterloo, no Canadá, e batizado de Spaun, busca simular o cérebro computacionalmente, mimetizando os detalhes fisiológicos de
cada neurônio, os impulsos elétricos que fluem entre eles e os neurotransmissores (os mensageiros químicos cerebrais).

Spaun é formado por 2,5 milhões de neurônios virtuais organizados em subsistemas conectados, comparáveis às diferentes áreas do cérebro. As tarefas são realizadas por um braço virtual, modelado por uma série de equações para simular massa, comprimento e resistência.

“Talvez nunca saibamos como o cérebro realmente funciona. O modelo proposto procura formular hipóteses sobre esse funcionamento fazendo a ligação entre o que acontece no nível molecular e a geração de comportamentos complexos”, diz Fábio Godinho, neurocirurgião e doutor pelo Instituto de Neurociências de Lyon.

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As tarefas variam de simples exercícios de percepção, como reconhecer uma letra, passando por exercícios de memória, como recordar sequências de números, até atividades cognitivas mais complexas, como adivinhar padrões numéricos que fazem parte de testes básicos de QI.

Spaun tem uma precisão quase humana em tais tarefas e reproduz alguns equívocos do nosso comportamento, como a tendência de se lembrar mais do primeiro e do último termo de uma série do que dos demais.

Eliasmith disse que a equipe de seu laboratório não se surpreendeu com o fato de o modelo conseguir realizar as tarefas propostas, “mas ficamos surpresos quando características sutis, como os erros cometidos por ele, foram as mesmas de seres humanos”.

“O trabalho é extraordinário”, diz Godinho. “Envolve conhecimentos de biologia, psicologia, neuroanatomia, neurofisiologia, matemática e computação.”

Apesar disso, Spaun não tem a capacidade de aprender. Sua arquitetura é suficientemente flexível para se adaptar a algumas situações, mas é incapaz de aprender tarefas completamente novas.

“É uma limitação importante. Todo o seu conhecimento é, por assim dizer, inato”, diz Godinho. “O modelo também é unissensorial, possui só a visão, quando o nosso cérebro é multissensorial.”

“Além disso, o modelo é puramente cognitivo, não possui circuitos ligados a emoções, que são importantes para gerar motivações.”

MODELO VAI TESTAR HIPÓTESES SOBRE CÉREBRO IDOSO

O modelo Spaun é uma importante plataforma de testes para hipóteses sobre como o cérebro funciona.

“Spaun nos ajudará a compreender melhor a relação entre mecanismos biológicos e comportamento. Isso pode ser importante para entender o que acontece quando o cérebro sofre lesões ou quando é influenciado por drogas”, disse Eliasmith.

“Se destruirmos algumas partes do modelo, poderemos ver como o comportamento falha nessa situação. Ou poderíamos mudar a forma como os neurotransmissores funcionam e ver como isso se relaciona com o comportamento”, acrescenta.

Os pesquisadores já submeteram para publicação um novo artigo no qual destroem os neurônios virtuais de Spaun na mesma taxa que afeta um cérebro idoso e observaram o mesmo declínio cognitivo.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1195388-cerebro-virtual-simula-comportamento-e-realiza-tarefas-cognitivas.shtml

Abraços,

Anna Motzko

 

Utilidade pública: LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA

Todos sabem o quanto sou apaixonada por animais. Sendo assim, fiquei INCONFORMADA com algo que ouvi na aula de Parasitologia, na faculdade. Decidi buscar mais sobre o assunto.

Já ouviram falar sobre a Leishmaniose Visceral Canina?

A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença grave que acomete vários mamíferos, transmitida por um protozoário Leishmania chagasi. O seu principal transmissor é um inseto da espécie Lutzomyia, também conhecido como “mosquito palha”. O contágio em cães e no homem ocorre através da picada do inseto infectado.

O cão é considerado um importante reservatório do parasita pela sua proximidade com o homem e constitui o principal elo na cadeia de transmissão de Leishmaniose Visceral nas zonas urbanas. É impossível pegar a doença por contato direto com esses animais.

A Leishmaniose não é transmitida através de lambidas, mordidas ou afagos. O contágio ocorre somente através da picada da fêmea infectada do “mosquito palha”.

O aparecimento dos primeiros sintomas da Leishmaniose, após a transmissão pela picada do “mosquito palha”, pode demorar semanas ou até alguns anos; cerca de 20% dos animais infectados podem nunca manifestar sintomas. A maioria dos animais aparenta estar saudáveis na época do diagnóstico clínico, mas quando desenvolvem a doença podem apresentar os seguintes sintomas: apatia (desânimo, fraqueza, sonolência); perda de apetite; emagrecimento rápido; feridas na pele, principalmente no focinho, orelhas, articulações e cauda; pêlos opacos, descamação e perda de pelos; crescimento anormal das unhas (onicogrifose) com o avanço da doença; problemas oculares (olho vermelho, secreção ocular).

Ainda não existe um método de diagnóstico que seja 100% específico para identificação da Leishmaniose visceral canina. Porém, a associação dos vários métodos disponíveis permite a obtenção de diagnósticos com boa sensibilidade e especificidade. Ao observar que seu animal está com sintomas que podem ser indicativos de Leishmaniose, é importante que você consulte um veterinário de sua confiança o mais rápido possível.

O diagnóstico da Leishmaniose é complexo e requer a realização de vários exames laboratoriais associados ao exame clínico para se chegar a um resultado definitivo. Geralmente, são realizados exames iniciais de triagem, chamados exames sorológicos (ELISA e RIFI) e depois devem ser solicitados os exames parasitológicos ou moleculares para confirmar a infecção. Não existem métodos de diagnóstico que sejam 100% confiáveis. Portanto, recomenda-se:

Utilizar sempre mais de um método diagnóstico durante o exame de um animal suspeito de estar com Leishmaniose visceral canina, pois o uso isolado de determinada técnica pode dar margem à ocorrência de falsos negativos ou falsos positivos.

Peça ao veterinário que acompanhe a etapa de coleta do material para garantir que a mostra seja adequadamente coletada e conservada, e que seja enviada a um laboratório credenciado e de confiança.

Sempre realizar um exame parasitológico ou molecular para confirmar a infecção.

Aí vem a parte que deixa a gente simplesmente IN-CON-FOR-MA-DO!

Há mais de 50 anos, o Brasil combate a Leishmaniose Visceral Canina matando as vítimas em vez de atacar suas causas. Para as nossas autoridades públicas de saúde, conscientizar a população, adotar métodos preventivos e atuar de modo a não permitir a proliferação do mosquito transmissor da doença não são opções válidas. Em vez disso, pratica-se a EUTANÁSIA (ISSO MESMO! MATAM OS CÃES!) massiva de cães que tenham sido expostos ao protozoário Leishmania e não se dá chance para que as famílias optem por tratar da saúde dos animais infectados.

Esse caminho é tortuoso por muitos motivos. Há o sofrimento dos animais que morrem inutilmente. Há o remorso e a tristeza das famílias, que são legalmente obrigadas a entregarem seus melhores amigos para a morte. E há o custo social, porque as políticas equivocadas sempre acabam onerando os cofres públicos e prejudicando a população como um todo.

Para que casos assim não se repitam na sua ou na minha família e para que possamos nos mobilizar a fim de acabar com essa medida ABSURDA do órgãos de saúde, fiquemos atentos:

Se o exame no seu animalzinho der positivo não significa que seu cão tem a Leishmaniose. O diagnóstico da doença é complexo e serão necessários exames mais específicos. Você tem direito de exigir uma contra prova (pg. 29 do Manual de Vigilância e Controle da LV, do Ministério da Saúde). O exame mais específico para detectar a Leishmaniose é a citologia aspirativa de linfonodos ou de medula óssea. Procure o veterinário de sua confiança e peça uma avaliação clínica e o exame específico.

A eutanásia, que muitas vezes é colocada como solução, não deve ser a primeira opção, principalmente se o cão apresenta bom estado físico para responder ao tratamento e você tem condições de arcar com os custos.

Conforme a Constituição Brasileira, sua casa é inviolável e você não é obrigado a entregar seu cão no caso de agentes de saúde supostamente detectarem a doença. Para entrar em sua casa sem sua autorização seria necessário um mandato judicial, após avaliação do caso por um juiz.

Quando temos um animalzinho em caso, a responsabilidade sobre a vida dele está somente em nossas mãos. Cabe a nós, donos responsáveis, a atenção no que se refere à Leishmaniose ou qualquer outra doença que possa atingi-los. Vamos exercer nosso papel!

Para saber mais sobre a LVC, recomendo os sites abaixo, a partir dos quais montei esse post para vocês:

http://www.wspabrasil.org/trabalhoWSPA/Caesegatos/controlededoencas/leishmaniose/Default.aspx

http://ocaonaoeovilao.org.br/

Abraços,

Anna Motzko

DIA NACIONAL DA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS – o que trava o processo

Ontem, 27 de setembro, foi comemorado o DIA NACIONAL DA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS. Esse é um tema que causa muita polêmica aqui no Brasil. Acredito que seja porque os cidadãos ainda são poucos orientados a respeito. Fala-se muito sobre a doação de sangue, de medula óssea… Mas poderia se falar bem mais sobre a de órgãos.

Já parou pra pensar que a vida de MUITAS, mas MUITAS pessoas seria outra se conseguissem sair da fila de transplantes com um órgão útil a elas e totalmente inútil àquele que já se foi? Acho um gesto lindo alguém se propor a dar de si para salvar uma vida. Órgãos não são doados só após a morte, não. Você vive – e vive bem – com um único rim, por exemplo, enquanto outra pessoa, sem ele, não tem chance alguma.

Andei lendo algumas notícias sobre o assunto hoje. Acreditam que, além de toda a burocracia normalmente envolvida em um transplante de órgãos, um dos maiores entraves É A FAMÍLIA? Às vezes, pelo fato do familiar não ter deixado registrado em vida que tinha vontade de doar seus órgãos, a família barra o processo por não querer ir contra a possível vontade do falecido de manter seu corpo intacto. Pensem nisso! Alguém perde a chance de viver por isso!

Eu sei que é um assunto complicado de se discutir. Muita gente tem crenças e tal, e nem pensa nisso. Mas vale a pena refletir a respeito dos benefícios e da solidariedade. E, se você tem o desejo de salvar vidas, deixe isso registrado. Converse com seus parentes!

O texto que compartilho com vocês fala sobre a burocracia nos transplantes aqui no Brasil, considerado o país com um dos maiores sistemas de transplante de órgãos DO MUNDO!

Da Agência Brasil, 27/09/2012

Apesar de contar com o maior sistema público de transplantes do mundo, “dificuldades burocráticas” comprometem a melhoria dos índices no Brasil, disse o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Heder Murari. Segundo ele, a pasta deve apresentar em 2013 um novo sistema de informação dentro da rede de transplantes, capaz de gerenciar uma lista única de receptores de órgãos, utilizando uma plataforma tecnológica mais moderna. A atualização dos dados dos pacientes, por exemplo, poderá ser feita pelo profissional de saúde por meio de um smartphone.

Durante evento para marcar o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos – lembrado nesta quinta-feira (27) – Murari destacou que a legislação brasileira atual exige o laudo de dois neurologistas para atestar casos de morte encefálica (quadro caracterizado pela perda definitiva e irreversível das funções cerebrais e que abre caminho para a doação de órgãos do paciente). De acordo com o coordenador, há uma proposta de autoria do Conselho Federal de Medicina (CFM) para que a exigência, em caso de morte encefálica, passe a ser o laudo de dois médicos com qualificação em terapia intensiva, e não mais em neurologia. “Vamos aproveitar para adequar o decreto à proposta do CFM, que é quem determina o critério de morte encefálica pela lei brasileira e, ao mesmo tempo, modernizar uma série de itens”, explicou.

A previsão é que as alterações sejam encaminhadas à Casa Civil até o fim deste ano. Segundo Murari, o ministério deve anunciar hoje uma portaria que trata da capacitação em transplantes. O texto, segundo ele, vai instituir a atividade de tutoria em transplantes e prevê o repasse de recursos para instituições definidas como tutoras. “Vamos institucionalizar o ensino do processo de doação de órgãos e de transplantes”, disse. “Vai acabar a necessidade de pessoas jurídicas se organizarem para dar cursos em estados menos desenvolvidos”, completou.

Dados do governo federal indicam que alguns estados, como o Rio Grande do Norte, já conseguiram zerar a fila de transplantes. O termo é utilizado quando o tempo médio de espera por um órgão não ultrapassa 30 dias. A expectativa da pasta é que, até 2015, todos os estados brasileiros tenham zerado suas filas.

Outra meta definida pelo governo é contabilizar 15 doadores de órgãos para cada 1 milhão de habitantes – o melhor índice na América Latina. Nos primeiros quatro meses de 2012, o número registrado no país foi 13 doadores para cada 1 milhão de habitantes.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/09/27/brasil-tem-maior-sistema-publico-de-transplantes-do-mundo-mas-burocracia-ainda-atrapalha.htm

Abraços,

Anna Motzko